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December 21, 2010
December 17, 2010
Troféu Abacaxi

Quando uma imagem fala mais que mil palavras... Joaquim, 8 dias. Beijos a todos e obrigada pela torcida e pelas orações. Como o tempo é curtinho, deixo um beijo geral!
December 13, 2010
Gata Borralheira

A Cinderella aqui está definitivamente mais para Gata Borralheira ultimamente, mas tudo bem porque é por um bom motivo, aliás por um milagre que atende pelo nome de Joaquim e nasceu com 3,625 kg e 54 cm -- lindo e saudável.
Como o tempo é mais que curto, tenho colocado as fotos no Twitter e no Facebook direto do celular...
Tem mais fotos dele no site do hospital.
December 8, 2010
Barraco Médico
Agora que o Joaquim passou da hora oficialmente, estaria mentindo se não dissesse que a ansiedade aumentou bastante. Continuo me sentido superbem, mas já havia decidido com os médicos que ele não passaria da 41a semana. No Brasil, o povo tira logo o bebê assim que a gestante completa 40 semanas, mas aqui muita gente acha normal esperar até a 42a. Eu não. Não vejo motivo e sempre fui bem clara com os médicos: esperaria sem nenhum problema ate a 40 semana, mas nao queria deixar passar de 41 de forma alguma.
Entao, como o Joaquim não chegou na segunda, mais uma vez, retomamos o assunto da indução. O médico concordou comigo e disse que a enfermeira me telefonaria com a data em breve. Não tive notícias dela até ontem, quando me telefonou dizendo que a minha indução estava agendada para sexta, dia 10. Tudo ótimo, pensei.
Hoje pela manhã meu telefone toca. Era ela de novo.
"Senhora, Baron, não tenho boas notícias. Vamos ter que empurrar sua indução para terça-feira," ela me disse.
Eu, que já estava de saco cheio e ansiosa com a falta de notícias da véspera, explodi na hora. "Não aceito. Simplesmente inaceitável, inexplicável e deplorável. Este bebê vai nascer antes do fim de semana, nem que para isto eu precise encontrar outro médico," sentenciei.
Então ela tentou se justificar dizendo que emergências aconteciam, etc, etc. Mas eu não quis ouvir. "Emergência seria eu chegar lá na hora marcada, me deparar com 40 parturientes e ser mandada pra casa por falta de disponibilidade de leitos. Você me ligar com dois dias de antecedência me remarcando para uma semana depois não é emergência nem aqui nem na China. Pode dar um jeito de me encaixar o mais rápido possível. Eu não vou aceitar isto."
Ela ficou gaga, me disse para ir conversar com a médica e manter a consulta que ela deveria ter cancelado na véspera.
Eu continuei: "O que vocês estão fazendo comigo não é justo, é uma covardia. Fazer uma mãe de primeira viagem, que já passou das 40 semanas, de gato e sapato é muita falta de consideração. É falta de profissionalismo. Mais que isto é falta de humanidade." E ai falei, falei, falei...tudo que estava intalado na garganta. Sem insultos, sem gritaria, mas desabafei.
Corri para o banho para poder chegar na hora da tal consulta e quando já estava pronta para sair, o telefone tocou. Desta vez era o médico me perguntando como eu estava. Então desfiei minha ladainha. "Como eu estou? Nada bem, né doutor? Com o que está acontecendo e com meus nervos a flor da pele, não posso estar bem."
Ele foi muito delicado e me explicou que preferia que a minha indução não acontecesse na sexta porque quem vai estar no hospital é a midwife ou obstetriz (enfermeira especialista em partos mas que não é médica) e ele gostaria que eu tivesse a cobertura de um médico comigo o tempo todo.
Claro que entendi o ponto de vista dele, mas ele também entendeu o meu, ao que parece. Entendeu a minha apreensão e o fato de que a minha irmã vem do Brasil por três dias só para conhecer o sobrinho e que vai embora na segunda. Então me disse que ia me encaixar amanhã mesmo, quando ele vai estar de plantão.
Agora é esperar o raio da enfermeira me ligar dando o OK final... Nestas horas é que dá uma saudade do Brasil...
Entao, como o Joaquim não chegou na segunda, mais uma vez, retomamos o assunto da indução. O médico concordou comigo e disse que a enfermeira me telefonaria com a data em breve. Não tive notícias dela até ontem, quando me telefonou dizendo que a minha indução estava agendada para sexta, dia 10. Tudo ótimo, pensei.
Hoje pela manhã meu telefone toca. Era ela de novo.
"Senhora, Baron, não tenho boas notícias. Vamos ter que empurrar sua indução para terça-feira," ela me disse.
