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April 21, 2011

Resultado do Teste de Personalidade

Para quem ficou curioso e quer fazer o teste mais completo online, é só seguir o link abaixo.

A minha descrição está perfeita! Não é a toa que eu quero que o Joaquim tenha três passaportes para poder estudar, trabalhar, morar onde ele quiser e bem entender!

I'm an "Independence" Mother!


(Extraverted, Intuitive, Thinking, Perceiving)

Full of energy and confident in my own self-sufficiency and competence, I encourage my children.as a role model and as a teacher.to be independent and confident on their own in the world.

What's your mothering personality type? Take the MotherStyles quiz at FamilyEducation.com!


 

April 20, 2011

Estilos de Mãe


Ontem quando fui tirar meu passaporte na biblioteca local -- sim, minha county é bem bacana e é uma das únicas no país a oferecer este serviço bárbaro! -- acabei dando uma olhadinha nos livros para passar o tempo. Encontrei um que é a minha cara. O livro tem até website e dá dicas sobre como ser uma mãe melhor baseadas nos tipos de personalidade. A autora usa os tipos de de personalidade de Myers-Briggs e faz a ligação entre o estilo de cada mãe.

Sempre adorei este teste. Aliás, na faculdade, onde fiz o teste pela primeira vez, tive um resultado totalmente inesperado. Tão surpreendente que, certa de que haviam trocado meu teste, fui à reitoria e exigi que eles me deixassem refazer o exame. Quebrei a cara! Exame refeito, mesmo resutado: ENTP -- extraverted, intuitive, thinking, perceiving, um dos tipos depersonalidade mais raros. Hoje acho a definição perfeita para mim, mas aos 20 anos me causou muita estranheza.

De qualquer jeito, uma leitura muito bacana para mamães, futuras mamães e qualquer um que tiver curiosidade sobre o assunto. Sou viciada neste tipo de leitura, adoro um teste e uma análise. Acho que só assim me convenço que não sou tão louca quanto penso.

Não é produto de bebê, mas uma ótima dica de leitura!

March 16, 2010

Escolhas Demais


Se tem uma coisa que me incomoda demais nos Estados Unidos e o excesso de tudo. Se esta liberdade de escolha e abundancia de opcoes sao a essencia do American Way of Life, nasci mesmo para ser subdesenvolvida. Nao que eu nao preze a liberdade, direito inalienavel e levado muito a serio neste pais, mas confesso que escolhas demais me deixam frustrada.

Quer exemplo perfeito? Ir a supermercado aqui me deixa tonta! Parece que todo turista adora ir a visitar estes templos do consumo, pois a gente ve coisas que nem imagina, em todas as categorias. Pasta de dente para clarear os dentes, para fortalecer o esmalte, para dentes sensiveis, para gengivas problematicas, sei la...eu so preciso de alguma coisa que combata as caries e deixe o halito bom. So isto. Mas ai e que esta o problema, a gente acaba sem conseguir encontrar o basico do basico. E no meu caso, saio de maos abanando e muito revoltada.

Mas americano ama supermercado e quanto maior, melhor. O povo aqui recebe o tal de Wegman's com o entusiasmo de quem ve uma celebridade. [Parece que vai abrir um perto da minha casa. Precisa ver a animacao do pessoal!] De fato o hipermercado e tao imenso que a gente se perde facilmente. Dentro tem padaria gourmet, uma secao de frutos do mar imensa, outra de comidas internacionais e ate restaurante/buffet com uma infinidade de opcoes. O pessoal vai la como se estivesse indo a um museu e faz compras e mais compras -- os carrinhos sao enormes! Da ultima vez que estive la, estava procurando um desodorante, bem normalzinho que vende em qualquer lugar... Em vez disto, sai com suco de maracuja Maguary, leite condensado e um monte de coisas que sequer tinha pensado em comprar. Depois de chegar ao caixa, me dei conta que a unica coisa que queria realmente comprar tinha ficado fora da lista, entao pensei que teria que percorrer todos aqueles corredores de novo e desanimei. Melhor passar na farmacia no caminho de casa.

