
Como adoro uma pesquisa, resolvi colocar a prova o último estudo divulgado pela mídia americana que diz que aqueles que gastam dinheiro com os outros sentem maior satisfação do que aqueles que preferem gastar comprando presentes para si mesmos.
Ontem, depois de uma semana muito feliz, quando pude deixar para trás tantas preocupações e tanto sofrimento, fiz o que meu coração já vinha pedindo há tempos. Resolvi fazer duas doações para duas causas que têm se tornado cada vez mais importantes para mim: American Cancer Society e St. Joseph Catholic Community.
É incrível como nosso humor muda quando enfim resolvemos fazer algo de bom. Entrei na igreja sorridente e saí de lá mais feliz ainda. Agora sou "registered parishoner" da igrejinha aqui no fim da minha rua. Decidi que queria ter uma relação maior com a igreja depois de ir à Missa dos Enfermos, que foi linda. Longe de mim ser fanática religiosa, mas já está mais do que na hora de me dedicar um pouco mais à minha fé.
Saí da igreja e fui direto para a American Cancer Society. Com a minha doação, comprei duas tochas e uma luminárias que serão acesas durante a Cerimônia dos Sobreviventes que abre o Relay For Life, em junho. Comprei uma para a minha avó, que sobreviveu a um linfoma não-Hodgkins, outra para mim e ainda uma luminária para o Ivan Karlos, um rapaz corajoso que luta bravamente contra um câncer de pulmão, mas que com a Graça de Deus, estará curado muito em breve.
Voltei para casa sorridente, afinal quem não gosta de ver outras pessoas sorrindo. E não custa tanto assim... Acho que os cientistas de Harvard mais uma vez estão certos.
Para quem tiver interesse, aqui embaixo há mais informações sobre o estudo.
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Uma pesquisa recente revelou que aqueles que gastam uma quantia razoável com outras pessoas experimentam maior satisfação do que aqueles que compram presentes para si mesmos, Cientistas da Universidade de Harvard reuniram 632 americanos e fizeram perguntas sobre sua renda, seus hábitos de consumo e seu nível de felicidade.
Separadamente, os especialistas reuniram 16 profissionais que estavam prestes a receber um bônus entre US$3.000 e US$8.000, e fizeram as mesmas peguntas oito semanas antes e depois do bônus.
Na primeira experiência, os resultados mostraram que o nível de renda dos entrevistados não era um fator a ser considerado no nível de felicidade, que era mais alto naqueles que gastavam dinheiro com outros, se comparados com aqueles que gastavam consigo mesmos. A segunda pesquisa mostrou que o aumento no índice de felicidade dos funcionários Não foi afetado pelo tamanho do bônus. Entretanto, este mesmo índice parecia aumentar em relação à quantia que os funcionários gastaram com outras pessoas ou doaram para caridade, de acordo com o jornal britânico The Guardian.
“A maioria das pessoas imaginaria que se você ganha mais dinheiro você vai ser muito mais feliz,” disse o Professor Michael Norton, da Universidade Harvard. “Nossos resultados, e os resultados de muitas outras pesquisas, mostram que ganhar mais dinheiro tornam você uma pessoa um pouco mais feliz, mas não tem um impacto imenso. Nossos estudos mostram que talvez sejam as pequenas mudanças na forma como você gasta este dinheiro que fazem a diferença”.
The Telegraph, um outro diário britânico, reportou que um estudo seguinte onde os especialistas deram aos pesquisados US$5 ou US$20 para gastarem como quisessem, revelou que aqueles que gastaram o dinheiro com outras pessoas se disseram mais felizes se comparados àqueles que gastaram o dinheiro em si mesmos.
“Então em vez de comprar um cafezinho para você, compre um café para o seu amigo e isso pode fazer de você realmente uma pessoa mais feliz”, disse Norton.
Norton é co-autor do estudo realizado em parceria com Dr. Elizabeth Dunn e a mestranda Lara Aknin, da Universidade de British Columbia, no Canadá.