Para quem está no Rio, esta é uma ótima oportunidade de fazer o bem!
A Pri, minha amiga e doadora de sangue, está a frente de um trabalho muito bacana com crianças que estão em tratamento para leucemia no Hospital da Lagoa, no Rio. Ela começou a ir ao hospital acompanhando a Julia e se apaixonou pelos amiguinhos que ela dez por lá.
A doença de um filho é a pior coisa que pode acontecer na vida de uma mãe, então a Pri e a mãe da Giulia resolveram tentar alegara um pouco o dia destas mulheres tão fortes que acompanham os filhotes em tratamento no Hospital da Lagoa.
Quem quiser ajudar, ligue ou mande um email para a Pri (priscila.passos@uol.com.br ) o mais rápido possível!
CAMPANHA PARA O DIA DAS MÃES DAS CRIANÇAS COM LEUCEMIA DO HOSPITAL DA LAGOA
Vamos ajudar uma criança com Leucemia a fazer sua mamãe sorrir?
Amigos(as),
Como vcs já sabem, eu (Priscila Passos) e minha amiga Helena Hallais (mãe da Giulia, 11 anos, com leucemia pela 2ª vez), estamos dedicadas ao trabalho social, de amparo às crianças com Leucemia do Hospital da Lagoa, onde a Giulia faz tratamento. Pudemos perceber que apesar da doença, não falta nada material para a Giulia (graças a Deus!). Mas também vemos o outro lado, e as outras crianças??? Como podem garantir um tratamento eficaz sem as mínimas condições de sobrevivência?
Resolvemos abraçar essa causa, e por isso precisamos de vcs !!!! Sozinhas não conseguiremos!!!
No final de Mar/09 (aniversário da Helena), ela pediu que os amigos dessem presentes para as crianças e a entrega, na qual estive presente, foi muito emocionante!!! Por ter sido um sucesso, maior que qualquer outro tipo de emoção e felicidade que já tive na vida, resolvemos continuar a alegrar e tentar amenizar a dor e os transtornos que os efeitos das quimioterapias fazem às crianças.
Desta vez, contamos com a generosidade de vcs, e de mais quem puder colaborar com a nossa nova campanha!
Vamos ajudar uma criança com Leucemia a retribuir o carinho e dedicação das mamães do Hospital da Lagoa, doando um Kit de higiene e beleza, conforme sugerimos abaixo, porém, é mera sugestão (vc pode montar como desejar)... O mais importante é ajudarmos essas crianças a fazerem suas mães sorrir!
Kit de Beleza/ Higiene para Dia das Mães
- Nécessaire
- Shampoo e Condicionador
- Creme para pentear (cabelo)
- Sabonete (com saboneteira)*
- Desodorante
- Escova de dente*
- Pasta de dente*
- Pente e/ou escova de cabelo
- Absorvente
- Batom
- Hidratante Corporal
- Colônia ou perfume
Ao todo são 40 crianças que precisam presentear suas guerreiras mamães. Já temos 16 kits, mas ainda faltam muitos...
*OBS.: Para os itens a seguir já conseguimos as 40 unidades: sabonete, pasta de dente e escova de dente. Um dos doadores é funcionário de uma empresa do ramo e nos forneceu caixas fechadas. Por isso, FAVOR DESCONSIDERAR ESSES 3 ITENS.
Para melhor organização, precisamos recolher os Kits até o dia 07/05, pq a festa de entrega será no hospital dia 11/05, às 9hs, e precisamos de tempo para arrumar os presentes, colocar nomes, separar kits, etc.
Como o pessoal de baixa renda só participa de alguma palestra de conscientização se "ganhar" brindes, esta foi a maneira que as médicas, a psicóloga, a comissão de infectologia do hospital e a Helena encontraram para atrair as outras mães para a tal palestra, que acontecerá dia 11/05 (2 feira), lá mesmo no hospital.
A palestra ocorrerá em virtude do alto índice de infecção que as crianças vêm apresentando, para tentar conscientizar as mães da importância da higiene e limpeza para com as crianças em tratamento e com baixa imunidade...
Já prometemos os presentes! Agora estamos apavoradas, pq precisamos de vcs...