Quando digo aqui que nao gosto de tal Wegman's, todo mundo me olha como se fosse louca ou tivesse dito alguma heresia. "Como pode nao gostar de um lugar que tem tudo?" Mas meu problema e justo este: tem coisa demais! Tanta fartura acaba me desconcentrando, me confundindo. Saio de la com dor de cabeca e atordoada. Nao e a toa que faz mais de um ano que nao piso no tal mercado...

Mas hoje felizmente descobri que nao estou sozinha neste barco e que ha pesquisas que comprovam que nao sou louca. A pesquisadora Sheena S. Iyengar, cujo trabalho foi citado em Blink, livro de Malcom Gladwell, acaba de lancar um livro proprio, The Art of Choosing, ou a Arte de Escolher, onde explica direitinho os efeitos e causas desta overdose de escolhas na sociedade moderna.

Ao que parece, gracas ao trabalho dela, hoje ja nao ha mais quase debate quando se diz que opcoes demais podem fazer com as pessoas escolham menos e tornem-se menos satisfeitas com as escolhas feitas. A pesquisa agora estuda os efeitos da tal overdose e procura determinar se atraves de treinamento podemos nos tornar melhores em tal tarefa.

Achei o tema superinteressante e ja vou adicionar o titulo a minha lista de must reads para 2010.

April 9, 2008

Medo... para quê?

Não sei por que ainda tenho medo de alguma coisa. De todos os grandes medos que já nutri ao longo da vida, praticamente todos se materializaram. E eu ainda estou aqui, de pé, às vezes aos trancos e barrancos, mas de pé. É verdade que tem dias que só quero sumir, mas desistir não faz parte do meu vocabulário. Berro, esperneio, xingo, chuto, choro, mas no fim das contas me recomponho, enxugo as minhas muitas lágrimas, respiro fundo e sigo em frente.

Já enfrentei doença, desemprego, tristeza, solidão. Sem contar naquelas fobias mais bobas tipo dirigir em highway, pilotar um fogão, virar dona de casa...coisas que me causavam verdadeira aversão. Até mendigar já mendiguei. Não foi o fim do mundo, mas foi quase. E venci mais uma batalha, superei mais um obstáculo que na hora parecia maior do que eu. Parecia maior do que o mundo, mas não era.

E continuo aqui para contar a história. Aliás quando conto mais um "causo", a resposta dos outros é sempre unânime: "Você devia escrever um livro." A minha resposta é sempre a mesma, "Estou pensando no assunto." Mas cá entre nós minha vida está mais para novela das oito da Glória Perez do que para Bridget Jones. Quem sabe um dia chego lá?

March 13, 2008

Encontro com Isabel Allende

Respondendo a pergunta da Fê França, resolvi contar um pouquinho do meu encontro com uma das minhas autoras preferidas, a chilena Isabel Allende.

A primeira vez que tive contato com o trabalho dela foi -- pasmem -- durante o último ano de faculdade, aqui nos Estados Unidos. Estava terminando o bacharelado em Relações Internacionais, com foco na América Latina, e obviamente tive que ler muita coisa durante o curso. Um dos livros de leitura obrigatória era A Casa dos Espíritos. Li o livro em um dia, escrevi meu paper em poucas horas, apresentei o trabalho e fiquei viciada no trabalho da Isabel Allende para sempre...ou quase.

Claro que o estilo dela lembrava muito o estilo do Gabriel García Marquez, afinal trata-se de realismo fantástico, mas a narrativa dela é mais leve e mais fácil de ler. Dali para frente li todos os livros lançados até aquela data e depois fui comprando os novos assim que chegavam às livrarias. Tenho livros dela em inglês, espanhol, portugês e francês. Dependendo de onde estivesse, comprava e lia o livro na hora.

Paula foi sem dúvida uma das obras mais lindas que li. Um relato sincero em forma de despedida para a filha que perece ali de uma doença raríssima. Isabel escreveu o livro enquanto acompanhava a filha Paula num hospital na Espanha. Não consigo imaginar nada mais triste do que uma mãe aguardar a morte de uma filha que até pouquíssimo tempo era perfeitamente saudável.