Eu, que já estava de saco cheio e ansiosa com a falta de notícias da véspera, explodi na hora. "Não aceito. Simplesmente inaceitável, inexplicável e deplorável. Este bebê vai nascer antes do fim de semana, nem que para isto eu precise encontrar outro médico," sentenciei.
Então ela tentou se justificar dizendo que emergências aconteciam, etc, etc. Mas eu não quis ouvir. "Emergência seria eu chegar lá na hora marcada, me deparar com 40 parturientes e ser mandada pra casa por falta de disponibilidade de leitos. Você me ligar com dois dias de antecedência me remarcando para uma semana depois não é emergência nem aqui nem na China. Pode dar um jeito de me encaixar o mais rápido possível. Eu não vou aceitar isto."
Ela ficou gaga, me disse para ir conversar com a médica e manter a consulta que ela deveria ter cancelado na véspera.
Eu continuei: "O que vocês estão fazendo comigo não é justo, é uma covardia. Fazer uma mãe de primeira viagem, que já passou das 40 semanas, de gato e sapato é muita falta de consideração. É falta de profissionalismo. Mais que isto é falta de humanidade." E ai falei, falei, falei...tudo que estava intalado na garganta. Sem insultos, sem gritaria, mas desabafei.
Corri para o banho para poder chegar na hora da tal consulta e quando já estava pronta para sair, o telefone tocou. Desta vez era o médico me perguntando como eu estava. Então desfiei minha ladainha. "Como eu estou? Nada bem, né doutor? Com o que está acontecendo e com meus nervos a flor da pele, não posso estar bem."
Ele foi muito delicado e me explicou que preferia que a minha indução não acontecesse na sexta porque quem vai estar no hospital é a midwife ou obstetriz (enfermeira especialista em partos mas que não é médica) e ele gostaria que eu tivesse a cobertura de um médico comigo o tempo todo.
Claro que entendi o ponto de vista dele, mas ele também entendeu o meu, ao que parece. Entendeu a minha apreensão e o fato de que a minha irmã vem do Brasil por três dias só para conhecer o sobrinho e que vai embora na segunda. Então me disse que ia me encaixar amanhã mesmo, quando ele vai estar de plantão.
Agora é esperar o raio da enfermeira me ligar dando o OK final... Nestas horas é que dá uma saudade do Brasil...
December 7, 2010
Nada ainda...
Tudo muito bem mas nem sinal do rebento.
Sit tight and hang in there ou no idioma tupiniquim, fica quietinha e aguenta as pontas e o que me dizem!!!
Falar e facil, dificil e carregar a melancia e esperar o tempo passar.
Sit tight and hang in there ou no idioma tupiniquim, fica quietinha e aguenta as pontas e o que me dizem!!!
Falar e facil, dificil e carregar a melancia e esperar o tempo passar.
December 6, 2010
Cadê o Joaquim?
Hoje é dia de São Nicolau – o verdadeiro Papai Noel – e tenho um motivo a mais para para esperar meu presente, pois é a data provável do parto do Joaquim. Sei que é provável, mas vá dizer isto para uma mulher que hoje completa 40 semanas de gravidez, e que agora sente o peso de carregar uma melancia na barriga! Para mim, já está mais que na hora, mas com o frio que faz lá fora, até dá para entender a atitude dele. Eu também relutaria o máximo para sair e enfrentar este mundo gélido!
Mas se mal me aguento para ver a carinha dele, por outro lado bate uma mistura de sentimentos sobre a gravidez. Foi um período incrivelmente calmo e saudável para mim. Ao contrário das minhas expectativas e dos meus medos, tudo correu muito normalmente, diria até que melhor que normal, tudo correu maravilhosamente bem! Exame após exame, consulta após consulta, nenhuma das complicações que a gente escuta falar e morre de medo...nada nem de longe chegou a assustar, nem as mordidas de pulga de Tegucigalpa, nem a sinusite que trouxe na bagagem de Honduras!
Então é difícil querer conscientemente que um período assim acabe. Uma época boa, que vai deixar muitas recordações felizes, quando sinceramente me senti plena e abençoada a cada dia que se passava. Mas agora acho vou me preparando para completar mais esta etapa e começar outra.
Para quem não sabe, a menos que haja complicações previstas, aqui nos States não se marca data de parto. Então tive que esperar até hoje – a tal data provável do parto (que pelo jeito não vai acontecer) – para tomar as próximas decisões. Vou conversar com a médica mais tarde e devemos ter mais notícias, inclusive a data da possível indução do parto. Jamais cogitaria induzir antes de hora, mas com mais de 40 semanas no quentinho, o Joaquim deve estar pronto para sair...
