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February 13, 2012

Dúvidas e Milagres

Esta semana coversei com duas amigas grávidas que vivem situações bem parecidas: por apresentarem gestação de alto risco vão ter que ficar em casa e acamadas até o nascimento dos seus bebês. As duas tiveram dificuldades enormes para engravidar – sofreram e demoraram muito tempo até conseguirem. Uma está muito aflita e angustiada – projetos no trabalho, afazeres domésticos, medo que a condição se agrave ainda mais e um sentimento de isolamento grande. E a agonia de ficar na mesma posição por longos meses, rezando que o bebê fiquei quietinho até lá, sem ter a menor garantia de nada.

A outra amiga, mais no começo da gravidez, ainda pode trabalhar de casa, mas nada de caminhadas, no shopping ou na praia, exercícios físicos ou arrumações. Ela está ciente também que dentro de algumas semanas fará repouso absoluto. Mas a tranquilidade com a qual ela encara esta situação difícil é simplesmente comovente.
Em vez de medo, ela tem certeza. “Se Deus me deu esse presente, que foi engravidar, tenho certeza que será completo e conseguirei levar a gravidez até o fim,” ela afirma, com uma serenidade impressionante. Em vez de sofrer de angústia, ela transborda de felicidade. Quantoà possibilidade de repouso absolute em algum tempo, ela nem hesita: “Faço tudo para ser mãe. O tempo passa tão rápido, daqui a pouco estarei com o meu bebê nos braços.” Palavras dela.

Numa semana que eu mesma enfrentava algumas inquietudes, conversar com ela foi tudo que precisava. É incrível como algumas pessoas têm o dom de inspirar outras.
Ontem fui ao hospital às pressas por conta de uma infecção nos rins, quando a médica me perguntou sobre condições pré-existentes e cirurgias passadas e dei minha respostas pronta. Esperei pelo aolhar de espanto dela. Em vez disto, ela me olhou nos olhos e disse “Você sabe que este médico salvou sua vida, né? Alguns anos atrás esta cirurgia sequer existia. Estes caras fazem milagre.” Sorri e disse a ela: “Sei sim. Foi por isto que deu o nome dele ao meu filho.” Ela respondeu também sorrindo: “Filho? Depois de tudo isto você teve um filho? Não falei que estes caras faziam milagre?!” Peguei a receita do antibiótico e a esta altura nem dor mais sentia.

E assim, as zilhões de dúvidas e os tantos medos que teimavam em me assombrar nas últimas semanas vão se dissipando. Se tanta gente ao meu redor acredita em milagres, como eu que vivi tantos deles posso duvidar?

April 18, 2011

Pós-Gravidez

Esta aí a minha maior motivação para perder este 4,5 kg extras que não me deixam em paz...

Tudo bem que ela é celebrity e deve ter personal chef, personal trainer, personal stylist e trocentas babás... mas ela está em ótima forma depois de ter gêmeos!

Quem sabe se eu dançar assim fico livre dos meus quilinhos até a viagem para o Brasil... Só assim porque a academia lá de casa e o Transport ainda nem viram a minha cara!

Gostaram da Lambada mix versão em inglês?

October 12, 2010

Como Assim? Pesa de novo!

Depois de várias semanas sem ter muitas novidades, a consulta de hoje me deixou de queixo caído. Ultimamente, está todo mundo comentando que a minha barriga cresceu assustadoramente e eu mesma tenho notado, mas nada poderia ter me preparado para a surpresa de hoje.

Como toda mulher que foi adolescente gordinha, tenho trauma de balança. Nunca fui neurótica a ponto de me matar de fome – anoréxica – nem a ponto de colocar o dedo na goela para vomitar – bulímica – mas digamos que de resto, já apelei apra tudo. Desde as dietas mais malucas do mundo, até as simpatias mais ridículas, passando pelas famosas bombinhas de manipulação. Mas desde da minha primeira cirurgia de fígado, tomei jeito. Aprendi a me controlar e manter meu peso num patamar mais ou menos aceitável... Um fato digno de orgulho principalmente por estar nos States, onde quase 100% da população tem algum distúrbio alimentar ou compulsão.

