Ando sumida do blog porque o mundo real está ocupando todo meu tempo. Como não sei quando virei ao Brasil de novo, tento passar a maior parte do tempo perto de quem passo o ano todo longe.
Consegui ver a maior parte dos amigos e a família, conseguimos ir a Foz do Iguaçu, um lugar mágico que há tempos estava nos meus planos e resolver umas coisinhas por aqui. Ainda conseguimos assistir Avatar em 3D, que é simplesmente o máximo! E olha que eu não sou chegada a filmes Sci-Fi.
Como me restam poucos dias para curtir o Rio e os cariocas, acho que o próximo post só vai sair no dia 13 de janeiro, quando voltarmos para a geladeira. Não gosto nem de pensar no assunto...
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January 7, 2010
November 28, 2009
A Crise e A Caneca
"Dani, assim não vai dar. Estou com vontade de matar a sua mãe," dizia a voz da minha irmã do outro lado da linha,ligando do trabalho no Brasil. O engraçado é pensar que apesar das palavras dela "a sua mãe", a mãe é dela tanto quanto minha. Detalhes, pensei.
"Como assim? Por que?," fui logo perguntando o motivo da última crise a afetar a família Duran.
"Você lembra das canequinhas que mandei fazer para o batizado da Giovanna, que vai ser em janeiro? Lembra que te mostrei o modelo e o layout delas? O que você achou?," Andressa me perguntava ansiosa.
"Achei bonitinhas," respondi logo.
"Pois é, mas a mamãe odiou! Ligou para cá me esculachando, dizendo que era um absurdo eu oferecer caneca como lembraça de batizado. Disse que era uma coisa tosca, sem classe, um horror. Ainda colocou a coitada da Vovó no telefone para dar razão a ela. Foi falando que a lembrancinha do batizado da Chiara tinha sido fofa e a coitada de Giovanna ia ter lembrancinhas horríveis: canecas grosseiras," a minha irmã se lastimava do outro lado da linha. "Você achou bonitinha mesmo?," ela queria certeza.
"Gostei sim, pelo modelo que vi online. A gente coloca numas bolsinhas bonitinhas, enche de doces e fica lindo," sugeri.
"Ótimo, então vamos ver se a gente acha alguma coisa de organza na internet!," ela logo se animou.
A beleza de internet está aí: solução imediata para seus problemas de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. Santa Amazon! Bendito Google! Amém! Dentro de poucos segundos achamos umas sacolinhas de organza muito fofas. Minha irmã respirou mais aliviada.
"Vou comprar agora mesmo! Depois só preciso ver as balas. Vai ficar bonitinho, não vai?," perguntava ela, no fundo pedindo afirmação.
"Claro que vai," disse eu, sinceramente.
Mas ela continuava a se justificar [que efeito palavras de mãe tem sobre as filhas!]. Acho que a mamãe não entendeu meu objetivo. Pensei em dar uma lembrancinha útil para as pessoas e não um cacareco qualquer que pode ser bonitinho mas não serve pra nada. Eu já tinha dado caixinhas no nascimento das meninas, bloquinho no batizado da Chiara, então achei uma canequinha interessante. Acho que a minha mãe não entende o mundo corporativo. Aqui no trabalho todo mundo usa, até para esquentar sopa. A caneca parece uma verde sua que você deixou na casa da mamãe, nada demais. E de mais a mais, quem não usa caneca para tomar chá ou esquentar sopa pode usar como porta-lápis," ela concluiu já mais tranquila.
Desligamos e eu respirei fundo, voltando a tal matéria que tentava escrever sem muito sucesso.
Alguns minutos depois, o telefone toca de novo. Quem estava do outro lado da linha? Minha mãe!
