July 16, 2009

Uma Noite Pra Lá de Agradável

A festa de lançamento da edição de inverno da Noivas de Rio de Janeiro bombou! Na melhor expressão carioca, no melhor espírito desta cidade que eu adoro chamar de minha, a festa foi o máximo! Numa noite linda de inverno carioca, um monte de pessoas resolveu aparecer para prestigiar mais uma edição da revista e a pequena multidão que não cabia dentro da pequena mas aconchegante livraria, tomou uma das ruas mais charmosas do Jardim Botânico, que por si só já é um charme.

Coisas que a gente só vê no Brasil e muitas vezes no Rio: bate-papos animadíssimos entre estranhos, degistação de vinhos franceses e italianos na calçada, fotos tiradas no meio do trânsito e muita animação e troca de figurinhas entre noivinhas, profissionais de casamento e curiosos. Tudo no maior astral. Fazia tempo que não me sentia tão bem, tão em casa.

Não me canso de repetir que até podem tirar um carioca do Rio, mas jamais vão conseguir tirar o Rio de uma carioca. Já andei por muitos lugares, já vivi em tantos outros, mas hoje digo com convicção que a minha casa é aqui. Sempre foi e sempre será. Tem horas que até acho que posso ficar longe daqui, desta confusão, deste burburinho, desta loucura. Mas basta pisar no Galeão para me sentir como se jamais tivesse saído daqui.

Gosto dos EUA, um país onde realizei dois grandes sonhos: a possibilidade estudar em grandes instituições de ensino e de encontrar meu príncipe encantado e companheiro para todas as horas. Vivo feliz lá na minha casinha de boneca, mas se dissesse que não sinto falta da badalação daqui, estaria mentindo.

A noite de hoje foi perfeita e cheia de surpresas. Conheci vários amigas que fiz aqui no blog e outros que conheci na Casar é Fácil, no Orkut. De quebra ainda encontrei com outras amigas que não via há tempos e que deram uma passadinha pra me ver por lá.

Pena que não carrego máquina fotgráfica pelo simples motivo de medo de perdê-la, pois quando abro a matraca, perco a noção das coisas e largo tudo pelos cantos, então foi ficar devendo a vocês as fotos da galera super do bem que apareceu lá na Ponte das Tábuas para o lançamento da revista.

Depois volto pra contar mais! Já passa da minha hora de nanar no quartinho da Kika...

July 14, 2009

Noivas Rio de Janeiro - Inverno

capa da revista Noivas Rio de Janeiro edição 13


Finalmente vou poder comparecer a um lançamento da Noivas Rio de Janeiro. A revista sempre faz um evento para comem0rar a chegada de uma nova edição, mas como moro do outro lado do equador, nunca posso estar aqui.

Mas esta semana, o universo conspirou a meu favor e se tudo der certo, estarei la para o coquetel. Como sei que ha noivas e interessadas que leem este blog, fica aqui o aviso e o convite:

Abra logo sua agenda e reserve o dia 15 para um compromisso especial: o lançamento da Noivas Rio de Janeiro de Inverno. Dessa vez, a comemoração da mais nova edição da revista será na Livraria Ponte de Tábuas, a partir de 19h. Durante o evento, o sommelier Bernardo Murgel, da Destilado, promoverá uma degustação de vinhos com o tema Tintos para festas. “A idéia é ajudar a noiva na difícil tarefa de encontrar as melhores bebidas e o melhor custo benefício na hora de escolher entre os vinhos franceses e italianos, que são os melhores do mundo e são garantia de originalidade na festa”, afirma Bernardo. Não deixe de participar! Anote o endereço: Rua Jardim Botânico, 585.


Quem estiver por perto e curtir um vinhozinho, nao deixe de passar por la...

July 13, 2009

Giovanna

Esta ai de cima e a Giovanna e ultimamente tenho estado afastada do blog por alguns motivos, mas o principal tem sido a rotina de revezamento de bebes.

A Giovanna e muito calminha e uma fofa. A Chiara cada dia mais linda, mas agitadinha. Entao, nos primeiros dias, quando uma dormia, a outra acordava e assim revezavamos a noite toda.

Agora parece que as coisas vao se acalmando, mas casa cheia de bebe e sempre uma alegria so!