Lendo aquele livro, senti uma conexão imensa com a autora, especialmente quando ela fala sobre seu amor pela leitura e seus questionamentos sobre o jornalismo. O diálogo com Pablo Neruda é inesquecível. Foi naquele momento que Isabel entendeu que deveria se aventurar no mundo da ficção. Quem ainda não leu o livro, não deve perder tempo.

Pouco depois de ler o livro, mudei para Nova York, onde fiz mestrado em...jornalismo!!! Enquanto estudava full-time, fazia muito freela para revistas brasileiras, principalmente as femininas. Escrevi várias matérias para a Cláudia e outras revistas da Abril. Escrevia sobre tendências mas também fazia muita matéria "mundo-cão", com um toque feminino, é verdade, mas falávamos de drogas, gravidez na adolescência, pedofilia, etc... Então, uma vez ou outra, eu conseguia emplacar uma matéria mais levinha sobre o "hair stylist" da Madonna ou os restaurantes mais fashion de Manhattan.

Um dia fiquei sabendo que ninguém menos que Isabel Allende faria uma noite de autógrafos na Barnes & Noble pertinho da minha casa. Não acreditei!!! Será que conseguiria realizar meu sonho de entrevistá-la para uma revista brasileira? Ela certamente iria "se conectar" comigo, afinal eu também era novinha (tinha vinte e pouquinhos anos) e estava começando minha carreira de repórter numa revista feminina latino-americana, assim como ela na década de 70.

Esperei semanas para o tal dia. Chegei cedo para pegar um lugar bem na frente e fiquei esperando minha "ídolo" chegar. Alguns minutos, depois vejo uma figura pequena, cercada de uma grande entourage se aproximando do tablado. Não tive dúvidas , era ela!

Segundo o programa, primeiro a autora leria alguns trechos de seu livro mais recente, Afrodite, depois ia falar um pouco sobre sua obra e por último responder a perguntas. O livro era esteticamente lindo, mas tive uma enorme decepção ao folheá-lo: não tinha nehuma história, nenhum conteúdo. Não passava de um livro de receitas pseudo-eróticas metido a engraçadinho, uma egotrip sem tamanho da autora.

Assim que Isabel começou a falar, senti meu coração apertar... Sabe quando a voz não combina com a pessoa, e pior, quando o conteúdo das palavras fica muito aquém do esperado? Foi exatamente o que senti. Minha autora preferida, esta intelectual latino-americana que tanto admirava, estava ali posando de "latina exótica" para gringo ver. O sotaque, as palavras, ela parecia uma J-Lo de meia-idade, com um acento mais carregado. Tudo ali soava tão artificial! Ela se esforçava tanto para agradar a platéia gringa, nem parecia dona de uma passado semi-revolucionário, muito pelo contrário, parecia preocupada em escondê-lo.

Mas decidi que não poderia julgá-la sem antes falar com ela. Fiquei esperando a fila diminuir e me dirigi até ela, com meia dúzia de livros para autografar. Tinha comprado o lançamento, mas obviamente tinha trazido alguns mais antigos comigo. Vocês acham que ela olhou para minha cara? Perguntou meu nome? Nada! Só assinou e colocou uma florzinha no final. Ela não desistia mesmo de ser "fofa", apesar de não se esforçar nem um pouco para ser simpática.

Como o tempo era escasso resolvi fazer meu "elevator pitch", ou seja, em poucos segundos fiz meu pedido, expliquei que era brasileira e repórter, etc, etc, achando que ela fosse simpatizar comigo, mas de nada adiantou. Ela simplesmente respondeu: "Minha agente está ali na porta. Fale com ela." Disse isso com uma frieza nórdica.

Não sou o tipo ultra-sensível que se acha mais importante do que a maioria dos mortais -- afinal morei muito tempo em Nova York e apredi a ser bem durona e pé no chão -- mas sempre achei que por trás daquelas palavras lindas naqueles livros mágicos havia uma pessoa sensível e acessível. Me enganei redondamente. Claro que entendo que ela deveria estar exausta e louca de vontade de sair daquele lugar, mas só ali entendi que a voz naqueles livros é muito dissonante na pessoal real que estava ali na minha frente e foi difícil não me decepcionar.

