April 6, 2011

Vida de Mãe é Punk

Minha mãe sempre me dizia que havia algumas coisas na vida que eu só entenderia depois de ser mãe. Eu achava que ela estava se valorizando um pouco, mas hoje concordo plenamente com ela. Hoje sou este ser eternamente dividido, cheio de dúvidas e dilemas...e acima de tudo, sou um ser eternamente cansado, aliás exausto! Hoje sou mãe.

Se as mães sempre tiveram meu respeito, hoje tem a minha mais profunda admiração. E neste seleto grupo, aquelas que trabalham fora estão num grupo mais seleto ainda. É uma loucura tentar conciliar carreira, família, horários, reuniões, criança doente, mamada, criança manhosa, banho, jantar, contas a pagar e tudo mais. Não poderia pensar em fazer tudo isto sem o Blake, que é um parceiro tanto, mas tem horas que só eu posso dar conta da tal tarefa. E aí complica. Ele não entende muito bem, mas eu preciso lavar meu cabelo de vez em quando e só eu posso dar de mamar para o Joaquim ou tirar o leite na bombinha! Às vezes acabo fazendo tudo ao mesmo tempo...uma loucura!

Nas últimas noites o Joaquim, que já estava dormindo bem melhor ainda que acordando algumas vezes, deu uma regredida boa. Acorda de duas em duas horas e muitas vezes com dorzinha de barriga e chorando. Ontem consegui dormir quatro horas, mas anteontem nem eu nem o Blake dormimos nada. O Joaquim se mexia demais e choramingava muito.

De manhã acordamos destruídos. O coitado do Blake ficou em casa e levou o Joaquim ao médico enquanto eu tive que ir correndo trabalhar porque esta semana é a minha primeira de volta full-time, então estou lotada de projetos e reuniões. Um dia punk depois de uma noite treva! E o mais difícil é saber que não tem volta, que não tem como compensar a noite mal dormida porque a noite seguinte vai ser igualzinha. Então o negócio é abraçar a condição de zumbi, assumir as olheiras perenes e mandar ver. Ah, e rezar muito!

5 comments:

Só uma menina said...

O pior é exatamente isso, Dani: saber que não vai poder compensar o sono perdido no dia seguinte ou na noite seguinte e nem nas próximas... Por quanto tempo? Quantos anos? A vida toda? Jesus... MElhor nem pensar. Beijos!!

* Jane by Jane said...

hahahaaha por quanto tempo ? qtos anos ? fo-re-ver !
não quero desanima-las não, mas, isso não melhora só muda a idade (deles)
Aproveito também para dizer :
compensa !
Beijo Joaquim lindo, gordo, fofo e safadinho !!

Nisa said...

Hmmmm!!! Cada vez que leio fico mais alerta, aqui em Moçambique temos de licensa maternidade apenas 2 meses (muito pouco)... já comecei a correr atrás de candidatas a babás (aqui não é comum creche para menores de 1 ano) e a sorte é que tenho a mnha mãe por perto e não trabalha... resumo terei de acordar cedinho preparar o baby e ir deixar em casa da mnha mãe com uma babá para ajudar!!! rsrsrsrsr.. Nisa

A e W said...

Eh punk mesmo. As vezes me sinto uma super mulher, super tudo... Outras horas eu me sinto um caco e juro, da um desespero total...rs Mas a gente vence! Bjao

Dani said...

Paula,
O negócio é a gente se conformar que o sono nunca mais será o mesmo...

Nisa,
Que sorte a sua ter mãe por perto. Estou penando por não ter a minha aqui. Ter filho pequeno trabalhando é muito difícil sem o apoio da família. Boa sorte aí!!! E vá pensando numa listinha de perguntas para as candidatas...

Aline,
Você disse tudo: uns dias, mulher maravilha, outros dias o cocô do cavalo do bandito, ne?! :)

Beijos