July 9, 2009

Bodas de Diamante




Há exatos 60 anos da data de hoje, dia de nove de julho, casavam-se Ruth e Fernando, ele aos 21 e ela aos 20 anos.

Depois de três filhos, sete netos e agora duas bisnetas e muitas aventuras, bons e maus momentos, continuam juntos. Coisa praticamente inimaginável nos dias de hoje.

A alegria de ter a minha avó viva e saudável depois de tudo que aconteceu ano passado é enorme. Este aniversário de casamento teve um sabor mais do que especial.

Em vez da festa que havíamos planejado, tivemos uma reunião pequena na tarde de hoje, já que a minha avó ainda não tem condições de ficar longe de casa por muito tempo e a minha irmã acaba de voltar para casa com a Giovanna, que aliás, é um anjinho.

Estou muito feliz de estar por aqui... Só ficou faltando o Blake para minha alegria ser completa.




Foto tirada hoje -- falta gente -- mas até que a tarde foi animada.

July 7, 2009

O Dilema de Saber ou Não...

Ontem depois de almoçar com a Elizabeth, decidi ver a Monica, pois já fazia mais de uma semana que não a visitava. Ao manifestar minha vontade, notei a Elizabeth um pouco reticente. “Vou lá visitá-la, mas você pode ficar bem à vontade se não quiser vê-la. Para falar a verdade, talvez seja melhor que você não vá. O nível de consciência dela é o mesmo do Todd nos últimos dias, ela está muito inchada, as crianças já foram avisadas, é questão de tempo. O quadro é muito grave e de certa forma chocante,” ela me explicou, talvez mais como amiga do que como assistente social.

Mas eu estava decidida. Ao chegar no CTI, vi o mesmo médico que uma vez explicava à Carmi sobre o estado terminal do Todd. Senti calafrios. Ele entrou no quarto para falar com o Antoine, marido da Monica e pai dos quatro filhos dela. Resolvi ficar do lado de fora. Às vezes me sinto no meio de um filme, um dramalhão daqueles, tipo Love Story. Logo eu, que pensava que tragédias assim só aconteciam na telona e só serviam para vender ingressos de cinema...

Assistindo aquela cena do outro lado da parede de vidro, tudo me parecia surreal. A Monica deitada inconsciente num leito de hospital, Antoine de pé conversando com o médico, fisionomias preocupadas, e a Elizabeth ao lado. Claro que não dava para ouvir nada além dos bipes de máquinas e passos apertados de enfermeiras e residentes, mas eu podia imaginar muito bem o teor da conversa. Ao ver o rosto da Monica inchado, os olhos semi-fechados e a boca um pouco ensanguentada não poderia esperar outra coisa. Infelizmente.

Um pouco antes, durante o almoço, Elizabeth e eu falávamos sobre a melhor forma de lidar com estes casos gravíssimos. Ela acha que a grande maioria dos pacientes transplantados não tem a menor idéia do que os aguarda, dos obstáculos a serem enfrentados e das reais chances de sobrevivência. Na opinião dela, os médicos não são francos o suficiente nestas horas e muitas vezes acabam privando o paciente e sua família de momentos importantíssimos nas horas finais.

“A Monica tem quatro filhos pequenos, será que alguém já pensou no futuro destas crianças? Não no bem estar imediato delas, mas que daqui a alguns anos elas vão se casar, vão se formar, vão ter filhos e provavelmente não terão a mãe ao seu lado? Será que a Monica não teria usado melhor os últimos meses dela para escrever cartas para eles, preparando memórias para um futuro no qual ela talvez não esteja presente? Será que não teria sido melhor para ela saber que seu tempo era tão limitado e assim poderia ter escolhido exatamente o que fazer com ele?, minha amiga indaga.

Mas eu não consigo responder. Talvez eu seja mesmo covarde, mais covarde que eu imaginava. Ela continua, “Ninguém quer falar da seriedade do caso ou das chances ínfimas do paciente porque ninguém se sente no direito de tirar a esperança do outro, pois há sempre milagres, casos inexplicáveis, mas vamos combinar que estes casos são as exceções e por isto são chamados milagres! Se acontecessem com todo mundo teriam outro nome! O problema é o modo como encaramos ‘esperança’. Você pode ter toda a esperança do mundo mesmo estando consciente da dificuldade da batalha a ser enfrentada, desta forma você pode fazer suas próprias escolhas. Tem gente que depois de entender a gravidade da doença e a agressividae do tratamento, simplesmente decide que não vai passar os últimos dias da vida intoxicado numa cama de hospital. Há outros, que mesmo cientes das dificuldades, vão para o tudo ou nada, por vontade própria. Assim é diferente, o sujeito tem a informação e faz a escolha,” ela me explica, logo depois se desculpando pelo discurso inflamado.