Desde já, estamos à disposição para esclarecimentos. Quem necessitar ou quiser comprovar o trabalho, pode marcar visitas às crianças em tratamento no Hospital da Lagoa (Hematologia Pediátrica) - médica responsável , Dra Soraia Rouxinol !!!!
Só não podemos levar muitas pessoas ou um grupo pq as crianças possuem imunidade muito baixa e, por isso, não podem ter contato com muita gente ao mesmo tempo, e menos ainda com pessoas que estejam com gripe ou qq coisa contagiosa, mesmo que seja banal.
Contamos com a ajuda de vcs, repassem aos seus amigos!!!
Podemos recolher os produtos onde desejarem ou, se preferirem, deixem em minha portaria (ou na da Helena) a qualquer hora do dia com alguma identificação para que possamos identificar o doador.
Quem puder, junto com o Kit, envie também: roupas, sapatos, bolsas, agasalhos, bonés, bijuterias, etc..., semi-novos, para deixarmos as crianças presentearem suas mamães!!! Afinal, são todas GUERREIRAS, merecem e aceitam as doações de coração !!!!
Contatos:
Priscila Passos
Tel: 3873-1128 / 9104-5871
Helena Hallais
Tel: 2537-1139 / 9456-9844
Vamos salvar vidas !!! DOE MEDULA ÓSSEA, DOE VIDA!
Já parou para pensar, que vc pode ser o doador compatível com a GIULIA ou com muitas outras crianças/ pessoas??? Já fez a sua parte???
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May 6, 2009
November 13, 2008
Não dá em Poste!!!
Foi esta frase que ouvi de uma amiga minha quando soube do diagnóstico em 2002. Depois do choque inicial, parei para pensar e vi que ela estava absolutamente certa. Antes só ouvia falar de gente que conhecia alguém que tinha, ou que tinha escutado falar que beltrano tinha. Vez ou outra, nas revistas de fofoca aparecia uma celebridade que às vezes confirmava ter a doença ou não. Mas todas estas desgraças passavam longe de mim. Não tinha nada que me preocupar, afinal meu risco era mínimo: jovem, não fumava (nem fumo!), não bebia (nem bebo!), nunca tive caso de câncer na família (antes dos 50/60 anos) -- probabilidade de desenvolver um treco destes: praticamente inexistentes.
Mas o que dizem mesmo sobre as tais estatísticas??? "There are three kinds of lies: lies, damned lies, and statistics." (Obs: A frase atribuída a Mark Twain, na verdade é de cunho de Benjamin Disraeli.) Pois é, no meu caso estatísticas nunca funcionam, nem sei por que me preocupo com elas. As mesmas estatísticas diziam que após cinco anos, a chance de uma recidiva era mínima. E esta história vocês já conhecem... Também tem uma outra estatística ridícula por aí que diz que as chances de uma mulher se casar após os 35 anos são menores do que as chances dela ser atingida por um raio!!! Casei antes dos 35, mas aos 30 não tinha nenhuma perspecitiva de casamento ou pretendente sério. E esta história vocês também já conhecem...
Mas voltando ao tema principal do blog, sempre que contamos ou ouvimos uma história de câncer, uma das primeiras perguntas que surgem é: qual a idade do paciente? Leigos e médicos mostram igual curiosidade e preocupação. Não é que ninguém ache que um paciente mais idoso merece uma doença destas, mas pensando friamente isto parece mais aceitável. (Eu discordo, pois acho que aos 80 anos hoje em dia as pessoas estão na flor da idade. É só olhar par ameus avós!) Mas a verdade é que no caso de câncer há várias razões para este raciocínio. Além de ser uma doença que até pouco tempo parecia quase restrita a pacientes mais idosos, normalmente em mais jovens apresenta sintomas mais agressivos. De acordo com o que escutei de vários médicos, como as células dos mais jovens se multiplicam mais rápido, o mesmo acontence com a doença, que se espalha de uma forma absurda e traiçoeira.
