Sou panfletária e militante mesmo. Sempre fui assim, quando coloco uma coisa na cabeça, vou até o fim. Defendo ardentemente as causas que escolho, luto pelo que acredito e brigo pelos meus amigos até o fim. Na maioria das vezes, enxergo isto como uma qualidade, mas volta e meia vejo algo que me faz pensar melhor no assunto.
Ontem li um artigo que foi publicado na revista Natural News cuja chamada era "Could Patrick Swayze have been saved by natural anti-cancer remedies?", em português "Patrick Swayze poderia ter sido salvo por remédios anti-câncer naturais?" Até aí, tudo bem. Qualquer um tem o direito de levantar a questão.
Mas então o autor simplesmente se tranforma num monstro para defender seus argumentos de que não foi o câncer de pâncreas, mas a quimioterapia que matou Patrick Swayze e que os médicos estão aí pra ganhar dinheiro, vendidos nas mãos dos laboratórios que não tem interesse nenhum em encontrar uma cura para a doença.
E aí que pra mim qualquer agumento se perde! Quando se nota nitidamente que o autor é parcial e apela para teorias conspiratórias. Pode até ter verdade, mas até que haja provas concretas, tudo não passa de falácia.
Mas a crueldade do tal escritor só aumenta quando ele "culpa" Patrick pela "escolha" errada! Sem saber o tipo de tratamento que o ator recebeu, diz que se tivese mudado a alimentação, estaria vivo até hoje. O autor crucifica Patrick Swayze e ignora o fato de que o ator tinha mudado, sim, sua alimentação. Também não revela nenhum paciente que tenha sobrevivido ao câncer de pâncreas usando somente medicina natural.
E só piora, quando no post original, coloca uma foto do ator quando jovem ao lado de uma que estampou os tablóides uns meses atrás dizendo que ele só tinha semanas de vida. Quanta maldade! Quanto desrespeito ao paciente e à sua família. Quanta leviandade!
Como todo mundo sabe, eu não tomo remédio: nem aspirina, nem tylenol, nem antialérgico, nem coisa nenhuma. Volta e meia quando tenho cólicas ou dor de cabeça, que às vezes são bem fortes, tomo um chazinho e espero passar na cara e na coragem. Foi uma opção minha, mas não saio por aí condenando quem pensa diferente. Deixo claro também que não tenho nenhum problema crônico de saúde que me obrigue a usar medicação diária.
Mas quando descobri o primeiro tumor no fígado, não pensei duas vezes antes de entrar na faca, na hora! Caso contrário, tudo leva a crer que não estaria hoje aqui para contar a história. Quando os médicos sugeriram a quimioembolização, também aceitei na hora -- tudo pela minha vida. Mesmo depois da recidiva, acho que a químio valeu, pois serviu para deixar o tumor adormecido por tanto tempo, tempo que foi precioso para que eu me restabelecesse e pudesse enfrentar o segundo round da batalha, cinco anos mais tarde.
Após a segunda cirurgia, mudei minha alimentação radicalmente, cortando carne, laticínios e produtos industrializados sempre que possível. Me livrei dos refrigerantes, dos adoçantes, mas ainda há muito a fazer. Gosto de pesquisar e aprender mais sobre como uma alimentação saudável pode melhorar e prolongar a minha vida, mas daí a sair julgando os outros e fazendo afirmações cruéis e levianas...nem pensar.
Quando leio artigos ridículos assim entendo porque ainda há tanta ignorância a respeito de algo tão positivo quanto medicina natural, fitoterapia e alimentação regulada. É uma pena, pois a grande maioria dos profissionais no ramo são seríssimos mas estes malucos sinceramente prestam um tremendo disserviço à causa.
Usar foto de um paciente doente num dia ruim e comparar com fotos do mesmo paciente anos mais jovem e saudável é no mínimo cruel. Querer educar os outros é válido e honroso. Querer manipular os outros usando fatos distorcidos e meias verdades é covarde e irresponsável.
Showing posts with label fé; alimentação. Show all posts
Showing posts with label fé; alimentação. Show all posts
September 18, 2009
September 9, 2009
Spent

Trocando figurinhas com meu amigo Lallo, de San Francisco, ele me recomendou que lesse um livro chamado Spent, cujo título em português, se traduzido literalmente, seria "Gasto," pois é assim que a maioria dos seres humanos se sente hoje em dia.
O Lallo jura que o livro faz milagres. Diz que deois que implementou alguns (não todos!) conselhos do autor sua vida mudou, e seu exame de sangue comprova isto, já que apresentou uma melhora significativa.