"Minha filha, estou decepcionada com a sua irmã," ela foi logo me dizendo. "As tais canecas que ela encomendou para o batizado da Giovanna são terríveis!," mamãe foi logo abrindo o verbo. "Não sei onde ela estava com a cabeça quando teve uma ideia destas. Onde já se viu dar caneca de lembrança de batizado? Tinha que ter pelo menos algo religioso."
"Eu sei, Mãe, mas não há tantas opções assim e eu acho caneca legal. Pode ficar bonitinha. Aqui em casa temos aos montes e todo mundo usa. No trabalho idem. A gente já comprou umas bolsinhas de organza muito fofas e, você vai ver, o produto final vai ficar delicado," tentei tranquilizar a minha mãe.
"Não entendo vocês, duas moças finas, gostarem desta ideia de caneca," ela protestou.
Confesso que a frase me parecia mais saída da boca da minha avó. Aliás, quando a gente discorda delas, elas questionam logo a nossa finesse, que, cá entre nós, deixa bastante a desejar. E depois ainda jogam a culpa na família do meu pai. "Só podia ser mesmo. Espanhol é tudo grosso! Puxaram ao lado do seu pai," minha mãe diz quando perde a paciência ou se vê em muitos argumentos.
Mas de volta à crise: o fato é que as 50 canequinhas já foram compradas e devidamente entregues na casa da minha irmã. A esta altura do campeonato, comprar 50 brindes aqui nos States e levar pro Brasil [como sempre faço] não me parece ideia das melhores, então o negócio é partir para damage control ou controle de danos. Vou rezar para estas bolsinhas de organza serem o must, pois só assim minha mãe desencana das tais canecas.
Nunca pensei que eu, aqui da pacata Maryland, fosse ter que negociar a paz na Faixa de Gaza, que pelo menos ontem se situava em algum lugar próximo ao Canal de Marapendi, na Barra da Tijuca!
"Como assim? Por que?," fui logo perguntando o motivo da última crise a afetar a família Duran.
"Você lembra das canequinhas que mandei fazer para o batizado da Giovanna, que vai ser em janeiro? Lembra que te mostrei o modelo e o layout delas? O que você achou?," Andressa me perguntava ansiosa.
"Achei bonitinhas," respondi logo.
"Pois é, mas a mamãe odiou! Ligou para cá me esculachando, dizendo que era um absurdo eu oferecer caneca como lembraça de batizado. Disse que era uma coisa tosca, sem classe, um horror. Ainda colocou a coitada da Vovó no telefone para dar razão a ela. Foi falando que a lembrancinha do batizado da Chiara tinha sido fofa e a coitada de Giovanna ia ter lembrancinhas horríveis: canecas grosseiras," a minha irmã se lastimava do outro lado da linha. "Você achou bonitinha mesmo?," ela queria certeza.
"Gostei sim, pelo modelo que vi online. A gente coloca numas bolsinhas bonitinhas, enche de doces e fica lindo," sugeri.
"Ótimo, então vamos ver se a gente acha alguma coisa de organza na internet!," ela logo se animou.
A beleza de internet está aí: solução imediata para seus problemas de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. Santa Amazon! Bendito Google! Amém! Dentro de poucos segundos achamos umas sacolinhas de organza muito fofas. Minha irmã respirou mais aliviada.
"Vou comprar agora mesmo! Depois só preciso ver as balas. Vai ficar bonitinho, não vai?," perguntava ela, no fundo pedindo afirmação.
"Claro que vai," disse eu, sinceramente.
Mas ela continuava a se justificar [que efeito palavras de mãe tem sobre as filhas!]. Acho que a mamãe não entendeu meu objetivo. Pensei em dar uma lembrancinha útil para as pessoas e não um cacareco qualquer que pode ser bonitinho mas não serve pra nada. Eu já tinha dado caixinhas no nascimento das meninas, bloquinho no batizado da Chiara, então achei uma canequinha interessante. Acho que a minha mãe não entende o mundo corporativo. Aqui no trabalho todo mundo usa, até para esquentar sopa. A caneca parece uma verde sua que você deixou na casa da mamãe, nada demais. E de mais a mais, quem não usa caneca para tomar chá ou esquentar sopa pode usar como porta-lápis," ela concluiu já mais tranquila.
