March 5, 2009

The Bucket List




Ontem finalmente vimos este filme estrelado pelos incríveis Jack Nicholson e Morgan Freeman. Já sabíamos do tema, então estávamos preparados para o que viria pela frente.

O nome original do filme (não sei qual foi a tradução para o português) se refere a uma lista que o sujeito faz antes de “chutar o balde”, que aqui é uma metáfora equivalente a “passar desta para melhor.” Resumindo a história: os dois personagens tem câncer em estágio terminal e poucos meses para viver. Depois de uma temporada dividindo quarto no hospital, dois homens, que aparentemente tem pouco em comum, tornam-se muito amigos e resolvem fazer tudo que sempre tiveram vontade antes de partir. Como é filme, um deles é milionário e pode levar o outro a tiracolo!

O tema é realmente intrigante. Eu pessoalmente não tenho a menor vontade de saber o dia exato da minha morte. Espero que ela demore muito para chegar mas que venhade surpresa e me leve sem muito sofrimento. Sou covarde mesmo! Já cheguei pertinho da morte, pedi penico, Deus me atendeu e desde então tento manter distância dela. Quero mais é que ela me esqueça! Mas depois do que passei ela continua a pairar sobre mim. Não que a minha saúde inspire cuidados ou coisa alguma, mas depois da pancada inicial a gente nunca mais olha a morte como antes. Ela passa a ser real e isto é assustador. Não é justo nem explicável, mas é real.

Chorei horrores durante o filme. Cenas de hospital sempre me dão um aperto enorme no coração, mas ao mesmo tempo me fazem perceber o quanto fui sortuda, pois passei muito bem durante todo o tratamento. Não tive nenhum efeito colateral, graças a Ele lá em cima. As conversas entre os personagens me lembraram conversas que já tive com familiares e amigos, muitos deles jovens contemplanod a idéia da partida iminente. O filme me tocou fundo.

Mas o tempo todo fiquei me fazendo várias perguntas... Será que vale mesmo a pena lutar até o fim e morrer preso a um leito de hospital esperando por um milagre da medicina? Ou será que mais vale aproveitar o pouco tempo que nos resta? Por que a Allison está trabalhando ainda em vez de visitar o Taj Mahal? Será que teria sido melhor para o Felippe passar os últimos meses dele na praia do que no hospital? E a Thalita? Será que a químio agressiva que ela pediu para fazer apressou ainda mais a morte dela? Será que ela sabia disto e por isto quis logo partir para o tudo ou nada? São tantas perguntas que nunca serão respondidas... Elas incomodam, pois fica sempre aquele buraco entre o que se foi e o que poderia ter sido. Não faz sentido pensar assim, mas quem disse que nada vida tudo tem que fazer sentido?

O filme acabou, mas o meu choro compulsivo ainda durou muito além da subida dos créditos... Fiquei pensando ali se eu também tinha uma “bucket list”. E percebi que não. Claro que há muito que eu quero fazer ainda, mas não consigo colocar num papel todos os meus desejos. O mundo é grande demais para que eu escolha um ou outro destino para minha viagem. Tem muita gente que eu gostaria de ver, encontrar e conhecer ainda. Muita coisa que preciso fazer, mas não quero me preocupar com o tempo. Não quero me prender a certas metas, pois do que vale a viagem se não pudermos apreciar a paisagem?

3 comments:

Anônima said...

Eu tb nao tenho essa lista de desejo, vivo a cada dia e eu acho que e bem melhor essa maneira do que ficar na angustia de criar yuma lista e tentar concretiza-la num determinado tempo.

bjs

Daniela said...

Eu já vi esse filme e amei!
Genial!

Cristina said...

Eu vi esse filme no vôo Los Angeles - New York, quando te encontrei ano passado aí. Eu e a pessoa ao meu lado choramos compulsivamente no final. A aeromoça trouxe lenços para a gente, já devia estar acostumada a ver essa cena. Eu não acho que a gente tenha que ter essa lista, vai ver é por isso que adicionei outros destinos para conhecer depois que fui ao Egito, para que a lista não páre nunca de crescer rsrs A melhor lição do filme é viva o hoje e aproveite, como se não houvesse amanhã - pelo menos para mim!