Mas se mal me aguento para ver a carinha dele, por outro lado bate uma mistura de sentimentos sobre a gravidez. Foi um período incrivelmente calmo e saudável para mim. Ao contrário das minhas expectativas e dos meus medos, tudo correu muito normalmente, diria até que melhor que normal, tudo correu maravilhosamente bem! Exame após exame, consulta após consulta, nenhuma das complicações que a gente escuta falar e morre de medo...nada nem de longe chegou a assustar, nem as mordidas de pulga de Tegucigalpa, nem a sinusite que trouxe na bagagem de Honduras!
Então é difícil querer conscientemente que um período assim acabe. Uma época boa, que vai deixar muitas recordações felizes, quando sinceramente me senti plena e abençoada a cada dia que se passava. Mas agora acho vou me preparando para completar mais esta etapa e começar outra.
Para quem não sabe, a menos que haja complicações previstas, aqui nos States não se marca data de parto. Então tive que esperar até hoje – a tal data provável do parto (que pelo jeito não vai acontecer) – para tomar as próximas decisões. Vou conversar com a médica mais tarde e devemos ter mais notícias, inclusive a data da possível indução do parto. Jamais cogitaria induzir antes de hora, mas com mais de 40 semanas no quentinho, o Joaquim deve estar pronto para sair...
December 3, 2010
Ainda Não Chegou a Hora
Se dissesse que não estou ansiosa, estaria mentindo, mas dentro do possível a rotina segue normal. Ninguém acredita que ainda estou trabalhando, mas se tivesse opção, só sairia do escritório direto para o hospital. Como meu trabalho é muito legal e as pessoas são ótimas, me sinto perfeitamente bem e tenho certeza que se entrasse em trabalho de parto lá, teria vários voluntários para me levar para o hospital.Mas como precisávamos decidir por uma data e completo 40 semanas na segunda, nada mais justo do que terminar a semana e depois curtir uns dias em casa.
Até os médicos dizem que seja lá o que eu esteja fazendo está funcionando, pois até então -- bate na madeira bangalô três vezes -- esta gravidez tem sido nota mil. Então acho que foi-se o tempo que a mulher precisava ficar nove ou dez meses reclusa tricotando sapatinhos para o filhote e esperando o tempo passar. (Nada contra quem faz por opção, mas definitivamente não é a minha praia!)
Se no início, queria provar para todo mundo, a começar por mim mesma, que gravidez não era doença e que eu não precisava de tratamento especial ou tarefas café-com-leite, no final eu mesma me surpreendi ao constatar que não faltei um só dia ao trabalho ou deixei de completar um projeto sequer, e olha que eles incluíram duas semanas em Honduras, sendo que dois dias na selva, a organização de uma exposição de fotos no Congresso Americano, inúmeras publicações no prazo e dias de trabalho de nove a onze horas. O mais legal é que nada disto foi imposto, fiz porque quis e me senti bem. Acho que no fim das contas, ganhamos a empresa, o meu chefe e eu e lição que ficou é que quando há compreensão e apoio mútuos, as coisas sempre correm mais facilmente.
Mas fora isto, estou pronta para o grande acontecimento, para o início do resto de nossas vidas. As contrações têm aumentado em número e intensidade -- o pessoal do trabalho morre de susto cada vez que me encolho! -- mas ainda não são constantes ou rítmicas, já tenho quase 3 cm de dilatação e a espessura do colo do útero ja afinou 70%. Tudo isto é ótimo sinal, mas não quer dizer absolutamente nada. Posso entrar em trabalho de parto hoje mesmo ou posso ter que esperar mais uma semana. Vamos ver!
Segunda, que seria a data provável do parto, tenho nova consulta e se o Joaquim não tiver chegado até lá, vamos conversar sobre indução...
Às vezes acho que a ficha ainda não caiu... Dá para acreditar que até o Natal vamos ter mais uma pessoa por aqui?
Até os médicos dizem que seja lá o que eu esteja fazendo está funcionando, pois até então -- bate na madeira bangalô três vezes -- esta gravidez tem sido nota mil. Então acho que foi-se o tempo que a mulher precisava ficar nove ou dez meses reclusa tricotando sapatinhos para o filhote e esperando o tempo passar. (Nada contra quem faz por opção, mas definitivamente não é a minha praia!)
Se no início, queria provar para todo mundo, a começar por mim mesma, que gravidez não era doença e que eu não precisava de tratamento especial ou tarefas café-com-leite, no final eu mesma me surpreendi ao constatar que não faltei um só dia ao trabalho ou deixei de completar um projeto sequer, e olha que eles incluíram duas semanas em Honduras, sendo que dois dias na selva, a organização de uma exposição de fotos no Congresso Americano, inúmeras publicações no prazo e dias de trabalho de nove a onze horas. O mais legal é que nada disto foi imposto, fiz porque quis e me senti bem. Acho que no fim das contas, ganhamos a empresa, o meu chefe e eu e lição que ficou é que quando há compreensão e apoio mútuos, as coisas sempre correm mais facilmente.