Desligamos e eu respirei fundo, voltando a tal matéria que tentava escrever sem muito sucesso.
Alguns minutos depois, o telefone toca de novo. Quem estava do outro lado da linha? Minha mãe!
"Minha filha, estou decepcionada com a sua irmã," ela foi logo me dizendo. "As tais canecas que ela encomendou para o batizado da Giovanna são terríveis!," mamãe foi logo abrindo o verbo. "Não sei onde ela estava com a cabeça quando teve uma ideia destas. Onde já se viu dar caneca de lembrança de batizado? Tinha que ter pelo menos algo religioso."
"Eu sei, Mãe, mas não há tantas opções assim e eu acho caneca legal. Pode ficar bonitinha. Aqui em casa temos aos montes e todo mundo usa. No trabalho idem. A gente já comprou umas bolsinhas de organza muito fofas e, você vai ver, o produto final vai ficar delicado," tentei tranquilizar a minha mãe.
"Não entendo vocês, duas moças finas, gostarem desta ideia de caneca," ela protestou.
Confesso que a frase me parecia mais saída da boca da minha avó. Aliás, quando a gente discorda delas, elas questionam logo a nossa finesse, que, cá entre nós, deixa bastante a desejar. E depois ainda jogam a culpa na família do meu pai. "Só podia ser mesmo. Espanhol é tudo grosso! Puxaram ao lado do seu pai," minha mãe diz quando perde a paciência ou se vê em muitos argumentos.
Mas de volta à crise: o fato é que as 50 canequinhas já foram compradas e devidamente entregues na casa da minha irmã. A esta altura do campeonato, comprar 50 brindes aqui nos States e levar pro Brasil [como sempre faço] não me parece ideia das melhores, então o negócio é partir para damage control ou controle de danos. Vou rezar para estas bolsinhas de organza serem o must, pois só assim minha mãe desencana das tais canecas.
Nunca pensei que eu, aqui da pacata Maryland, fosse ter que negociar a paz na Faixa de Gaza, que pelo menos ontem se situava em algum lugar próximo ao Canal de Marapendi, na Barra da Tijuca!
July 9, 2009
Bodas de Diamante

Há exatos 60 anos da data de hoje, dia de nove de julho, casavam-se Ruth e Fernando, ele aos 21 e ela aos 20 anos.
Depois de três filhos, sete netos e agora duas bisnetas e muitas aventuras, bons e maus momentos, continuam juntos. Coisa praticamente inimaginável nos dias de hoje.
A alegria de ter a minha avó viva e saudável depois de tudo que aconteceu ano passado é enorme. Este aniversário de casamento teve um sabor mais do que especial.
Em vez da festa que havíamos planejado, tivemos uma reunião pequena na tarde de hoje, já que a minha avó ainda não tem condições de ficar longe de casa por muito tempo e a minha irmã acaba de voltar para casa com a Giovanna, que aliás, é um anjinho.
Estou muito feliz de estar por aqui... Só ficou faltando o Blake para minha alegria ser completa.
Foto tirada hoje -- falta gente -- mas até que a tarde foi animada.
April 24, 2009
Bye, bye Sister
Hoje a minha irmã e meu cunhado voltaram parra o Rio. Ela ficou aqui uma semana, ele um pouco menos, mas sinceramente estes dias voaram!!! Foi uma pena não ter podido passar mais tempo com eles, mas como economizo férias o máximo que posso para poder viajar, só consegui tirar a tarde de hoje de folga.