Acho que pior que diagnosticar câncer num jovem deve ser diagnosticar a doença numa criança. Lembro que da primeira vez que fui ao Inca consultar um cirurgião antes da minha primeira cirurgia hepática, um ônibus da Casa Ronald McDonald estacionou bem em frente a porta e dentro dele saíram cerca de 30 crianças, umas bem pequenas, mas todas carequinhas... De cortar o coração. Ver que elas mal começaram a viver e já encontraram tamanha dificuldade. Como diz a minha médica nova “isto não é justo” mas acontece. Como não se pode fugir, tem-se que enfrentar o problema por maior que ele possa parecer.
A única boa notícia para os pais e para as famílias destes anjinhos é que graças aos enormes avanços na ciência e na medicina a maioria dos cânceres infantis apresenta excelentes prognósticos nos dias de hoje. No caso da leucemia infantil, a taxa de remissão pode chegar a 90%, dependendo do tipo de doença, e a grande maioria das crianças vai poder viver livre da doença. Sei que não é consolo, mas esta taxa era mínima há 30 anos e se continuarmos a investir em pesquisas quem sabe em alguns anos teremos a cura?
Só quem passou por uma situação destas sabe como dói. Sequer consigo imaginar o sofrimento dos pais e da família, mas é muito importante nesta hora que a criança receba todo o apoio e o amor, pois se para um adulto o câncer é extremamente assustador, o que se pode esperar de uma criança? Se pudesse oferecer conselho, diria aos pais que pesquisem muito, questionem os médicos, expressem suas dúvidas e preocupações. Se não obtiverem as respostas necessárias, não se intimidem, procurem outro médico, outro hospital, outro centro de pesquisa. Nos últimos anos, vivi isto muito de perto, o paciente e a família têm participar ativamente do tratamento, sempre. Os bons médicos gostam de ser desafiados, gostam de pacientes inteligentes. E a meu ver, médico que não sabe lidar com o ser humano, deveria trabalhar em açougue!
O que me ajudou muito também foi conversar com outros pacientes de câncer e ouvir como eles enfrentaram a doença. No caso de câncer infantil, procurar adultos que enfrentaram a doença e hoje levam vida normal pode servir de inspiração. Nos meus momentos mais difícies, procuro sempre dizer a mim mesma que é possivel, apesar das dificuldades, das notícias ruins, viver é possível e vale a pena. Olhar para quem já passou pelo problema me dá mais ânimo, mais garra.
Infelizmente no Brasil nossos recursos ainda são ínfimos se comparados à infinidade de informações disponíveis em inglês. Listo abaixo alguns sites bem completos sobre o assunto:
Leukemia & Lymphoma Society
Kids Health
Leukemia Foundation
American Cancer Society
Childhood Cancer Guides
Lucile Packard Children's Hospital
University of Michigan Cancer Center
Este guia também é ótimo
Este folder eletronico do NCI tambem e excelente.
E o mais imporatnte nesta hora é manter o otimismo e a união entre a família. Sempre digo que por mais terrível que seja a doença, há lições positivas que podemos aprender com ela. Para mim o que sempre fica mais óbvio nestas horas é a bondade humana e o apoio que recebemos de onde sequer imaginávamos antes. Amigos mais distantes se reaproximam, familiares se unem e se ajudam, vizinhos, colegas de trabalho, todos se colocam à disposição. Não sintam vergonha de expor o problema de vocês, no início é muito difícil e pode levar algum tempo, mas depois a sensação é de imensa felicidade. É muito bom saber que não estamos sozinhos.
Mas o que dizem mesmo sobre as tais estatísticas??? "There are three kinds of lies: lies, damned lies, and statistics." (Obs: A frase atribuída a Mark Twain, na verdade é de cunho de Benjamin Disraeli.) Pois é, no meu caso estatísticas nunca funcionam, nem sei por que me preocupo com elas. As mesmas estatísticas diziam que após cinco anos, a chance de uma recidiva era mínima. E esta história vocês já conhecem... Também tem uma outra estatística ridícula por aí que diz que as chances de uma mulher se casar após os 35 anos são menores do que as chances dela ser atingida por um raio!!! Casei antes dos 35, mas aos 30 não tinha nenhuma perspecitiva de casamento ou pretendente sério. E esta história vocês também já conhecem...