Mas fora isto, estou pronta para o grande acontecimento, para o início do resto de nossas vidas. As contrações têm aumentado em número e intensidade -- o pessoal do trabalho morre de susto cada vez que me encolho! -- mas ainda não são constantes ou rítmicas, já tenho quase 3 cm de dilatação e a espessura do colo do útero ja afinou 70%. Tudo isto é ótimo sinal, mas não quer dizer absolutamente nada. Posso entrar em trabalho de parto hoje mesmo ou posso ter que esperar mais uma semana. Vamos ver!
Segunda, que seria a data provável do parto, tenho nova consulta e se o Joaquim não tiver chegado até lá, vamos conversar sobre indução...
Às vezes acho que a ficha ainda não caiu... Dá para acreditar que até o Natal vamos ter mais uma pessoa por aqui?
November 30, 2010
Ritmo de Fim de Festa...ou de Começo!?
Não estou nem acreditando que s coisas aqui no trabalho têm se desenrolado tão bem. Meus projetos vão chegando ao final, dentro dos prazos estipulados, sem grandes estresses. Que alívio!
Mas se eu estou tranquila e aliviada o mesmo não pode ser dito sobre os coitados ao meu redor. No trabalho, se me atraso um pouquinho, todo mundo entra em pânico. Se desço e demoro mais pra voltar, já tem gente me ligando pra saber se preciso de ajuda. A cadeira de rodas continua aqui no escritório. Meus pais aqui não me deixam mais dirigir sozinha pra lugar nenhum e o Blake quer saber detalhes de cada espirro que eu dou. Ele torce para que o Joaquim chegue amanhã – dia do aniversário dele – mas estou achando difícil. Acho que ele vai esperar o fim de semana...
Claro que nada pode preparar a gente para uma coisa destas, mas dentro do possível, já fizemos tudo que podíamos. Já revisei a minha mala e a do Joaquim 50 mil vezes, já fiz todos os checklists que pude encontrar, mas tenho certeza que vamos esquecer alguma coisa importante. C’ést la vie.. O bom é que o hospital é relativamente perto de casa e contanto que a neve não chegue para atrapalhar tudo – acho que este ano ela não vem muito cedo – dá para circular tranquilamente.
A barriga já baixou, a minha cara está bem redondinha, então acho que dentro de no máximo 10 dias vamos conhecer o novo membro da família Duran Baron...
Vou tentar deixar o pessoal aqui informado, pelo menos pelo Facebook.
Mas se eu estou tranquila e aliviada o mesmo não pode ser dito sobre os coitados ao meu redor. No trabalho, se me atraso um pouquinho, todo mundo entra em pânico. Se desço e demoro mais pra voltar, já tem gente me ligando pra saber se preciso de ajuda. A cadeira de rodas continua aqui no escritório. Meus pais aqui não me deixam mais dirigir sozinha pra lugar nenhum e o Blake quer saber detalhes de cada espirro que eu dou. Ele torce para que o Joaquim chegue amanhã – dia do aniversário dele – mas estou achando difícil. Acho que ele vai esperar o fim de semana...
Claro que nada pode preparar a gente para uma coisa destas, mas dentro do possível, já fizemos tudo que podíamos. Já revisei a minha mala e a do Joaquim 50 mil vezes, já fiz todos os checklists que pude encontrar, mas tenho certeza que vamos esquecer alguma coisa importante. C’ést la vie.. O bom é que o hospital é relativamente perto de casa e contanto que a neve não chegue para atrapalhar tudo – acho que este ano ela não vem muito cedo – dá para circular tranquilamente.
A barriga já baixou, a minha cara está bem redondinha, então acho que dentro de no máximo 10 dias vamos conhecer o novo membro da família Duran Baron...
Vou tentar deixar o pessoal aqui informado, pelo menos pelo Facebook.
November 28, 2010
Notícias
Apesar da loucura que tem sido os últimos dias -- o que só tende a piorar -- vou procurar atualizar o blog diariamente nesta reta final.
Fomos à médica na sexta e está tudo ótimo comigo e com o Joaquim. Para quem tem um histórico de saúde "rico e diversificado" ter uma gravidez sem nenhum susto só pode ser bênção divina. Até a minha pressão -- que sempre foi bem baixa mas que normalmente muda no fim da gravidez -- continua ridícula. Graças a Deus. É verdade que dei uma "explodida" nas últimas semanas no que diz respeito a peso, mas na última consulta, tinha perdido um quilo. (Outro milagre divino!)
O Joaquim, que concorre ao título de bebê mais dançante do mundo, pois não para quieto, parece que mexe tudo, menos a cabeça, o que é o mais importante nesta hora! Sendo assim, está na posição perfeita para sua estreia. Já disse aqui várias vezes que estou preparada para parto normal ou cesárea, mas saber que não vai ser cesárea de cara é uma alívio.