Com o passar dos anos, vou virando a maior manteiga derretida e foi difícil segurar as lágrimas ao me despedir dela. Sem muito motivo, já que se Deus quiser, vou ao Brasil para o nascimento da minha segunda sobrinha e para o primeiro aniversário da Kika, minha outra sobrinha e afilhada. Como a irmã da Kika (que ainda não tem nome!), nasce dois dias antes do aniversário dela, obviamente a comemoração de aniversário fica para o ano que vem. Mas eu já disse que vou legar uns enfeites para fazer a festinha dela na casa da minha irmã, só para a família mesmo.
Espero que a ligação das filhas da minha irmã seja como a nossa, forte e verdadeira, apesar das diferenças, que não sou poucas.
A Andressa foi feliz e cheia de compras, morrendo de saudade da filhota dela. Levou com ela também um pedacinho de mim. Saí de casa para acupuntura atrasada e meio chorosa. Mas o consolo é que ainda tenho meus pais por aqui por mais uma semana.
Nestas horas, a frase do Tom Jobim não me sai da cabeça. "Morar no exterior é bom mas é uma merda. Morar no Brasil é uma merda mas é bom."
Falou e disse, maestro!
Com o passar dos anos, vou virando a maior manteiga derretida e foi difícil segurar as lágrimas ao me despedir dela. Sem muito motivo, já que se Deus quiser, vou ao Brasil para o nascimento da minha segunda sobrinha e para o primeiro aniversário da Kika, minha outra sobrinha e afilhada. Como a irmã da Kika (que ainda não tem nome!), nasce dois dias antes do aniversário dela, obviamente a comemoração de aniversário fica para o ano que vem. Mas eu já disse que vou legar uns enfeites para fazer a festinha dela na casa da minha irmã, só para a família mesmo.
Espero que a ligação das filhas da minha irmã seja como a nossa, forte e verdadeira, apesar das diferenças, que não sou poucas.
A Andressa foi feliz e cheia de compras, morrendo de saudade da filhota dela. Levou com ela também um pedacinho de mim. Saí de casa para acupuntura atrasada e meio chorosa. Mas o consolo é que ainda tenho meus pais por aqui por mais uma semana.
Nestas horas, a frase do Tom Jobim não me sai da cabeça. "Morar no exterior é bom mas é uma merda. Morar no Brasil é uma merda mas é bom."
Falou e disse, maestro!
October 10, 2008
Flashback
Alguns meses atrás contei a história dos meus primos que haviam perdido os pais e o irmão caçula num terrível acidente de carro, na década de 70. Uma tragédia na nossa familía, que eu apesar da pouca idade, lembro com uma riqueza impressionante de detalhes. O acidente envolvendo meus tios e primos me veio à cabeça depois da entrevista com Beau Biden, filho do candidato a vice-presidente Joe Biden, durante a convenção do partido.
Com este drama todo que a minha família tem vivido, a única coisa positiva que pudemos ver, foi que continuamos mais unidos do que nunca. O meu primo Odon, cujos pais e irmão faleceram naquele terrível acidente, estava na Amazônia quando houve o imprevisto com a minha avó, mas assim que soube, apressou o fim da viagem e foi para o Rio para ficar com o meu avô. O Tio Geraldo, pai do Odon, era o irmão mais velho do meu avô, aliás, único irmão que o meu avô tinha, além das seis irmãs. Difícil imaginar como a nossa família sobreviveu a esta perda tripla, mas mais uma vez a fé teve papel importante.
Voltando ao assunto, apesar de sempre terem morado em estados diferentes, o Odon e meu avô sempre foram muito ligados e, acredito, que para o Odon, meu avô tenha sido a figura masculina de maior expressão. Mas confesso que fiquei extremamente surpresa com a atitude do Odon de não só apressar sua volta, mas passar mais de uma semana na casa do meu avô, acompanhando-o a todos os lugares e oferecendo um apoio fundamental num momento tão difícil.
