Showing posts with label mamografia. Show all posts
Showing posts with label mamografia. Show all posts

November 17, 2009

Momografia So aos 50?!

A noticia esta por todos os lados, mas a American Cancer Society continua recomendando o exame anual a partir dos 40 anos.

A American Cancer Society (ACS) recomenda a realização de uma mamografia anual para as mulheres com menos de 50 anos para detectar o câncer de mama, em contradição com o US Preventive Service Task Force (USPSTF), o serviço de saúde preventiva americano, que questionou sua utilidade.
"A American Cancer Society continua recomendando um exame clínico e uma mamografia anual para todas as mulheres a partir dos 40 anos", diz um comunicado assinado por Otis Brawley, diretor médico da ACS, que se ocupa da prevenção, do tratamento e da pesquisa sobre o câncer.

A utilidade da mamografia anual para detectar o câncer de mama nas mulheres com idades entre 40 e 49 anos havia sido questionada pelo USPSTF, indicando, apenas, os exames, a cada dois anos, a partir dos 50 anos.

"A American Cancer Society também vê limites na mamografia", que pode levar a erros de diagnóstico, à realização de um tratamento inútil, ou não detectando o próprio câncer.

"Mas, de qualquer forma, (...) as limitações não mudam o fato de que as mamografias a partir dos 40 anos salvam vidas", acrescentou a ACS.

A American Cancer Society destaca que 17% das mortes devido ao câncer de mama ocorrem em mulheres diagnosticadas entre os 40 e os 50 anos.


Sei bem como este exame e assustador e entendo a agonia de um falso positivo, pois so de ter que fazer e refazer o tal exame ja entrei em parafusos... Mas antes ter que lidar com um falso negativo do que deixar passar um resultado positivo.

E ai? O que voces acham?

October 7, 2009

Normal


Aproveitando que outubro é o Mês da Conscientização sobre o Câncer de Mama, ano passado resolvi fazer a minha primeira mamografia. Quem acompanha o blog vai lembrar o perrengue que foi. Obviamente me ligaram do hospital e tive que voltar para fazer mais imagens e novos exames. Nada demais para um ser humano qualquer, mas um susto e tanto para quem tinha tirado um tumor do fígado meses antes. Fora isto, tive outros sustinhos relativos a minha saúde que só aumentaram a minha agonia e o meu pavor de estar doente de novo.

Claro que desde que recebi a tal notícia de que “seriam necessárias mais imagens” até o dia que as tais imagens foram feitas e tive enfim o diagnóstico quase não dormi. Memos depois do diagnóstico fiquei ccom a pulga atrás da orelha até visitar o mastologista da minha mãe no Brasil e finalmente receber uma notícia tranquilizadora: dois microcistos eram vistos nos meus exames, mas tudo indicava que além de muito pequenos eram benignos.

Fiz outra mamografia em maio e a médica pediu outra para seis meses depois. Em pensar que quando fiz a primeira ano passado teoricamente não teria que fazer outra até meus 40 anos!!!! Mas como nada comigo é tão simples como parece, a história foi outra.

Um ano depois do susto, voltei a mesma clínica e a médica disse que está quase certa de que os cistos são somente cistos, então recomendou que voltasse lá não em seis meses, mas em um ano! E se nada mudar, aí sim, minha próxima visita só vai acontecer quando eu fizer 40 anos! Ufa! Agora é rezar para ficar tudo como estar e eu não precisar ficar fazendo mamografia antes do tempo.

Quando o assunto é saúde eu me sinto como se fosse um milionário que perdeu toda a fortuna de um dia para o outro e agora tem que começar do zero, então cada degrauzinho na escada da vida tem um sabor especial. Nasci saudável, nunca tive nenhuma doença grave e até as famosas doenças infantis que tive foram sempre muito brandas. Até que aos 28 anos descubro um megatumor no fígado e o resto vocês já sabem!

Uma vez ouvi dizer que o câncer é como se fosse uma nota “C” num boletim. Não importa o que existia antes ou que vier depois, aquela nota baixa vai estar sempre lá estragando seu histórico médico ou escolar. É mais ou menos assim, sempre fica aquele medo, sempre fica a desconfiança por parte dos médicos, que ao menor sinal de problema, já entram em estado de alerta. Então não é a toa que quando os médicos decidem espaçar um pouco mais as minhas consultas, sinto uma alegria enorme, pois me sinto um pouquinho mais perto da condição de “paciente normal”. Eu sei, me contento com pouco. Mas o pouco de uns é uma imensidão para outros...

E rumo à Espanha para celebrar a alegria da normalidade! Aliás, dicas de Barcelona, Sevilha, Valencia, etc... são muito bem-vindas!