As malas -- minha, do Joaquim e do Blake -- estão todas prontas. A cadeirinha do carro está devidamente instalada e inspecionada pela polícia -- sim, aqui o negócio é sério!
Meus pais já estão aqui e aos poucos vão se adaptando -- como podem! -- ao frio que fez fazendo e só tende a piorar.
Ao que tudo indica, minha irmã vai conseguir vir, depois do nascimento do Joaquim, para para uma passagem meteórica, mas o importante é que ela vai conhecê-lo.
Bom, acho que é só. Como tudo tem progredido superbem e meu corpo já apresenta sinais de parto iminente, tudo leva a crer que o Joaquim não vá passar muito da data prevista, 6 de dezembro. Se ele passar, provavelmente serei induzida até o dia 11. Em todo caso, meu instinto materno acha que não vou precisar... E se precisar, também vou estar pronta.
Fomos à médica na sexta e está tudo ótimo comigo e com o Joaquim. Para quem tem um histórico de saúde "rico e diversificado" ter uma gravidez sem nenhum susto só pode ser bênção divina. Até a minha pressão -- que sempre foi bem baixa mas que normalmente muda no fim da gravidez -- continua ridícula. Graças a Deus. É verdade que dei uma "explodida" nas últimas semanas no que diz respeito a peso, mas na última consulta, tinha perdido um quilo. (Outro milagre divino!)
O Joaquim, que concorre ao título de bebê mais dançante do mundo, pois não para quieto, parece que mexe tudo, menos a cabeça, o que é o mais importante nesta hora! Sendo assim, está na posição perfeita para sua estreia. Já disse aqui várias vezes que estou preparada para parto normal ou cesárea, mas saber que não vai ser cesárea de cara é uma alívio.
As malas -- minha, do Joaquim e do Blake -- estão todas prontas. A cadeirinha do carro está devidamente instalada e inspecionada pela polícia -- sim, aqui o negócio é sério!
Meus pais já estão aqui e aos poucos vão se adaptando -- como podem! -- ao frio que fez fazendo e só tende a piorar.
Ao que tudo indica, minha irmã vai conseguir vir, depois do nascimento do Joaquim, para para uma passagem meteórica, mas o importante é que ela vai conhecê-lo.
Bom, acho que é só. Como tudo tem progredido superbem e meu corpo já apresenta sinais de parto iminente, tudo leva a crer que o Joaquim não vá passar muito da data prevista, 6 de dezembro. Se ele passar, provavelmente serei induzida até o dia 11. Em todo caso, meu instinto materno acha que não vou precisar... E se precisar, também vou estar pronta.
November 23, 2010
Y así pasan los días
Hoje tem a tal prova da cidadania. Todo mundo diz que é fácil, mas pra quem lida com a imigração americana há quase 20 anos -- e todos os vistos possíveis e imagináveis que uma pessoa pode ter -- dá um alívio muito grande saber que esta pode -- e se Deus quiser vai -- ser a minha última interação com eles.
É incrível como facilitam a vida de quem casa com cidadão americano. Tudo bem que sou muito a favor da família, mas acho errado que um Zé Mané qualquer -- vide o pseudo-errorista da Times Square -- possa ter a cidadania americana em quatro anos só por ter casado (sabe-se lá que de fato ou não) com cidadão/cidadã americano/a e um profissional altamente gabaritado que paga seus impostos em dia e contribui para a sociedade fique a mercê de quotas por um simples green card. Tenho amigos que esperaram mais de dez anos e passaram altos perrengues para ter a residência e ainda têm que esperar mais ainda pela tal cidadania. Não acho justo, nem para eles nem para o país, que acolhe párias a torto e a direito e não tem como acolher intelectuais ou profissionais bem preparados.
Mas como não estou aqui para consertar o mundo, vou fazer o que me cabe para defender o meu e tratar de passar logo neste teste para não ter que me preocupar em mandar papel e pagar mais taxa para permanecer aqui. O Blake é que vai ter que se virar registrando o Joaquim tanto aqui nos States quanto nos Consulados/Embaixadas do Brasil e da Espanha, mas acho que não vai ser nenhum bicho de sete cabeças.
Amanhã chegam meus pais e quinta é Thanksgiving, então, como já está praticamente tudo pronto e eu completei 38 semanas ontem, o Joaquim sabe que a partir deste fim de semana, sua chegada está mais que liberada...
Até o carrinho está montado, mas aí já é assunto para outro post!