Depois de tanta propaganda, resolvi pegar o livro na biblioteca. Se for bom, compro depois. Ontem à noite comecei a ler e gostei do que vi. O melhor é que já sigo muitas das dicas do autor. O grande problema, suspeito, vai ser ELIMINAR completamente o açúcar da minha vida. O açúcar em si não me assusta tanto, pois quase não uso e substituo por stevia, mas o grande problema é que TUDO tem o bendito açúcar inustrializado como ingrediente, até o cereal que como de manhã!!!!
É bem verdade que atualmente alterno o cereal com uma vitamina receitada pela minha herbalista, mas tirar mais uma coisa do meu cardápio já reduzido vai ser trevas. Do início de 2008 pra cá já tirei carne, leite, refrigerante, adoçante e outras cositas más. Agora até o meu santo cereal vai pras cucuias?!
Obviamente incorporei uns ingredientes que eu sequer sonhava que existiam, tipo quinoa (que eu amo e como sempre!), tehini (ou pasta de gergelim), grão de bico, agave, leite de amêndoas, de aveia, e muitos outros alimentos deliciosos. Também incrementei muito a minha listinha de temperos: alecrim, ervas da Provence, pimenta cayenne, etc...
E também tem as frutas, todas locais! O grande barato de morar em Suburbia USA é que mesmo estando espremida entre Baltimore e Washington, a cinco minutos da minha casa tem duas fazendas e num raio de 30 km acho que umas 10, então a gente dá uma paradinha na volta do trabalho e abastece a casa com milho (White Queen Corn -- melhor não existe!), melancia, melão, alface, dente de leão e mais um monte de frutas e legumes frequinhos. Um luxo! Ano que vem, vamos fazer parte da cooperativa de uma das fazendas, o que quer dizer que por um valor fixo, a gente recebe uma cesta lotada de alimentos a cada semana por uns quatro meses!
Mas voltando ao tema do livro, estou achando superinteressante, pois o autor é médico, mas faz uso de medicina fitoterápica, yoga, meditação e acupuntura, exatamente o que tenho tentado fazer.
Há um tempinho venho tentando deixar a doença para trás para focar na saúde, pois como dizem os sábios chineses, a cura começa pela prevenção.
July 1, 2008
Mudanças & Ajustes
Que a minha fé em Deus e em alguns médicos é enorme não é novidade para ninguém, mas não é por isto que vou deixar de fazer a minha parte.
Depois de acreditar durante muitos anos que não precisava fazer nenhum mudança na minha vida, tive que voltar atrás. Logo após a minha primeira cirurgia, a única coisa que aboli do meu cardápio foi a gelatina, que apesar de dizerem ser ótima contra a celulite é uma bomba de corantes artificiais, inimigos mortais de qualquer fígado -- saudável ou não. Então aprendi a conviver melhor com as minhas celulites em prol de uma vida mais longa para meu fígado e conseqüentemente para mim.
Mas esta foi a única restrição radical. De resto, continuei a tomar muito refrigerante, muito leite com Nescau e a usar adoçante, ketchup e devorar batatas fritas uma vez ou outra. Afinal eu estava curada e podia levar uma vida normal, sem grandes excessos, mas normal.
Até que li o livro da Kris Carr, Crazy Sexy Cancer Tips, que vai sair no Brasil no mês que vem (depois faço um post especial sobre isso!), e comecei a pensar diferente. Ela prega uma dieta bem radical e vegana formada de aproximadamente 80% de alimentos crus e cita uma série de argumentos científicos que legitimam a teoria.
Na hora achei tão interessante quanto radical. Abrir mão de queijo, leite e Diet Coke? Nem pensar... Carne vermelha, tudo bem, mas ovos, laticínios e um frango de vez em quando? Muito difícil. Registrei a informação e armazenei lá no fundo do meu HD.
Mas como a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, de um dia para o outro, assim do nada, percebi que não era tão saudável quando parecia e que a minha cura absoluta...bem não tinha sido tão absoluta assim, pois ninguém podia negar depois daquele fatídico ultra-som que havia um tumor bem grandinho de novo no meu fígado.
Se era novo ou se já estava lá desde sempre, isto só Deus um dia vai poder me dizer, pois os médicos já desistiram da idéia e como já aprendi a não chorar sobre o leite derramado, se o tumor era novo ou velho caquético, também já não me interessa. Só sei de duas coisas: ele já não está mais lá e se depender de mim não voltará nunca mais!
E foi justamente por causa da minha decisão de nunca mais fabricar tumores que revi a minha posição quanto à dieta radical proposta pela Kris Carr. Na verdade, continuo confiando muito em Deus para que esta doença não volte a atrapalhar meus planos, mas decidi conscientemente ser mais ativa no que diz respeito a fazer a minha parte. Afinal não foi Deus que nos deu o livre arbítreo?! Então nosso dever é usá-lo.