Mas a verdade é que o trauma fica, sempre. Uma vez gorducha, sempre gorducha, pelo menos na cabeça. Quando vejo uma balança, já quero sair correndo… Nos últimos meses porém algo inimaginável aconteceu: eu não vinha ganhando peso esperado! A médica não viu muito motivo para alarme, mas a mãe de primeira viagem quase entrou em parafuso. Já pensou se meu filho nasce esquelético? Já pensou se ele nasce fraquinho antes da hora?

Então o que fiz eu? Comecei a comer feito doida! Claro que os três dias no resort foram a ocasião perfeita para comer tudo e mais um pouco...e o resultado, que informalmente já tinha sido observado por várias pessoas, hoje tornou-se oficial.
Ao chegar ao consultório, a recepcionista, já demonstrou espanto: “Uau!!! O que aconteceu com esta barriga para ela crescer tanto?”

E cinco minutos depois, ao subir na balança, ela anunciou minha sentença: “Nove pounds!” Eu me recusei a acreditar! “Nem vem! Pode ir medindo de novo!” Subi e desci da balança e ela me disse em tom mais camarada: “Tudo bem, são só sete...” Como é que é? “Só” sete?! Como assim, cara pálida?!

A médica, mais uma vez, não me pareceu preocupada... “É isto mesmo que acontece. Umas semanas, você não ganha nada; em outras você extrapola, mas seu ganho de peso e o tamanho do bebê estão absolutamente normais. Mas se voc6e chegar aqui na próxima consulta sete pounds mais gorda, aí nós vamos conversar. Em todo caso, vamos dar um tempo no sorvete e deixar o Toddinho de lado por uns tempos...”

Como é que ela advinhou?!

Por outro lado, só agora, entrando no oitavo mês é que a barriga se tournou óbvia! Vamos ver o que as próximas oito semanas reservam para mim?

October 6, 2010

Reta Final

Acho que agora, na 31a semana sinto que estou mesmo entrando na reta final. Na minha última ida à obstetra, ela me disse que eu não tinha ganho nenhum peso, assim como tinha contecido na vez anterior, ou seja, em seis semanas, nenhum quilinho ganho. Claro que uma parte de mim ficou feliz por não estar balofa, mas outra parte ficou muito preocupada com o desenvolvimento do Joaquim.

Então é claro que dali pra frente, desandei a comer. Abri a boca geral, ataquei os restaurants do resort em Atlantic City, e acho que o resultado veio mais rápido do que eu previa. Meu chefe ficou três dias sem me ver e ontem já estava comentando que a minha barriga tinha crescido... Hoje medi a altura do útero e, se meus cálculos estiverem certos, ganhei quase uns 2 cm... Not bad!

O mais engraçado é que esta noite tive um pesadelo de que estava uma baleia – e o sonho não fazia nenhuma referência à gravidez. Confesso que acordei meio perdida e paranóica e nestas últimas semanas tenho pensado mais nas semanas que ainda estão por vir. Quando acho que está tudo sob controle, lembro que ainda há zilhões de coisas a fazer...

July 25, 2010

Espelho espelho meu, existe alguem com um barrigao mais diferente do que o meu?



Nao reparem a falta de acentos, mas o Blake desconfigurou os computadores aqui de casa e so vou consertar depois... Americano nao entende a importancia dos acentos!!!

Mudando de assunto, a foto do post de hoje e para matar a curiosidade de muita gente que ainda nao me viu barriguda. A foto nao e das melhores, pois eu tinha acabado de acordar e decidido ir a piscina aqui do condominio -- dai a cara de sono e a ausencia de producao qualquer. Mas quem liga para minha cara? O que todo mundo quer ver mesmo e a minha barriga de mercedes crescendo... Entao, voila!

Ontem, logo depois, ja na piscina, quando fiu entrar, um garotinho de mais ou menos seus seis anos nao tirava os olhos de mim. Assustado mesmo! Coitado! Nunca tinha visto uma "scarbelly" do tamanho da minha, tenho certeza. As gravidas por aqui costumam usar maios ou batinhas, mas eu ainda nao achei nada que goste, entao o pobre menino deve ter ficado duplamente chocado: uma louca mostra uma barriga daquele tamanho ainda com uma cicatriz enorme! Espero que ele tenha se recuperado do trauma e nao tenha tido pesadelos a noite.

