As fotos que vocês vêem nos posts abaixo são resultado do trabalho maravilhoso da fotógrafa e amiga, Patricia Figueira www.patriciafigueira.com.br. Cheguei a ela fazendo pesquisa na internet, seguindo somente a minha intuição. (Para que acha marido na internet, nada mais normal que procurar fotógrafo, né?) Tinha indicações de vários fotógrafos, mas quando eu e o Blake comparamos os trabalhos, não tivemos dúvida de que queríamos que a Pati fotografasse nosso casamento. Começamos as pesquisas aqui em Maryland e ligamos para ela daqui mesmo. Quando cheguei no Rio, só fiz uma reunião rápida e fechamos na hora.O produto final está aí. Lindo!
É nestas horas que percebo que tenho que seguir mais a minha intuição. Consegui fotos perfeitas, um álbum muito clássico, lembranças que vou levar comigo a minha vida toda e ainda fiz uma amigona, pois a nossa empatia foi tanta, que a Pati e eu nos tornamos muito amigas. Torço muito por ela, que além de ser uma fotógrafa muito talentosa e sensível, é um ser humano daqueles de tirar o chapéu.
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March 25, 2008
February 26, 2008
January 19, 2008
Imagens
Resolvi mudar a ordem do post abaixo. Achei melhor avisar aos desavisados que estou incluindo fotos bem gráficas da cirurgia. Então se você é do tipo mais sensível (como eu sempre fui), pode ir parando por aqui. Não mova o cursor nem mais um milímetro e leia o post seguinte, bem explicadinho e com ilustrações bem didáticas.
Depois do disclaimer acima, sigo em frente. Agora, todo mundo já sabe que este post é para quem tem estômago forte, curiosidade excessiva ou espírito mórbido.
Ontem, pela primeira, vez vi as fotos da cirurgia e revi as fotos do tumor, esta massa doente e silenciosa que habitava meu fígado há tempos...
Pensei se deveria ou não postar as fotos aqui, pois são bem fortes, mas como na minha vida sempre prefiro encarar tudo de frente, isso não seria diferente. E desta forma mostro-me por inteiro, não só despida, mas mostro também as minhas entranhas. Eu, que sempre fui reservada, aos poucos começo a, literalmente, me conhecer melhor, me enxergar de forma diferente, me ver por outros ângulos. E acho que de uma vez por todas entendo que realmente não vim a este mundo a passeio...
Olhando estas imagens dá para ter uma idéia melhor da pauleira que foi esta cirurgia e de quão fundo fui tocada, furada e remexida. Não dá pra passar por uma experiência destas e não repensar a vida. Não dá para ter um troço destes retirado de dentro da gente e não se perguntar o que mais precisa sair. Não dá para olhar para tudo o que passei e me perguntar o que devo tirar desta experiência tão intensa. Como dizem os americanos, some food for thought...
A foto acima é do momento que os médicos chegam ao meu fígado. A aparência de um fígado normal é assim mesmo...a cor vermelha escura, uma textura meio granular.

Acima, a parte do fígado que foi ressecada. O tumor é só uma parte dela, a área mais arredondada. Os médicos operaram com uma margem bem generosa. O tumor tinha uns 6 ou 7 cm de diâmetro e os médicos tiraram quase 13 cm, ou 40% do meu fígado.

Mãos milagrosas cortam, recortam e costuram meu fígado de ouro.
Coisa de filme, não? Pois é, devo ter levado uns 2000 pontos!
Depois do disclaimer acima, sigo em frente. Agora, todo mundo já sabe que este post é para quem tem estômago forte, curiosidade excessiva ou espírito mórbido.
Ontem, pela primeira, vez vi as fotos da cirurgia e revi as fotos do tumor, esta massa doente e silenciosa que habitava meu fígado há tempos...
Pensei se deveria ou não postar as fotos aqui, pois são bem fortes, mas como na minha vida sempre prefiro encarar tudo de frente, isso não seria diferente. E desta forma mostro-me por inteiro, não só despida, mas mostro também as minhas entranhas. Eu, que sempre fui reservada, aos poucos começo a, literalmente, me conhecer melhor, me enxergar de forma diferente, me ver por outros ângulos. E acho que de uma vez por todas entendo que realmente não vim a este mundo a passeio...
Olhando estas imagens dá para ter uma idéia melhor da pauleira que foi esta cirurgia e de quão fundo fui tocada, furada e remexida. Não dá pra passar por uma experiência destas e não repensar a vida. Não dá para ter um troço destes retirado de dentro da gente e não se perguntar o que mais precisa sair. Não dá para olhar para tudo o que passei e me perguntar o que devo tirar desta experiência tão intensa. Como dizem os americanos, some food for thought...
Acima, a parte do fígado que foi ressecada. O tumor é só uma parte dela, a área mais arredondada. Os médicos operaram com uma margem bem generosa. O tumor tinha uns 6 ou 7 cm de diâmetro e os médicos tiraram quase 13 cm, ou 40% do meu fígado.
Mãos milagrosas cortam, recortam e costuram meu fígado de ouro.
Coisa de filme, não? Pois é, devo ter levado uns 2000 pontos!
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