Mas foi justo numa destas idas ao hospital que pela primeira vez tocamos no assunto do acidente que o Odon havia sofrido. Comentei sobre o Beau Biden e engatamos a coversa. Meu primo disse que ainda dói muito, que se lembra dos pais e do irmão a cada dia, mas que precisa seguir em frente. Hoje, ele diz que gosta muito de falar da família e que adora ouvir histórias sobre os pais e o irmão, mas que não fala no acidente e praticamente não lembra de nada.
A minha tia-avó, também irmã do meu avô, estava do nosso lado e escutou a coversa. Quando disse que me lembrava da minha prima Nilse sorrindo na cadeira de rodas, a Tia Marluce disse que íamos muito lá na ABBR e que tinha sido lá que o filho dela, Waldiro, tinha começado a andar.
No dia seguinte, ela me trouxe umas fotos e de repente vi ali nas fotografias desbotadas a mesma cena que tinha semanas antes invadido meus pensamentos. O que mais me causou surpresa foi a minha idade – mal tinha acabado de completar três anos! (Vocês podem comprovar aqui na foto!) E aquela cena era não nítida. Incrível a memória de uma criança!
PS: Podem comentar sobre a minha roupa hippie à vontade, afinal a culpa é da minha mãe...
September 18, 2008
Minha Avó
Hoje está sendo um dia difícil para mim. Aliás, desde semana passada tenho estado bastante tensa por conta de um procedimento ao qual a minha avó foi submetida ontem à noite. A última notícia que tive foi de que houve alguma complicação no final e agora a minha avó se encontra em coma induzido. Segundo a plantonista da clínica, o estado dela é estável. Será que alguém poderia fazer o favor de me explicar o que é isso? Não sou médica, não sei. Depois de passar a noite em claro, estas são as únicas notícias que tenho. Sinto meu coração bater forte. Um gosto ruim na boca. Uma angústia que não me deixa respirar direito.
Faz uma semana que não durmo bem. Ontem, nos poucos minutos que consegui cochilar, tive pesadelos. Hoje sinto um aperto terrível no peito. Nestas horas é que a gente sente como é horrível estar longe. Esta distância, esta sensação de impotência... Ainda mais para alguém como eu, que gosta sempre de acompanhar tudo de perto, de fazer perguntas, de tentar entender o que se passa. Este exílio é um castigo.
Ontem a minha avó fez uma ablação cardíaca, um procedimento minimamente invasivo que tenta corrigir arritmias, que são batimentos irregulares no coração. Depois de muito pesquisar, cheguei a conclusão de que os riscos eram mínimos, mas nem assim fiquei em paz.
Nos últimos anos a minha avó tem sido uma guerreira, passando por uma cirurgia após a outra. Nestes últimos cinco anos ela operou hérnia, teve linfoma, operou o colo do fêmur, catarata, mas nada disso tirou a força dela. Também teve um período de depressão, depois que começou a sentir os batimentos irregulares e passou a enxergar mal, depois de ter feito a primeira cirurgia de catarata, já que os graus de miopia ficaram muito diferentes. Ficou mal há alguns meses, mas depois de tratada, voltou a ser a Rutinha de sempre, forte e corajosa.
A minha avó fez 80 anos sábado – o tempo passa muito rápido. Teve direito a uma bela festa e estava linda e feliz, cercada da família que tanto ama. Pena que não pude estar lá com ela, celebrando a vida de quem sempre teve uma influência enorme sobre mim: foi ela que me apresentou a coisas que acabaram por formar a minha personalidade, como literatura, ballet e música clássica. Ela tem uma importância tão grande para mim que toda noite rezo para que Deus deixe meus avós por aqui para que meus filhos tenham o privilégio de conviver com eles. Meu avô também é um caso à parte, mas deixo para outro post, pois hoje não consigo pensar em nada, este aperto no coração me sufoca. Só me resta rezar para que mais uma vez a miha avozinha saia desta forte como sempre e que continue por muitos anos por aqui com a gente, esperando os meus filhos chegarem.
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