Quanto a mim, estou otima obrigada! O Joaquim chuta e se mexe muito, e do Blake so escuto "Este vai ser jogador de futebol!" Nos tempos atuais, esta afirmacao da ate medo!

Bom domingo pra voces! Agora vou correndo para piscina!

July 14, 2010

Joaquim, Joaquin, Jo...who?


A ultra confirmou o que eu e quase todo mundo ja sabiamos. Depois de duas sobrinhas lindas e foferrimas, o Blake e eu vamos ganhar nosso primeiro filho, um homem. Minha irma ganha o primeiro sobrinho e meus pais o primeiro netinho!

Estamos muito felizes! E a chegada do Joaquim deve acontecer no inicio de dezembro, ou seja, ate la, de qualquer jeito temos que estar preparados para ele.

O que pouca gente sabe e que muito antes de o Joaquim nascer ou sequer ser programado ele ja tinha nome. Mas ao contrario de muitos pais, o nome do noso bebe nao saiu de um livro dos nomes ou teve alguma celebridade como inspiracao. Tambem nao e tipicamente americano, o que causa surpresa a muita gente. O nosso filho vai ser batizado em homenagem ao medico que salvou a minha vida e que tornou todo o resto possivel, o Dr. Joaquim Ribeiro. Homenagem mais do que merecida diga-se de passagem. O que descobrimos tambem foi que o significado do nome tambem tem tudo a ver. Na traducao do original hebraico, quer dizer "O que Deus deu [um filho].

Como e homenagem ao medico, devemos manter a grafia portuguesa, com M no final, o que certamente vai causar alguma confusao, mas nada que va dificultar muito a vida dele, pelo contrario, vai tornar mais interessante. [Palavra de quem se chama Danielle, nao Daniele ou Daniella!]

Parece que aqui e entre meus amigos no Brasil e nos EUA, o nome e um grande sucesso, mas a batalha do Blake deve ser um pouco mais ardua. A avo, unica pessoa da familia dele que foi informada do nome ate agora, ja perguntou por que vamos usar um nome que ninguem consegue falar... Perai, cara-palida, entao o resto da populacao do planeta nao conta? De qualquer jeito ele ja escreveu um tratado informando a familia sobre a nossa decisao e fazendo uma clara exposicao acerca do nome.

Uma amiga de trabalho do Blake tambem perguntou o nome e quando ouviu a resposta disse: "Voce quer dizer Joaquin" -- com som de "r", em espanhol. Ja decidi que dos males no menor Joaquim, pronunciado Jo-ah-kim ou Roah-kin, soa bem do mesmo jeito...

O que me importa mesmo e que o Joaquim venha cheio de saude. Que seja um homem bom e feliz.

July 1, 2010

Aberrações

Hoje vi uma matéria no Today Show que me chamou bastante atenção. O assunto tratado era maternidade em idade avançada. Tudo bem, que aos 36, escuto isto aos montes cada vez que tento marcar um exame. "Você não quer aconselhamento genético, levando em consideração sua idade materna avançada?," as recepcionistas sempre me perguntam. Fico me perguntando aonde anda minha bengala... A minha resposta é sempre a mesma “Não, obrigada.” Não que eu desdenhe da ciência ou que não esteja ciente dos riscos associados à minha gravidez, mas acho que agora é tarde demais para este tal aconselhamento. Decidi que queria ser mãe depois de avaliar riscos e benefícios, agora vou em frente.

Mas estou fugindo do assunto. No caso da matéria, a mãe mais velha tinha 71 anos e um bebê de um!!!! Por causa da idade, sofria de muitas complicações de saúde, algumas provenientes da cirurgia e, imagino, do tratamento. Mas dizia-se feliz. Ao que parece, na Índia existe um enorme estigma associado às mulheres sem filhos. Só que o que me espantou de verdade, não foi um caso, ao que parece, no país há cada vez mais casos de mães acima dos sessenta anos tendo filhos.

Se no passado, a menopause era o limite, hoje a ciência torna possível uma gravidez depois aos 70 anos! Basta usar os óvulos de uma mulher bem mais nova, o esperma do parceiro ou de algum doador, entupir-se de hormônios, e voilá. Claro que grande parte destas mulheres tenta inúmeras vezes até atingir o objetivo. A pergunta que não quer calar é “Cientificamente é possível, mas até que ponto é ético?”

