March 21, 2008

Está chegando...

Mal posso acreditar que segunda-feira, dia que completo meu primeiro ano de casada, vou enfim ter a minha primeira consulta com meu novo médico, Tim Pawlik, em Johns Hopkins. Estou feliz em saber que finalmente começarei meu acompanhamento médico aqui nos EUA, mas ao mesmo tempo fico meio insegura, com um certo medo de ter que abrir a tal "caixa de Pandora" mais uma vez.

Toda vez que entro naquele tubo ou vejo aquela sonda de ultrassom, nunca sei o que vai acontecer. Depois de cinco anos, quando já ia me acostumando a encarar os tais exames e a frieza das salas com alguma naturalidade (se isso é mesmo possível), eis que o destino me dá um puxão de orelha, assim do nada. Então desta vez é como se estivesse começando do zero.

Tenho medo também do que o Dr. Pawlik possa vir a me dizer. Secretamente rezo a todo instante para que ele não me dê mais notícias ruins. Oro para que além de um gênio da medicina, ele seja um ser humano no verdadeiro senso da palvras. Peço a Deus para que ele tenha sentimentos, como piedade e fé. Estou cansada de vaidades e palavras duras. Também posso viver perfeitamente sem arrogância.

Eu me sinto ótima, sempre me senti, mas aprendi que no meu caso isto não quer dizer muita coisa. É difícil passar por aqueles exames de novo e não sentir medo. Difícil não me transportar de volta ao passado.

Minha sensação naquele fatídico dia de dezembro foi de que bem ali, já na reta final, milímetros de distância do ponto de chegada, caí na casa errada, e não tive que voltar duas casinhas, mas acabei perdendo todas as minhas pecinhas e voltando para o início do jogo, para a estaca zero. Sensação terrivelmente amarga. Mas aos poucos já avancei algumas casinhas e dia após dias recupero um pouco da minha-auto confiança.

Sei que tenho que domar este medo agora. Tenho que pensar positivo e me ater aos fatos. O último exame, que fiz no início do mês passado estava ótimo: o fígado já de volta ao tamanho normal e em funcionamento praticamente perfeito. Estes são motivos de sobra para me manter otimista. E muito embora vários pensamentos menos bons teimem em me assombrar, tenho que me esforçar ao máximo para mantê-los bem longe de mim.

2 comments:

Andréa N. said...

Coragem, força na peruca e boa sorte!! E feliz aniversario de casorio! Comemorem muito! Beijo.

Dani said...

Torça por mim, Andréa! Vamos mentalizar forte até segunda à tarde...
Beijos