September 15, 2009

Nem quero falar no Patrick Swayze porque me dá uma tristeza enorme, um sentimento de vazio absurdo, uma revolta até. Obviamente não o conhecia, o que não me impedia de gostar muito dele -- que mulher na fase dos 30 pode esquecer de Dirty Dancing e Ghost? -- mas é claro que a causa mortis dele me incomoda demais.

Lembro que da primeira vez que ouvi a notícia da doença dele fiquei igualmente arrasada e revoltada, pois na mesma hora os comentaristas apareceram com suas previsões aterrorizantes. Uma tremenda falta de respeito ao ator e sua família. Até a correspondente médica da NBC me saiu com a seguinte pérola, na época: "Se for pra ter câncer, é melhor que não seja no pâncreas." Como se alguém na face da Terra quisesse ter câncer ou pudesse escolher um tipo específico. Imaginem a cena: "Não, no pâncreas não quero não. Agora me vê um melanoma básico, destes que não precisam de quimioterapia, por favor." Surreal!

Acho que a morte do Patrick Swayze me abalou por dois motivos: obviamente pelo tipo de doença e pelo fato de em pleno século XXI estarmos tão longe da cura, mas também por ter de alguma forma estranha sepultado um sonho de adolescente ou ter-me feito enxergar que aquele tempo não volta mais. Será que estou me sentindo velha?

Ano passado, quando participou do Stand Up 2 Cancer, um evento beneficente enorme aqui nos EUA, ele disse que sonhava com o dia que a palavra "câncer" não fosse seguida da expressão "de cura impossível." Infelizmente, Patrick, assim como tantos outros, não viveu para ver este dia.

Como disse à Carmi ontem, parte da missão dos que ficam é fazer com que este dia esteja cada vez mais próximo e que aqueles que partiram sem realizar este sonho jamais sejam esquecidos.

É por isto que a campanha por doação de medula aqui em Maryland vai ser uma homenagem ao Todd, para que as pessoas tomem consciência de quã importante é este ato de solidariedade. É acridoce não tê-lo aqui conosco fisicamente, pois certamente ele estará lá em espírito.

Quanto ao Patrick Swayze, ele não precisa de muito para ficar imortalizado na imaginação de milhões das mulheres que foram as adolescentes dos anos 80/90 e que viram cada um de seus filmes mais de 10 vezes -- grupo no qual me incluo.

O cara era o máximo: uma combinação perfeita de masculinidade e delicadeza, pois onde já se viu um cowboy ser bailarino?

Além de tudo era simplesmente LINDO.

Saudade...

3 comments:

A e W said...

Dani, nem me fale... Muito triste tudo isso. Como digo varias vezes, essa doenca maldita e imprevisivel parece que estah tomando cada dia mais proporcao... Proporcao essa que nos nao conseguimos descobrir o meio da cura, aterrorizante... Tem uma amiga minha cuja amiga dela eh biologa e trabalha na cura do cancer ha alguns anos... Ateh o momento, nada. Rezo a Deus que um dia encontrem a cura pq nos amedronta muito.
Tbem tenho uma amiga cujo pai estah com cancer pancreatico... Muito triste. Temos que rezar muito pq so Deus mesmo para nos acalentar... Que Deus o tenha.

Liège said...

Após tanta luta, que ele descanse em paz.
Também me incluo no grupo das adolescentes que viram seus filmes um monte de vezes... e sonharam dançar essa música com ele.
Beijos.

Bia Mendonça said...

Os filmes dele que marcaram minha infância foram Dirty Dancing e Ghost, não saberia nem dizer se hoje em dia ele era bom ator, mas pela forma como foi levado e pela idade tb, é muito triste. Pra mim o cara era uma lenda na dança, e como vc mesmo falou "perfeita masculinidade e delicadeza, pois onde já se viu um cowboy ser bailarino".