Longe de mim querer julgar as pessoas ou deixar de tirar vantagem da ciência – até hoje minha enorme aliada – mas fico pensando na saúde de mães e filhos e, mais a longo prazo, em caso de morte da mãe, como ficarão estas crianças? Claro que ninguém sabe o dia que vai morrer e tem muita mulher jovem que deixa os filhos órfãos, mas as estatísticas não mentem e a chance de alguém morrer ou adoecer gravemente aos 70 é bem maior do que aos 20 ou 30.

Do ponto de vista egoísta, ainda há mais pontos a favor das mães mais jovens. (Não pensem vocês que ainda não pensei no assunto...) Mas se uma mãe jovem se for – como no caso da Lilian e da Monica, que faleceram aos seus 30 e poucos anos – ainda há o pai jovem que pode cuidar da criança, auxiliado pelos avós, ainda vivos muitas vezes. Se a senhorinha de 70 anos partir, fico pensando quem vai tomar conta do bebê dela. Aconteceu com a espanhola que causou grande polêmica ao dar a luz a duas crianças em 2006. Ela faleceu em 2009 de câncer de mama e cogita-se que as drogas potentes usadas no tratamento de fertilização possam ter feito a doença se espalhar.

June 23, 2010

Forma de Bola



Para que ninguém duvide, a foto acima mostra os contornos generosos que a minha silhueta tem assumido ultimamente. A cara de cansaço é justificada por nove horas de labuta.

E quando já estava me conformando com minha nova silhueta, eis que quase morro de susto. Precavida como sempre, comecei a pesquisar creches, que por aqui se chamam Day Care Centers, nas redondezas. Como não estou na empresa há um ano, não tenho direito a licença-maternidade... Sim, aqui não é China, mas é quase. Então vou tentar ficar os três meses em casa sem receber um centavo!

Como se isto não bastasse, na minha pesquisa descobri que a creche do/ da meu/minha pequerrucho/a vai me custar a bagatela de $1500 por mês! Isto sem contar os outros fees que tem que ser pagos: matrícula, lençol, material, etc, etc... Tudo bem que a criança fica lá de oito da manhã às seis da tarde, mas vai para casa sem banho...

Ainda estou meio chocada com os valores – tinha calculado uns $1000 – mas ao contrário dos ponteiros da balança que não param de subir, a tendência da minha poupança neste momento é de queda-livre. C’ést la vie... Também não dá para pensar em colocar minha cria numa pocilga para economizar uns trocados!

June 22, 2010

Maternity Clothes

Segurei o máximo que pude, afinal perdi grande parte das minhas roupas no primeiro mês – quem manda gostar de cintões e roupas justas na cintura? Mas com vestidos larguinhos, leggings e vestidos/tops mais amplos consegui adiar bastante meu novo guarda-roupa. Até que não deu mais: hoje resolvi aceitar minha condição e minha barriga. Coloquei minha primeira calça com cintura elástica, herdada da minha irmã. Ainda por cima cor de gelo, então devo estar parecendo uns 10 kgs mais gorda!

Esta história de estar grávida nos primeiros meses é engraçada, pois a condição ainda não é óbvia, então volta e meia me pego anunciando a gravidez meio que para justificar a minha nova forma – de bola, diga-se de passagem. O problema é que a gente – digo eu! – não engorda só na barriga...a primeira coisa que vi crescendo assustadoramente em mim foi – advinhem – meu bumbum! Coisa muito esquisita!

O Blake é torturado diariamente pela mesma pergunta: “Estou parecendo grávida ou alguém pode pensar que sou gorda?” Sim, porque até agora para os desavisados pode ser uma coisa ou outra. Ele só ri e me pede para parar com a paranóia. Mas quem sempre foi criança e adolescente gorducha traz muitos e muitos traumas consigo!

No trabalho, só as pessoas mais próximas sabem. Comecei a trabalhar aqui logo com um mês, então deve ter muita gente achando que devo estar comendo feito elefante para justificar o meu ganho de peso. Acho que depois de hoje, pelo menos os mais observadores vão notar alguma coisa... E daqui para frente acho que a mudança só tende a ficar mais óbvia! Agora é só aguardar...