Então desde fevereiro, o Blake e eu resolvemos adotar um estilo de vida muito saudável e só estamos colhendo os benefícios. A pressão do Blake que alternava sempre mais para alta, agora não passa de 11x7 ou coisa parecida e as minhas cólicas menstruais diminuíram notavelmente. Meus exames de sangue estão perfeitos, incluindo a taxa de hematócritos. A minha mãe vai ficar feliz de saber que o ferro das folhinhas de espinafre e de brócolis está sendo mais que suficiente para mim. Os últimos hemogramas não me deixam mentir.
Uma vez que ajustei a alimentação, duas coisas ainda continuavam a me incomodar: ainda não tinha implementado uma rotina de exercícios físicos e estava afastada da igreja havia alguns meses. Mas semana passada dei um fim nisto e de uma forma muito fácil. Agora o Blake e eu caminhamos uns quatro kilômetros por dia e sempre que posso dou uma passadinha na igreja. Domingo fui a missa e me senti muito bem. Continuo as minhas orações diárias na esperança de fortalecer ainda mais a minha conexão com "Ele" lá em cima. Acho que aos poucos chego lá.
Depois de acreditar durante muitos anos que não precisava fazer nenhum mudança na minha vida, tive que voltar atrás. Logo após a minha primeira cirurgia, a única coisa que aboli do meu cardápio foi a gelatina, que apesar de dizerem ser ótima contra a celulite é uma bomba de corantes artificiais, inimigos mortais de qualquer fígado -- saudável ou não. Então aprendi a conviver melhor com as minhas celulites em prol de uma vida mais longa para meu fígado e conseqüentemente para mim.
Mas esta foi a única restrição radical. De resto, continuei a tomar muito refrigerante, muito leite com Nescau e a usar adoçante, ketchup e devorar batatas fritas uma vez ou outra. Afinal eu estava curada e podia levar uma vida normal, sem grandes excessos, mas normal.
Até que li o livro da Kris Carr, Crazy Sexy Cancer Tips, que vai sair no Brasil no mês que vem (depois faço um post especial sobre isso!), e comecei a pensar diferente. Ela prega uma dieta bem radical e vegana formada de aproximadamente 80% de alimentos crus e cita uma série de argumentos científicos que legitimam a teoria.
Na hora achei tão interessante quanto radical. Abrir mão de queijo, leite e Diet Coke? Nem pensar... Carne vermelha, tudo bem, mas ovos, laticínios e um frango de vez em quando? Muito difícil. Registrei a informação e armazenei lá no fundo do meu HD.
Mas como a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, de um dia para o outro, assim do nada, percebi que não era tão saudável quando parecia e que a minha cura absoluta...bem não tinha sido tão absoluta assim, pois ninguém podia negar depois daquele fatídico ultra-som que havia um tumor bem grandinho de novo no meu fígado.
Se era novo ou se já estava lá desde sempre, isto só Deus um dia vai poder me dizer, pois os médicos já desistiram da idéia e como já aprendi a não chorar sobre o leite derramado, se o tumor era novo ou velho caquético, também já não me interessa. Só sei de duas coisas: ele já não está mais lá e se depender de mim não voltará nunca mais!
E foi justamente por causa da minha decisão de nunca mais fabricar tumores que revi a minha posição quanto à dieta radical proposta pela Kris Carr. Na verdade, continuo confiando muito em Deus para que esta doença não volte a atrapalhar meus planos, mas decidi conscientemente ser mais ativa no que diz respeito a fazer a minha parte. Afinal não foi Deus que nos deu o livre arbítreo?! Então nosso dever é usá-lo.
Então desde fevereiro, o Blake e eu resolvemos adotar um estilo de vida muito saudável e só estamos colhendo os benefícios. A pressão do Blake que alternava sempre mais para alta, agora não passa de 11x7 ou coisa parecida e as minhas cólicas menstruais diminuíram notavelmente. Meus exames de sangue estão perfeitos, incluindo a taxa de hematócritos. A minha mãe vai ficar feliz de saber que o ferro das folhinhas de espinafre e de brócolis está sendo mais que suficiente para mim. Os últimos hemogramas não me deixam mentir.
Uma vez que ajustei a alimentação, duas coisas ainda continuavam a me incomodar: ainda não tinha implementado uma rotina de exercícios físicos e estava afastada da igreja havia alguns meses. Mas semana passada dei um fim nisto e de uma forma muito fácil. Agora o Blake e eu caminhamos uns quatro kilômetros por dia e sempre que posso dou uma passadinha na igreja. Domingo fui a missa e me senti muito bem. Continuo as minhas orações diárias na esperança de fortalecer ainda mais a minha conexão com "Ele" lá em cima. Acho que aos poucos chego lá.
Subscribe to:
Posts (Atom)