Entendo. Reflito. Ainda assim não consigo encontrar a resposta. Não sei, sinceramente, não sei. Não faço ideia do que teria feito se algum médico tivesse me dito que as minhas chances de sobreviver eram ínfimas. Para dizer a verdade, acho que prefiro não saber. O mais próximo que cheguei de ter esta informação técnica foi ao traduzir o laudo da minha biópsia da segunda cirurgia, uma experiência tão deprimente quanto assustadora. Prefiro não pensar no assunto.

Terminamos o almoço e a pergunta continua a me assombrar, assim como aquelas palavras que tive que traduzir para colocar no papel e entregar aos médicos de Johns Hopkins no início do ano passado. Nunca mais reli o documento. Espero nunca mais ter que fazê-lo.

É por estas e outras que escrevo este blog, me correspondo com tantos amigos e tento deixar registrado um pouco de mim de alguma forma. Para que nem eu mesma me esqueça de quem eu sou, só por precaução.

July 6, 2009

Fiquei pra Titia...de novo!


Giovanna chegou hoje de manhã por volta das 8.30, no horário do Brasil. Esta já chegou mostrando ao que veio, quando resolveu apressar sua estreia e deixar a tia aqui morrendo de vontade de estar lá por perto.


Comprei minha passagem há mais ou menos uns cinco meses, já contando que ela ia adiantar, mas na quinta a médica resolveu adiantar o parto mais ainda e hoje por volta das 5 da manhã, a Andressa se internou.


Graças a Deus, o parto foi perfeito e ambas passam bem. A Giovanna nasceu pesando quase 3.9 kg e medindo 51 cm -- uma meninona cabeluda e de cara redonda. Diz a Andressa que parece comigo quando nasci. Ainda não sei se a minha mãe concorda... Engraçado é que a Chiara era a cara da Andressa recém-nascida. Já disse para ela que temos que ceder nosso lugar como a "dupla dinâmica."


É estranho estar longe num momento tão especial. Mais estranho ainda é que me sinto extremamente próxima apesar da distância. Ainda vou esperar dois dias para ver a carinha dela de perto, mas ela já tem lugar cativo no meu coração e na minha bagagem, pois venho lotada de presentes. A família aumenta e a bagagem idem!


Desejo que a Giovanna seja uma menina extremamente feliz e saudável, que ela tenha muitos amigos e que ame muito, pois tenho certeza que será muito amada. Do fundo do meu coração, espero que Giovanna e Chiara possam ter uma relação como a que eu tive e tenho com a Andressa, uma relação de amizade e de cumplicidade, uma relação honesta e franca, de muitos altos e pouquíssimos baixos, de poucos puxões de cabelo e de muito amor.


Sei que há muitos fatores que contribuem para uma relação entre irmãs, mas tenho que dar crédito a minha mãe, que sempre deixou muito claro que nós seríamos as melhores amigas do mundo, quiséssemos ou não. Claro que a nossa afinidade sempre contou, mas para dizer a verdade não sei se a tal afinidade era natural ou construída e também a esta altura não cabe a mim questionar. Dizem os sábios filósofos populares que em time que está ganhando não se deve mudar nada.


Não tenho memórias da minha vida sem a minha irmã e tenho certeza que com a Chiara não vai ser diferente, afinal ela só faz um ano sábado! Para dizer a verdade, acho isto ótimo! Desde que me entendo por gente, sei o que é dividir, sei o que é discordar e sei o que é ceder (muitas vezes, mediante uns tapas e empurrões), mas antes de tudo sei o que é uma amizade dura a vida inteira.


Mal posso esperar para saber da reação da Kika ao ver a irmãzinha...


Bem-vinda Giovanna!

July 5, 2009

Billie Tweets: a Twitter tribute to Michael Jackson

Billie Tweets: a Twitter tribute to Michael Jackson

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