Nem me lembro se falei com a tal agente ou não. Só sei que a minha vontade de saber mais sobre a tal Isabel Allende acabou ali. A culpa não era dela -- disso eu sempre soube -- mas minha, por ter criado uma personagem irreal. Como diria a minha mãe, os ídolos são de barro. Naquele momento entendi exatamente o que esta frase queria dizer. A "Isabel Allende" tinha se despedaçado ali naquela livraria nova-iorquina.

Saí de lá cheia de livros autografados e com a impressão de que não passavam de pedaços de papel sem sentido. Depois do "encontro" e da leitura de Afrodite, prometi a mim mesma boicotar a escritora chilena, que tinha virado casaca depois de ter casado com um gringo e se mudado para Sausalito, Califórnia.

O tempo passou, acabei comprando A Filha da Fortuna. O livro é interessante, mas a voz da Isabel Allende nunca mais foi a mesma para mim. Perdeu o encanto.

February 18, 2008

Perguntas

Estou aos poucos alinhavando meu projeto. Outro dia achei um livro muito parecido com o que eu quero fazer, com passagens interessantes e depoimentos sinceros de quem passou por esta experiência transformadora.

Postei lá no Orkut, na comunidade de Quem Já Fez/Faz Quimioterapia e por enquanto tive pouquíssimas respostas. Por que será? Será que, como dizem os gringos, a minha cabeça é mais americana que brasileira? Custo a acreditar nisso... Mas se tem uma coisa que admiro neste povo yankee é a disposição para a luta e a vontade de compartilhar lições e apredizados. É..talvez tenha aprendido alguma coisa com eles.

No livro, a maior parte dos pacientes tem um desejo imenso de contar a sua história, de mostrar para o mundo que o diagnóstico do câncer não é mais uma sentença de morte, mas um convite à vida e aos desafios que ela apresenta. É uma convocação à luta.

É assim que encaro tudo isso. Uns dias com mais otimismo, outros dias com um pouquinho de tristeza e até revolta, mas sempre mantenho a cabeça erguida e sigo em frente. Como dizia Cazuza, "o tempo não pára."

Então para quem tiver curiosidade e/ou souber de alguém que tem interesse em fazer parte deste projeto embrionário, aqui vão as informações que vou precisar para começar:

1) Uma breve apresentação: nome, idade, cidade natal, profissão, etc
2) Quando recebeu o diagnóstico?
a. O que sentiu?
b. Como reagiu?
c. Como deu a notícia à família, aos amigos, etc.
3) Teve algum sintoma antes de ser diagnosticado?
4) Sua história: diagnóstico, cirurgia, químio/radio, perda de cabelo, etc.
5) Você estava envolvido com alguém?
a. Se a resposta foi positiva, como a relação se desenvolveu/ou não?
b. Seu cônjuge/namorado este ao seu lado?
c. Quais foram suas maiores dificuldades?
d. Se você não tinha nenhum relacionamento no início da doença, isso mudou ao longo do tratamento?
e. Como você se sentiu ao enfrentar isso sozinho?
6) Família – você teve o apoio de familiares? De que forma?
7) Amigos – seus amigos foram compreensivos? Ofereceram ajuda, apoio, carinho?
8) Auto-estima - como você se sentiu? A doença e o tratamento foram afetaram sua auto-estima? Afetaram o modo de como você se relaciona com seu parceiro?
9) Se você é mulher, você sofre menopausa precoce? Como enfrentou isso?
a. Que sintomas teve?
b. O que sentiu?
c. Hormônios/emoções….
10) Filhos - se você tem, como eles reagiram? Como se sentiu em relação a eles? Se não tem, como isso afetou seus planos? Ficou estéril, teve que adiar maternidade/paternidade?
11) Médicos - como é sua relação com eles? Em algum momento esta relação de confiança foi abalada?
12) Tratamento - como enfrentou o tratamento? Foi melhor ou pior do que você esperava?
13) Recidiva - como enfrentou a doença pela segunda vez? O que foi diferente?
14) Medo da morte - o que passou pela sua cabeça nesta hora?
15) Lições aprendidas - o que ficou de bom depois desta experiência? Você mudou sua vida de alguma maneira?