É incrível como facilitam a vida de quem casa com cidadão americano. Tudo bem que sou muito a favor da família, mas acho errado que um Zé Mané qualquer -- vide o pseudo-errorista da Times Square -- possa ter a cidadania americana em quatro anos só por ter casado (sabe-se lá que de fato ou não) com cidadão/cidadã americano/a e um profissional altamente gabaritado que paga seus impostos em dia e contribui para a sociedade fique a mercê de quotas por um simples green card. Tenho amigos que esperaram mais de dez anos e passaram altos perrengues para ter a residência e ainda têm que esperar mais ainda pela tal cidadania. Não acho justo, nem para eles nem para o país, que acolhe párias a torto e a direito e não tem como acolher intelectuais ou profissionais bem preparados.
Mas como não estou aqui para consertar o mundo, vou fazer o que me cabe para defender o meu e tratar de passar logo neste teste para não ter que me preocupar em mandar papel e pagar mais taxa para permanecer aqui. O Blake é que vai ter que se virar registrando o Joaquim tanto aqui nos States quanto nos Consulados/Embaixadas do Brasil e da Espanha, mas acho que não vai ser nenhum bicho de sete cabeças.
Amanhã chegam meus pais e quinta é Thanksgiving, então, como já está praticamente tudo pronto e eu completei 38 semanas ontem, o Joaquim sabe que a partir deste fim de semana, sua chegada está mais que liberada...
Até o carrinho está montado, mas aí já é assunto para outro post!
November 17, 2010
Mais vídeos educativos
Como acho que não vai dar tempo de fazer a aula de amamentação, peguei na biblioteca o vídeo que tinham me recomendado.
Como várias pessoas próximas tiveram muita dificuldade nesta fase queria estar mais ou menos preparada para a situação – ao mesmo tempo que estou 100% consciente de que na hora muda tudo!
Uma coisa que me intriga sobre estes vídeos é que eles escolhem pessoas estranhíssimas como personagens. Não quero julgar ninguém, mas ao assistir um vídeo educativo seria no mínimo interessante poder ver alguém, digamos assim, que se pareça com a gente, que esteja na média. Sou muito acostumada com esta turma alternativa até porque apesar de bem mainstream, sempre fui ligada em medicina alternativa, terapias holísticas e etc., mas assitir vídeos e mais vídeos onde os personagens principais parecem saídos de hospícios é dose!
A pergunta que não me sai da cabeça é “Se o objetivo do documentário é desmitificar a amamentação ou o parto normal, por que diabos escolhem os freaks para ilustrar o assunto?” Não tem ninguém na média, só povo hipongo que parece que perdeu o caminho de volta de Woodstock. O triste é que é difícil enxergar credibilidade numa coisa assim...
Bom, talvez seja este um novo nicho: usar presonagens relativamente normais, que trabalhem e tenham vidas bem medianas, como estrelas dos novos vídeos educativos para gestantes... Querem que a gente encare estas coisas como algo normal, mas tudo que se vê por aí – tanto nos vídeos educativos quanto nos reality shows (Kate Plus Eight, Octomom, the Duggars & cia.) é um verdadeiro circo.
Como várias pessoas próximas tiveram muita dificuldade nesta fase queria estar mais ou menos preparada para a situação – ao mesmo tempo que estou 100% consciente de que na hora muda tudo!
Uma coisa que me intriga sobre estes vídeos é que eles escolhem pessoas estranhíssimas como personagens. Não quero julgar ninguém, mas ao assistir um vídeo educativo seria no mínimo interessante poder ver alguém, digamos assim, que se pareça com a gente, que esteja na média. Sou muito acostumada com esta turma alternativa até porque apesar de bem mainstream, sempre fui ligada em medicina alternativa, terapias holísticas e etc., mas assitir vídeos e mais vídeos onde os personagens principais parecem saídos de hospícios é dose!
A pergunta que não me sai da cabeça é “Se o objetivo do documentário é desmitificar a amamentação ou o parto normal, por que diabos escolhem os freaks para ilustrar o assunto?” Não tem ninguém na média, só povo hipongo que parece que perdeu o caminho de volta de Woodstock. O triste é que é difícil enxergar credibilidade numa coisa assim...
Bom, talvez seja este um novo nicho: usar presonagens relativamente normais, que trabalhem e tenham vidas bem medianas, como estrelas dos novos vídeos educativos para gestantes... Querem que a gente encare estas coisas como algo normal, mas tudo que se vê por aí – tanto nos vídeos educativos quanto nos reality shows (Kate Plus Eight, Octomom, the Duggars & cia.) é um verdadeiro circo.
November 16, 2010
Reta final
Cadeirinha de bebê devidamente instalada no carro do Blake, roupinhas lavadas, malas prontas e praticamente tudo preparado. Só faltam as mamadeiras e a lata de leite em pó just in case.
