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February 2, 2009

É menina!



Falei com a Andressa há pouco tempo e as suspeitas do médico se confirmaram: Chiara vai ganhar uma irmãzinha!!!

Fiquei muito feliz, principalmente pela Chiara e pela irmãzinha que vem por aí. Acho o maior privilégio ter irmãos e quando são do mesmo sexo, melhor ainda. Vão ser companheiras da vida inteira. Eu e Andressa somos a maior prova disto. Nossos laços resistem a distâncias, barracos e muitos puxões de cabelo, que graças a Deus ficaram no passado.

Se para as meninas ter uma compaheira praticamente da mesma idade vai ser um barato, para os pais a situação é no mínimo interessante, pois apesar do trabalho, os custos com roupinhas (herdadas da irmã mais velha) e festinhas de aniversário (uma em vez de duas!) serão minimizados. Sim, pois as filhas da Andressa vão ter exatamente um ano de diferença. Este fenômeno aqui nos EUA recebe o nome de "Irish Twins" ou gêmeos irlandeses, mas nos tempos politicamente corretos, é raro ver a expressão veiculada pela mídia, já que pode ofender irlandeses e católicos, ao insinuar que estes não sabem se planejar ou não sabem que o termo gêmeos só pode ser aplicado em bebês que nascem no mesmo dia. Mas que é engraçado é!

Bom, de qualquer jeito, a minha segunda sobrinha é esperada para o dia 12 de julho, um dia depois do aniversário de um ano da irmã mais velha, e a minha irmã que é economista já avisou logo para a família: "Maravilha! Agora só vou ter que fazer uma festa de aniversário por ano!" Com a notícia de que será outra menina, a festa vai ficar ainda mais fácil, pois normalmente menininhas tão próximas em idade vão ter o mesmo círculo de amigos.

Como irmã mais nova, a Andressa já está pedindo para que a gente compre umas coisas novas para a filha caçula dela, pois diz ela ter ficado traumatizada por ter usado meus livros a vida toda. Imaginem uma coisa destas! Meus livros sempre foram impecáveis! Caneta jamais manchou uma página sequer. Mas já aviesei para ela que vou comprar umas coisinhas novas para a mais nova integrante da família.

Assim que tive a confirmação de que vinha mais uma menina por aí, pensei que daqui a pouco esta aí de cima foto pode ser reeditada...e num futuro longínquo quem sabe a foto mais recente também!

E deixo aqui um recado apra a Chiara ler daqui a uns tempos. "Nem se preocupe. A sua irmã vai casar primeiro que você!" É sempre assim, quando há duas irmãs de idades próximas, a mais nova sempre casa primeiro. Está vendo, Andressa, eu também poderia facilmente ter ficado traumatizada de ter ficado para titia. Mas não fiquei!

April 10, 2008

Irmãs

Dizem que é sempre assim, no caso de duas irmãs, a caçula sempre casa na frente!!!
O olho arregalado não é de medo!!!
Sempre tive muito medo do desconhecido. A idéia de confrontar algo estranho sempre me foi apavorante. Desde pequena foi assim. Eu, que sou a filha mais velha, deveria ser a mais corajosa também, mas não sou, nem nunca fui. Minha irmã mais nova desempenhava este papel com um talento impressionante.

Sempre tive medo do escuro e ela, embora mais nova e fisicamente mais franzina, sempre ria disto. Não entendia a razão do meu sofrimento. Houve uma fase que o pavor era tanto que tive que dormir na cama dos meus pais. Minha irmã, do alto dos seus quatro ou cinco anos, achava isto uma tremenda bobagem e dormia sozinha no nosso quarto escuro. Passada esta fase mais crítica, confesso que algumas noites, já na adolescência, pedia para ela vir dormir comigo na minha cama, por causa de sonhos ruins. Ela achava a idéia absurda, relutava um pouco, mas acabava cedendo.

Ao contrário de mim, a Andressa sempre foi destemida. Ela era abusada, corajosa, mas nunca inconseqüente, o que é raro. Enquanto eu sempre evitei riscos a todo custo, Andressa gostava de aventuras, mas seus riscos eram sempre calculados. Ela era corajosa mas estava longe de ser kamikase. Engraçado parar para pensar que a minha irmã mais nova era não só a minha bengala, mas meu exemplo, minha inspiração para muitas coisas que iria fazer.

Fomos crescendo quase gêmeas, totalmente complementares: uma mais calma, a outra mais agitada; uma mais medrosa, a outra mais atirada. Totalmente diferentes mas incrivelmente parecidas.

Hoje geograficamente distantes nunca fomos tão próximas. Não é raro pensar na Andressa e na mesma hora o telefone tocar e ela estar de outro lado. Não é raro ter uma idéia e nem precisar explicar para ela que já pôs tudo em prática. Minha mãe diz que é telepatia, que é a ligação muito forte que existe entre nós duas.

Agora a minha irmã é duas... Ela carrega na barriga a mais nova geração da nossa família, uma família de mulheres batalhadoras, adoráveis, às vezes complicadas e um tanto quanto sui-generis. A Chiara está sendo muito esperada. A tia coruja aqui já se sente um pouco mãe também.