October 9, 2008

Respirando...e voltando a pensar

Parece chavão, mas não é, quando a gente fica tensa parece que perde a habilidade de respirar. Faz três semanas que não respiro. Faz três semanas que o simples toque de telefone me assusta. Faz três semanas que não sei o que é dormir direito. Mas se Deus quiser, e Ele tem dado mostras disto, a minha avozinha vai fica boa logo (as notícias melhoram a cada dia) e em breve terei minha vida de volta. Só vou respirar aliviada mesmo quando ela estiver no quarto e fora de perigo, mas admito estar mais tranqüila. Mas sossego...bem aí são outros quinhentos.

Como se diz por aqui, "when it rains, it pours." Pois é o que parece, que tudo resolveu acontecer de uma vez só. Aos poucos tento retomar a minha vida de antes, mas o corpo anda reclamando, sinto um cansaço absurdo, tanto físico como mental, pois as últimas semanas têm sido um misto de maratona e montanha-russa. O ritmo do trabalho começa a realmente ficar intenso e a mudança acontece daqui a uma semana!!!!

Com tanta confusão acabei esquecendo de dizer que a minha história, em inglês, foi publicada no Blog da SeventyK.org. A Rossana, amiga deste blog, e eu traduzimos o site todo para o português e a versão deve estar disponível em breve. Cada vez mais me convenço da urgência na conscientização da população para as necessidades mais que especiais dos jovens e adolescentes portadores de câncer. A meu ver, o maior problema continua sendo o diagnóstico tardio... Volta e meia me lembro da história do nosso amigo Felippe, que levou três meses para conseguir um diagnóstico de um linfoma raro, o que pode ter custado a sua vida. E é pelo Felippe, que não está mais conosco, e por tantos outros jovens que ainda estão lutando, que a gente vai continuar a falar no assunto. Sei que câncer não é assunto dos mais agradáveis, mas informação é fundamental. Não só sobre a doença em si, mas sobre tratamentos, testes clínicos disponíveis, alternativas, segundas opiniões e tantas faces de um processo tão difícil quanto doloroso.

Como nada acontece por acaso, estou organizando um evento aqui no trabalho sobre testes clínicos e minorias, então aos poucos vou me inteirando mais do assunto. Apesar de arriscados, em alguns casos, protocolos experimentais e ensaios clínicos são as únicas alternativas de pacientes que já não têm nada a perder. O problema é que muitos grupos como jovens, negros e latinos são pouco representados e assim perdem esta chance e muitas vezes medicamentos que têm eficácia em alguns grupos não funcionam em outros... Os testes clínicos são a única forma de testá-los antes que cheguem ao mercado.

Mas este assunto é complicado e eu não sou cientista, mas prometo que falo mais depois da conferência, já que vamos ter palestrantes superconhecidos e conceituados aqui nos EUA.

2 comments:

Luciana Misura said...

Dani, sera que voce pode perguntar pra Rossana se ela pode ajudar a traduzir o site da LLS? Tenho uma amiga tradutora trabalhando nisso mas ela nao e da area medica e precisamos de alguem da area pra revisar a traducao. Vou la ver a sua historia no blog da SeventyK! Beijao.

Dani said...

Lu,
Já mandei um email pra Rossana. Ela foi ótima, pois como você bem disse, além de fluente em inglês e português, ela é cientista. Vou ficar na torcida para ela não estar muito enrolada, pois tenho certeza que se puder, ela ajudará com o maior prazer.
Bjs