Sábado conhecemos as doulas de Johns Hopkins e elas parecem ótimas. Acho que vai ser legal ter alguém mais experiente e menos envolvido dando apoio moral na hora h. Não me importo em ter muitas visitas antes e depois, mas durante o nascimento, só quero minha mãe e o Blake. O único problema é que a minha mãe não sabe se vai aguentar e o Blake fica supertenso nestas horas. Está todo mundo achando engraçado o fato de eu estar supercalma e o Blake uma pilha. Vamos ver como vai ficar no final...
Acho que muitas decisões já foram tomadas e as outras vão ficar a cargo de Deus e dos médicos.
Sábado conhecemos as doulas de Johns Hopkins e elas parecem ótimas. Acho que vai ser legal ter alguém mais experiente e menos envolvido dando apoio moral na hora h. Não me importo em ter muitas visitas antes e depois, mas durante o nascimento, só quero minha mãe e o Blake. O único problema é que a minha mãe não sabe se vai aguentar e o Blake fica supertenso nestas horas. Está todo mundo achando engraçado o fato de eu estar supercalma e o Blake uma pilha. Vamos ver como vai ficar no final...
Acho que muitas decisões já foram tomadas e as outras vão ficar a cargo de Deus e dos médicos.
November 9, 2010
Forma de Bola

Cada dia fica mais difícil achar uma roupa – seja pra trabalhar, ir ao supermercado ou o que seja. Acho que vou ter que me conformar e usar os mesmos vestidos e leggings nas próximas quatro ou cinco semanas. Sim, pois me recuso a comprar qualquer coisa de gestante nesta altura do campeonato!
Não estou reclamando da vida, muito pelo contrário, só fazendo uma constatação. A gravidez tem sido tranquila, até a azia que estava me chateando um pouco resolveu dar uma trégua, graças a Deus não inchei nada, minha pressão não subiu, nem a glicose e o ganho de peso tem ficado dentro do esperado. Para uma “mãe em idade avançada,” dei muita sorte. Aliás não me conformo muito com a minha idade cronológica, me sinto e me acho muito mais nova... Por outro lado, a minha octagenária avó sempre me disse isto, então devo estar ficando velha mesmo!
Mas voltando ao tema do post, nada pode ficar bem ou chique numa pessoa cuja barriga mede 36 cm!!! Comprei uma túnica foférrima três semanas atrás para usar no chá de bebê com uma legging – Deus abençoe quem inventou as leggings e mais ainda quem decretou a volta delas este ano!!! Quem disse que consegui?! A tal túnica que estava larguinha em meados de outubro, está apertada e estamos falando do início de novembro!
Acho que tenho que me conformar mesmo...já avisei pra galera do trabalho, que está longe de ser a “fashion police” pra pegar leve até o mês que vem. Acho que vou empacotar o resto do meu armário! Dá agonia olhar tanta roupa sem nenhuma serventia...
Bem que já tinham me dito que as modelos nos catálogos de roupas de gestante ou não estavam grávidas ou estavam no máximo no quinto mês. Faz muito sentido!
November 7, 2010
Chá de Bebê
Acima algumas fotos do chá de bebê de ontem. Quem aparece sempre aqui deve estar se perguntando se o chá já não foi outro dia... A resposta é que o chá de ontem foi o terceiro da série. As normas de etiqueta americanas são um pouquinho diferentes do que a gente está acostumada no Brasil. Se aqui é considerado faux pas alguém organizar o próprio chá, seja ele de panela ou de bebê, por outro lado não há limites de quantas festas alguém pode receber. Para minha surpresa, no meu caso serão quatro! Tribos diferentes, agendas ocupadas e muita felicidade!
O primeiro chá de bebê foi organizado pela família do Blake, na casa da minha sogra, e foi bem bacana. O segundo foi supresa para o Blake, já que foi todo organizado pelos colegas de trabalho dele. O terceiro foi planejado por uma amiga minha e reuniu praticamente minhas vizinhas e colegas de trabalho -- uma vez que já tive vários empregos desde que cheguei aqui. E esta semana, as minhas amigas de trabalho que não puderam vir aqui ontem vão organizar alguma coisa. Não sei muito bem o que vai ser, mas estou contente, nunca vi uma criança tão festejada como o Joaquim.
Aliás nunca festejei tanto quanto semana passada. O meu aniversário que seria bem low profile acabou sendo comemorado a semana inteira, desde o almoço de segunda até o happy hour de sexta. A galera do trabalho é animada. (Interessante vai ser ver quanto estou pesando amanhã, já que ontem à noite passei a usar as calças de pijama do Blake!)
Antes que me esqueça, o adorno que tenho na cabeça também faz parte da tradição americana: os laços e papéis de presente são todos colados num prato de papel que vira chapéu. Nem me perguntem o porquê!