Mas voltando ao tema principal do blog, sempre que contamos ou ouvimos uma história de câncer, uma das primeiras perguntas que surgem é: qual a idade do paciente? Leigos e médicos mostram igual curiosidade e preocupação. Não é que ninguém ache que um paciente mais idoso merece uma doença destas, mas pensando friamente isto parece mais aceitável. (Eu discordo, pois acho que aos 80 anos hoje em dia as pessoas estão na flor da idade. É só olhar par ameus avós!) Mas a verdade é que no caso de câncer há várias razões para este raciocínio. Além de ser uma doença que até pouco tempo parecia quase restrita a pacientes mais idosos, normalmente em mais jovens apresenta sintomas mais agressivos. De acordo com o que escutei de vários médicos, como as células dos mais jovens se multiplicam mais rápido, o mesmo acontence com a doença, que se espalha de uma forma absurda e traiçoeira.
Acho que pior que diagnosticar câncer num jovem deve ser diagnosticar a doença numa criança. Lembro que da primeira vez que fui ao Inca consultar um cirurgião antes da minha primeira cirurgia hepática, um ônibus da Casa Ronald McDonald estacionou bem em frente a porta e dentro dele saíram cerca de 30 crianças, umas bem pequenas, mas todas carequinhas... De cortar o coração. Ver que elas mal começaram a viver e já encontraram tamanha dificuldade. Como diz a minha médica nova “isto não é justo” mas acontece. Como não se pode fugir, tem-se que enfrentar o problema por maior que ele possa parecer.
A única boa notícia para os pais e para as famílias destes anjinhos é que graças aos enormes avanços na ciência e na medicina a maioria dos cânceres infantis apresenta excelentes prognósticos nos dias de hoje. No caso da leucemia infantil, a taxa de remissão pode chegar a 90%, dependendo do tipo de doença, e a grande maioria das crianças vai poder viver livre da doença. Sei que não é consolo, mas esta taxa era mínima há 30 anos e se continuarmos a investir em pesquisas quem sabe em alguns anos teremos a cura?
Só quem passou por uma situação destas sabe como dói. Sequer consigo imaginar o sofrimento dos pais e da família, mas é muito importante nesta hora que a criança receba todo o apoio e o amor, pois se para um adulto o câncer é extremamente assustador, o que se pode esperar de uma criança? Se pudesse oferecer conselho, diria aos pais que pesquisem muito, questionem os médicos, expressem suas dúvidas e preocupações. Se não obtiverem as respostas necessárias, não se intimidem, procurem outro médico, outro hospital, outro centro de pesquisa. Nos últimos anos, vivi isto muito de perto, o paciente e a família têm participar ativamente do tratamento, sempre. Os bons médicos gostam de ser desafiados, gostam de pacientes inteligentes. E a meu ver, médico que não sabe lidar com o ser humano, deveria trabalhar em açougue!
O que me ajudou muito também foi conversar com outros pacientes de câncer e ouvir como eles enfrentaram a doença. No caso de câncer infantil, procurar adultos que enfrentaram a doença e hoje levam vida normal pode servir de inspiração. Nos meus momentos mais difícies, procuro sempre dizer a mim mesma que é possivel, apesar das dificuldades, das notícias ruins, viver é possível e vale a pena. Olhar para quem já passou pelo problema me dá mais ânimo, mais garra.
Infelizmente no Brasil nossos recursos ainda são ínfimos se comparados à infinidade de informações disponíveis em inglês. Listo abaixo alguns sites bem completos sobre o assunto:
Leukemia & Lymphoma Society
Kids Health
Leukemia Foundation
American Cancer Society
Childhood Cancer Guides
Lucile Packard Children's Hospital
University of Michigan Cancer Center
Este guia também é ótimo
Este folder eletronico do NCI tambem e excelente.
E o mais imporatnte nesta hora é manter o otimismo e a união entre a família. Sempre digo que por mais terrível que seja a doença, há lições positivas que podemos aprender com ela. Para mim o que sempre fica mais óbvio nestas horas é a bondade humana e o apoio que recebemos de onde sequer imaginávamos antes. Amigos mais distantes se reaproximam, familiares se unem e se ajudam, vizinhos, colegas de trabalho, todos se colocam à disposição. Não sintam vergonha de expor o problema de vocês, no início é muito difícil e pode levar algum tempo, mas depois a sensação é de imensa felicidade. É muito bom saber que não estamos sozinhos.
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