January 12, 2008

A Biópsia

Enfim chegaram os resultados da biópsia e, graças a Deus, desta vez não houve surpresas. Desde a cirurgia, os médicos achavam que o tumor seria um adenoma com focos de hepatocarcinoma fibrolamelar e o resultado não foi diferente.

Mas como tudo comigo tem que ser "único", houve certa discussão na conclusão do laudo final. Alguns peritos achavam que o tumor deveria ser classificado como adenoma (que é benigno) e outros afirmavam que deveria ser chamado de hepatocarcinoma (tumor maligno) já que havia presença, mesmo que mínima, de células cancerígenas. Este filme eu também já vi!

A boa notícia é que os focos eram poucos e localizados e meu tumor altamente diferenciado, o que para nós mortais quer dizer que o tumor era pouquíssimo agressivo. Melhor ainda é saber que os médicos trabalharam com uma boa margem, ao contrário da primeira cirurgia, e que a minha chance de cura é próxima de 100%.

A notícia que me deixou um pouco triste é que volto basicamente a estaca zero no que diz respeito aos exames de rotina: a cada três meses no primeiro ano, a cada seis no segundo e a cada ano para o resto da minha vida. É bem estressante passar por ressonãncias e tomografias com tanta frequência, mas um preço pequeno para quem quer viver uma vida longa e saudável. Fiquei chateada também ao saber que terei que esperar dois anos para engravidar. Logo eu, a pessoa mais imediatista e impaciente do mundo! Outra grande lição.

Aliás agora começo a perceber algumas coisas com mais clareza. Sempre quis ter uma família, mas filhos nunca foram a maior prioridade. Se encontrasse um pai maravilhoso e uma boa estrutura de família, obviamente gostaria de tê-los, mas se minha vida me levasse por outros caminhos, não me sentiria tão frustrada. Várias amigas minhas afirmam que terão filhos independente de pai. Até acho a idéia bonita, mas nunca foi a minha bandeira. Queria minha carreira, uma relação estável, conforto antes de pensar em ter filhos. Depois de me mudar para Maryland, esta ordem mudou um pouco, até por falta de opção.

Moramos numa cidade minúscula onde todo mundo tem filho e nos EUA, ao contrário do Brasil, quando se tem filhos, vive-se num universo completamente diferente -- só se fala, se pensa, se vive e se respira filho! Quem não tem, não pode entrar e está alijado para sempre. Não sei se foi por isso, mas no final do ano passado começamos a pensar mais seriamente no assunto. Ter carreira de sucesso e emprego jet-setter morando longe de um grande centro urbano é praticamente impossível e como o Blake não tem a mínima vontade de morar numa cidade grande, pensei ter encontrado a solução perfeita: tenho meus filhos agora, brinco de casinha nos lindos subúrbios americanos, encho a minha SUV de cacarecos e viro a mãe perfeita por uns tempos.

Quando tudo parecia caminhar nesta direção, mais um grande tropeço. Durante o fatídico untrassom, na minha barriga ao invés de um bebê saudável, uma massa doente de 7 cm. Não que eu achasse que estava grávida, mas este exame que traz tanta alegria a tantas mulheres no mundo todo, para mim vem carregado de sofrimento e dor.

Sorte a minha ter fé. Desde pequena, dois dos meus ditados favoritos são "Deus escreve certo por linhas tortas" e "Everything happens for a reason". Então vou acreditando que no meu caso há algo mais urgente do que a maternidade. Talvez eu precise mesmo me encontrar antes de tentar gerar alguém. Talvez eu tenha filhos daqui a dois anos. Talvez não. Talvez possa adotar antes disto. Talvez não. Talvez não tenha nascido para ser mãe. Talvez sim.

Neste momento, mais uma vez, tenho muito mais dúvidas do que certezas, mas este e o verdadeiro propósito da vida, ir aprendendo aos poucos, errar, acertar, chorar, rir, esperar, arriscar, mas sempre seguir em frente. Acho que esta lição aos poucos vou aprendendo, mas a lição que me parece a mais difícil de todas é a tal da paciência, virtude a qual não possuo e, pior, sempre me orgulhei de não possuir, mas isso já é assunto para outro post.