Enfim, estas são só algumas perguntas... Para quem preferir, pode me mandar as respostas por email: dani.m.duran@gmail.com

February 2, 2008

Claro como o Dia

Hoje voltei a ler um livro que comecei há tempos atrás, mas devido ao tema principal volta e meia tenho que dar uma parada. Para falar a verdade, dei uma parada de sete meses, pois o livro estava na minha bolsa da praia que deixei aqui na minha casa no Rio quando me mudei para Maryland, em maio.

Aliás, deixei muita coisa minha por aqui: roupas, objetos pessoais, perfumes, xampus e condicionadores, biquínis, livros, muitos, muitos livros. Pensando bem, metade minha sempre esteve e estará aqui.

Tenho uma dificuldade imensa em me despedir. Sempre fui assim. Nem as minhas andanças mundo a fora, que começaram há tantos anos, me deixaram imune a isso. Eu, que aos 18 anos, saí de casa para fazer faculdade na Virginia, voltei pro Rio só para dois anos depois resolver fazer mestrado em Nova York e ficar por lá nada menos que cinco anos. Sou um grande paradoxo, pois apesar desta minha forte veia cigana conheço poucas pessoas que tem uma relação tão forte com a família.

E lendo este livro vi a importância de ter nossas prioridades em ordem. O livro de Eugene O'Kelly, Claro como o Dia, ou no original Chasing Daylight, é o lindo relato de um grande executivo, presidente da KPMG, que descobre ter um tumor inoperável no cérebro e não mais de três meses de vida. Mas o livro não é sobre a morte, mas sim sobre o tempo, e a forma de lidarmos com ele. O diagnóstico de câncer no cérebro não o faz perder o habito de planejar tudo, mas foi mudando sua maneira de encarar a vida e o executivo consegue transformar seus últimos dias nos melhores que já tinha vivido.

Há trechos emocionantes, mas o que mais me impressionou foram o otimismo e o senso prático do autor, que aplica os mesmos princípios usados nos negócios ao planejamento de sua morte. A fé de Eugene e de sua esposa Corinne também tem um papel importante. Não é uma fé escapista, mas a certeza de estar indo ao encontro do Pai, para onde todos nós com sorte iremos.

Depois de receber o diagnóstico, Eugene traça um círculo com as pessoas de seu relacionamento, das mais íntimas, às mais distantes, como colegas de faculdade ou conhecidos do trabalho. Quando chega ao número 1000, resolve que precisa se despedir de todos, de uma forma ou de outra, e começa a agendar tais ocasiões.

Este planejamento é muito interessante e inspirador. O que mais me impressionou foi a observação de que algumas pessoas contatadas se mostravam resistentes à idéia de uma despedida. Analisando melhor, Eugene concluiu que as pessoas que resistiam a este pedido podiam na maioria das vezes ser classificadas em dois grupos:
a) os que atravessavam crises pessoais ou no relacionamento
b) os que não tinham fé

Para estes dois grupos a idéia da despedida e consequentemente da morte eram insuportáveis, pois os faziam lembrar de quão frágil, e muitas vezes ordinária, era existência deles. Deve ser triste chegar a esta conclusão.


Ainda não acabei o livro, mas tenho tirado muitas lições dele. Não que esteja preparando a minha morte, longe disso, mas quero tentar maximizar os muitos dias que me restam de vida. Quero passar meu tempo reclamando menos e fazendo mais o que eu gosto. Não quero gastar dias preciosos na tentativa de agradar gente que pouco me interessa, mas quero estar ao lado das pessoas que realmente são importantes para mim. Vou fazer um grande esforço para não me sentir obrigada a fazer o que as pessoas esperam de mim, mas o que me faz bem.

Já comecei a dar alguns passos nesta direção desde o meu primeiro susto, mas sinto que meus passos ainda são bem lentos. Preciso me apressar. Depois de um novo susto, só fica a certeza de que não tenho todo o tempo do mundo, e por mais longo que seja o tempo que tenho é precioso demais para ser desperdiçado.