May 5, 2009

Alívio


Acabo de voltar do hospital, mais precisamente do Breast Center (ou Centro da Mama) onde fiz a minha mamografia de acompanhamento. Quando fiz a primeira ano passado, eles acharam uns micro-cistos e desde então tenho que acompanhar. Saco!

Como me disseram uma vez, depois que se tem câncer, qualquer coisinha um pouquinho diferente que apareça, os médicos já acham que tem que virar a gente de cabeça pra baixo. C'est la vie... No início fiquei muito p da vida, pois em vez de só voltar a fazer o tal exame daqui a cinco anos, tenho que dar as caras a cada seis meses, mas depois percebi que revolta e raiva são sentimentos desperdiçados que não me levam a lugar nenhum. O negócio é encarar e ponto.

Então hoje voltei lá para fazer panqueca de mama, como dizem por aqui. O exame não é o que eu chamaria de agradável, mas também não é o bicho de sete cabeças que pintam por aí. Dizem que quem tem seios pequenos sente muito mais dor do que quem tem seios mais fartos. Então advinhem qual é o grupo onde me encaixo? Ganhou um pirulito quem disse que estou no grupo das sem-peito! Mas não é de se estranhar se levarmos em consideração que também estou no grupo dos que tem pouquíssimas veias e as que me sobram são as ditas bailarinas. Ironia do destino, pois conheço muito pouca gente que tem que fazer exame com contraste a cada três meses (ooops, agora quatro!), mas como diz a minha avó, o que não tem remédio, remediado está!

Mas voltando à mamografia, o tal micro-cisto ainda está lá e não apresenta nenhuma mudança, o que para mim já é motivo mais que suficiente para comemorar. Vou continuar abrindo os champagnes rosés que comprei este fim de semana! E agora, com os ótimos resultados dos exames de Hopkins e desta mamografia, respiro realmente aliviada! Pelo menos pelos próximos quatro meses...

October 24, 2008

A primeira mamografia a gente nunca esquece


Acabo de voltar não da primeira, mas da segunda mamografia e graças a Deus está tudo bem. Ufa! Depois de dez dias volto a respirar mais aliviada.

Mas vamos voltar ao início desta história. Aqui nos EUA, como no Brasil, todas as mulheres devem começar a fazer mamorafia aos 40 anos. Mas como nos States, tudo é um pouco mais complexo, a orientação médica a fazer a primeira mamografia aos 35 anos. Como eu sou a paciente mais proativa do mundo, resolvi fazer a minha ANTES de completar 35!

Como outubro aqui é "Breast Cancer Awareness Month", lá fui eu marcar o tal exame no novíssimo Breast Center do University of Maryland Medical Center. O novo centro foi inaugurado a menos de um mês, então está tudo tinindo de novo.

Assim que cheguei do Brasil no começo do mês fui lá para minha primeira mamografia. Tudo muito bonito, tudo muito limpo, na hora marcada a enfermeira chama "Ms. Baron, come on in." E aí começa o ritual.

Troque sua roupa pelo avental dentro da cabone, guardeseus pertences no locker e leve a chave. Daqui a alguns minutos a senhora será chamada." Sento na sala de espera já de avental um pouco ansiosa. Pego a primeira revista para folhear e abro numa página que diz "Mamografia: Vale mesmo a pena? Os perigos dos falsos positivos neste exame." Fico arrepiada. Seria isto um sinal? "Peloamordedeus, me deixem em paz! Será que não tenho direti a fazer um exame e ter um resultado normal?", penso. Em poucos segundos a enfermeira me chama e me leva a tal sala de exame.

Entro na sala, desta vez clara, e dou de cara com uma máquina de design pra l'ade futurista. Medo! Recebo as instruções num tom seco. "Por favor, tire o braço direito do avental e ponha o seio na máquina," diz a técnica, pois aqui nos States médico não entra na sala de exame não... Só em caso muito especiais.

Obedeço as ordens e coloco o seio direito na máquina. Afasto o braço e sinto a pressão. Como dizem aqui, chegou a hora da panqueca de peitinho! Um incômodo perfeitamente suportável. Viro para um lado, viro para o outro. Coloco o seio esquerdo. Obedeço as instruções e rapidamente o exame é encerrado. Antes de sair da sala, a enfermeira me dá um aviso: "Como este é seu primeiro exame, há possibilidade de você ser chamada aqui novamemente. Dentro de uma semana a dez dias você deve ter notícias nossas. Ou um telefonema para voltar para mais exames ou uma carta dizendo estar tudo bem." Sinto um frio na espinha e penso "Lá vou eu de novo... Eu queria tanto uma cartinha..." saio da sala meio preocupada, mas o negócio é esperar para ver.

