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October 20, 2008

Felicidade no Caos

Tem quem diga que só se pode ser feliz na paz e na tranqüilidade. Até acredito, mas se for esperar a tal da tranqüilidade, vou passar a vida muito infeliz! Bem que eu queria uma vida serena, mas pelo menos por enquanto, não consigo enxergar um só dia de dolce far niente no meu horizonte e não é por isto que vou ficar triste!

Apesar das trocentas caixas e sacos espalhados pela casa não me queixo. Apesar de trabalho que vou ter organizando tudo e da grana que vou gastar mobiliando a casa, estou muito feliz! A casa é um barato e mal posso esperar para receber muitos amigos por lá.

Aliás nem pude esperar mesmo, pois a minha primeira visita chegou junto com a mudança...e veio do Brasil!!!! Mas não veio em caixa não, nem foi encomenda da minha mãe, veio no vôo direto da United que saiu do Galeão sábado à noite! E chegou em Dulles às sete da matina de ontem!!! Pois é, a Geovana chegou, já inaugurou o quarto e o banheiro de hóspedes e de quebra ainda me ajudou a arrumar o armário das toalhas! Comigo é assim, pode vir, mas tem que arregaçar as mangas e pegar no batente. Não tem moleza não.

A mudança em si merece um post à parte, pois o meu marido vale mais que uma empresa! Fez tudo sozinho! Só vendo para crer! Amanhã coloco fotos para mostrar...

Esta semana vai ser puxada, então rezem por mim!

January 21, 2008

Mudanças Alimentares

Que o ano de 2008 será o ano das mudanças não me restam dúvidas. Eu que sou avessa a qualquer tipo de mudança, aos poucos vou me conformando com o rumo que a minha vida vem tomando. Muitas vezes acho que as rédeas da minha própria vida me escapam. Outras vezes acho que sou eu que busco esta "destruição criativa", que preciso de um certo nível de caos, desordem e incerteza para sobreviver.

A verdade é que nunca planejo as famosas faxinas de fim de ano ou sequer faço as listas de ano novo, já tão batidas. Este ano entretanto, as mudanças tem ocorrido numa velocidade assustadora que não me resta nada a fazer a não ser me render a elas.

O catalizador disto tudo foi mais uma vez o meu fígado, que novamente já dava sinais de perigo, mas isto tudo era só o início.

Depois da cirurgia e de um diagnóstico no mínimo complicado, decidi romper com o médico que me acompanhava desde a primeira cirurgia, há cinco anos. E justo o tal médico que era Deus para mim. Que me monitorava atentamente, que decidia o que eu fazia, que era a última palavra em tudo para mim, mas que nas últimas semanas me trouxe mais pânico do que tranqüilidade e por isso deixou de ser referência. Por estes motivos, e a pedido do próprio cirurgião, tive que escolher o meu caminho, que não mais seria guiado por ele.

Logo depois de escolher a corrente médica que ia seguir e decidir que o meu foco principal seria a minha saúde e conseqüentemente a minha felicidade, liguei para a University of Maryland e pedi meu desligamento. Foi triste, já que a minha chefe é uma pessoa ótima, mas o trabalho em si não era o que eu esperava e as três horas diárias no carro eram mais do que eu poderia suportar. Chorei ao falar com ela ao telefone. Desliguei em meio a soluços, mas olhando para trás, foi a decisão mais sábia.

A outra mudança, que implemento aos poucos, é relativa à minha alimentação. Conversando com o Dr. Joaquim, disse a ele que tinha saído do meu emprego e ele elogiou a minha decisão, acrescentando que o mais importante agora era que eu fizesse uma mudança radical na minha alimentação, deixando os corantes artificiais para sempre e substituindo todo alimento processado por muito "verde".

Lembro ter lido muito sobre a famosa dieta dos alimentos crus -- a dieta básica deve ser constituída por 80% de alimentos crus e 20% de alimentos cozidos -- e dos resultados animadores em pacientes de câncer. Confesso que achei a idéia interessante, mas muito pouco prática, principalmente para quem trabalha fora. Queria melhorar a minha qualidade de vida, mas sou muito cética quanto a estas novidades new age e tenho as minhas reservas sobre tudo que me parece muito radical.

Procuramos um meio termo. Como o Blake é muito saudável, compramos um juicer maravilhoso e passamos a tomar um suco milagroso diariamente. Desde que soube do tumor, fizemos um tratamento de choque a base de suco de espinafre, maçã, beterraba e cenoura. Pode parecer uma mistura horrível, mas não é. O gosto é até agradável. De vez em quando acrescentamos laranja, mas só esporadicamente, pois de acordo com o Blake, não se deve misturar legumes e frutas, com exceção da maçã, que é coringa.

Conversei com o Dr. Joaquim rapidamente sobre isso e ele gostou da idéia. Foi muito enfático ao dizer que esta mudança alimentar é urgente e essencial. Ainda não pesquisei muito sobre a dieta, mas aos poucos abandono os refrigerantes, corantes, conservantes e condimentos em busca de uma alimentação mais simples e "natural". Como sei que este assunto interessa a muita gente, vou procurar postar meus achados aqui.

Vai ser uma experiência interessante, pois não tenho nenhuma afinidade com a cozinha e só gosto de comidas exóticas e diferentes, então tenho um desafio e tanto à minha frente. Mas como 2008 já começou com um mega desafio, acho que este vai ser mais fácil do que imagino.