Passam-se sete dias e nada. Estou feliz, feliz, acho que eles esqueceram de mim!!! No oitavo dia meu telefone toca. Não!!! Sim, era do tal Breast Center. "Ms. Baron, aqui é a fulada de tal do Breast Center, nós vamos ter que trazê-la de volta para mais exames." Sinto um nó na garganta e pergunto: "Vocês acharam alguma coisa? tem alguma coisa errada comigo? Estou doente?" Como sou tola!!!! Aqui nos EUA, as atendentes não dão nenhum tipo de informação por telefone. "Não posso informar," ela responde. "Preciso que a senhora entre em contato com seu médico e peça a autorização para fazer uma mampgrafia diagnóstica e possivelmente uma ultra."

PÂNICO!!!

Como não entendo nada, já vou achando que só a mamografia não dá, pode ser coisa mais grave então eles já querem fazer ultra-som. Estou a um passo da biópsia!!! Meu Deus, meu Deus, me tira daqui. Param o mundo porque eu quero descer!!! Ligo para o meu ginecologista gente boa. Deixo recado e a enfermeira legal me liga em seguida. "Dani, não estou acreditando... Que chato!" Pergunto logo, "Eles viram alguma coisa?" Ela responde que provavelmente sim, mas que não isto quer dizer nada. "De repente tem uma imagem que não está muito clara e eles vão ter que repetir. É seu primeiro exame, eles não tem base de comparação. Não se preocupe demais, mas volte lá para tirar a dúvida."

Ligo para marcar o segundo exame e me informam que a próxima data disponível é dia 4 de novembro. No Way, imploro por um horário o mais rápido possível. "Dia 24 de outubro às 7.30 da manhã, pode ser?," ela pergunta. Aceito na hora -- vá dormir duas semanas com um barulho destes!!!

Mas não tem outro jeito a não ser esperar o tal dia 24 de outubro. Ligo para casa apavorada e a minha família que tem levado um susto atrás do outro já fica com a pulga atrás da orelha... "Não há de ser nada," todos me dizem, mas que fica aquele desconforto no ar, isso fica.

E desde aquele dia só escuto falar em câncer de mama! Então pensamentos idiotas me invadem a cabeça Será que de tanto falar que queria um lacinho rosa, se encarregaram de me dar de presente câncer de mama? Será que pode ser alguma cosia do fígado? O que será que eles viram???

E nos dez dias que antecedem a tal consulta, faço o tal auto-exame da mama de cinco em cinco minutos e não acho nada!!! Lembro da enfermeira camarada que trabalha com meu ginecologista me dizendo que a grande maioria dos tumores são achados pelas próprias mulheres. Penso que não há casos na minha família. Sei que não faz o menor sentido cogitar uma ligação entre o fígado (que está 100%) e a mama. Mas tenho medo. medo que as vezes se trnsforma em pavor. Depois te tanta pancada, minha tolerância para este tipo de susto é zero. Estou fragilizada, é verdade.

Mas enfim chegou o tal dia da mamografia e desta vez alistei meu fiel escudeiro Blake, que como sempre nem pensou duas vezes antes de me acompanhar. E lá fomos nós dois às sete da matina para o Breast Center.

Chegando lá o ritual se repete: preencha a ficha, dirija-se à sala de espera, troque de roupa e aguarde...aguarde...aguarde... Sou chamada pela enfermeira, de volta par aa sala psicodélica. Obviamente pergunto a ela o que estou fazendo ali de novo. Ela me tranqüiliza, diz que tem uma imagenzinha que não deve ser nada mas que precisa ser revista e me pede para colocar o seio na máquina, me avisando que desta vez vai apertar mais. E como! Mas tudo bem, para que tem veia bailarina e tem que fazer tomo com contraste a cada três meses, um amassão não é nada. A danada da imagem em questão é microscópica e está quase no meu músculo. E mais estica e puxa. E eu que pensava que quem não tinha peito estava fora do grupo de risco. Doce ilusão! Agora sim, ela vê a imagem, mas a qualidade é ruim. "Acho que vamos precisar de um ultra-som."

E tome de espera...e tome de reza...Acho que Deus já deve estar de saco cheio de mim, mas c'ést la vie. Depois de uns quarenta minutos, a enfermeira me leva até a sala escura de ultra-som. Eles me trnaquilizam dizendo que é algo muito pequeno e que só querem dar mais uma olhada, mas que ao que tudo indica é um micro-cisto que deve ser monitorado. É tão micro que a técnica quase não consegue achá-lo. Depois de muita confabulação, saio de lá com o vericto quase final. "Provavelmente benigo. Sugerimos nova visita dentro de seis meses." O médico, que resolveu dar as caras, entra na sala e me explica que este cisto pode sumir ou ficar como está, mas como esta é a minha primeira mamografia, eles precisam de mais dados para construir meu histórico, por isto sugerem nova consulta em seis meses.

Tudo bem, penso, poderia ter sido bem pior. Mais estica e puxa em seis meses... não é tão ruim assim! E que venha 2009!