November 4, 2010
Banco de Cordões Umbilicais
Em mais uma das decisões que temos que tomar antes do nascimento do Joaquim está a preservação do cordão umbilical. Ao contrário da tendência no Brasil, onde quase todos os meus amigos armazenaram o sangue do cordão cumbilical dos filhos, aqui nos States ninguém que eu conheço teve a mesma atitude e até mesmo os médicos se mostram reticentes quanto ao assunto. “É uma como uma apólice de seguro, uma aposta. Até agora não há nada provado,” sempre me dizem quando pergunto.
Numa das discussões sobre o assunto no curso de gestantes, alguém sugeriu uma outra alternativa: doar para um banco público de cordões umbilicais. Achei a ideia legal, pois além de contribuir para um bem maior, supostamente eles poderiam localizar o seu material específico em caso de necessidade.
O Blake começou as pesquisas e tivemos duas surpresas: não há nenhum hospital cadastrado para fazer este tipo de procedimento em Maryland e eu, por razões de saúde, não posso ser doadora! Tendo em vista o novo cenário, me pus a pensar...se meu material não é bom para os outros, também não deve ser bom para o meu filho...
Ainda preciso conversar melhor com os médicos e bancos, mas se isto for mesmo verdade, vou ficar até mais tranquila com a decisão de não armazenar...
Mudando um pouco de assunto, mas ainda no tema de transplante, soube anteontem que a minha amiga Dawn faleceu. O mais inacreditável e que na quinta-feira passada, quando soube que ela tinha voltado para o hospital, decidi passar lá para vê-la e ela estava ótima! Muito bem disposta, falante, se levantando e andando sozinha, cheia de energia.
A Dawn tinha feito três transplantes mas a leucemia jamais tinha dado trégua. Apesar disto, ela nunca perdeu o senso de humor e a fé. Ela morreu rezando o terço depois de se sentir mal, já em casa. A família diz que apesar de surpresa com a morte repentina – todos sabiam da gravidade do caso, mas ultimamente ela tinha tido uma boa melhora – se sentem aliviados por saber que ela não sofreu. Foi uma luta árdua que durou 14 meses e por incrível que pareça nem uma vez ouvi Dawn ou alguém da família reclamar de coisa alguma... Toda vez que os vi, estavam otimistas e felizes em me ver.
A Dawn foi a primeira pessoa a ver as imagens da última ultra do Joaquim e ficou superfeliz por mim... Me confessou também que sua irmã tinha acabado de saber que estava grávida e que o bebê ia nascer pertinho do aniversário dela... Nestas horas acho que nada acontece por acaso.
Foi bom tê-la visto em um dia tão bom e especial, pois é esta a imagem que vou guardar dela... Mais um anjo no céu.
Numa das discussões sobre o assunto no curso de gestantes, alguém sugeriu uma outra alternativa: doar para um banco público de cordões umbilicais. Achei a ideia legal, pois além de contribuir para um bem maior, supostamente eles poderiam localizar o seu material específico em caso de necessidade.
O Blake começou as pesquisas e tivemos duas surpresas: não há nenhum hospital cadastrado para fazer este tipo de procedimento em Maryland e eu, por razões de saúde, não posso ser doadora! Tendo em vista o novo cenário, me pus a pensar...se meu material não é bom para os outros, também não deve ser bom para o meu filho...
Ainda preciso conversar melhor com os médicos e bancos, mas se isto for mesmo verdade, vou ficar até mais tranquila com a decisão de não armazenar...
Mudando um pouco de assunto, mas ainda no tema de transplante, soube anteontem que a minha amiga Dawn faleceu. O mais inacreditável e que na quinta-feira passada, quando soube que ela tinha voltado para o hospital, decidi passar lá para vê-la e ela estava ótima! Muito bem disposta, falante, se levantando e andando sozinha, cheia de energia.
A Dawn tinha feito três transplantes mas a leucemia jamais tinha dado trégua. Apesar disto, ela nunca perdeu o senso de humor e a fé. Ela morreu rezando o terço depois de se sentir mal, já em casa. A família diz que apesar de surpresa com a morte repentina – todos sabiam da gravidade do caso, mas ultimamente ela tinha tido uma boa melhora – se sentem aliviados por saber que ela não sofreu. Foi uma luta árdua que durou 14 meses e por incrível que pareça nem uma vez ouvi Dawn ou alguém da família reclamar de coisa alguma... Toda vez que os vi, estavam otimistas e felizes em me ver.
A Dawn foi a primeira pessoa a ver as imagens da última ultra do Joaquim e ficou superfeliz por mim... Me confessou também que sua irmã tinha acabado de saber que estava grávida e que o bebê ia nascer pertinho do aniversário dela... Nestas horas acho que nada acontece por acaso.
Foi bom tê-la visto em um dia tão bom e especial, pois é esta a imagem que vou guardar dela... Mais um anjo no céu.
November 3, 2010
Chá de Bebê
Uma das coisas que mais me chama atenção por aqui é o envolvimento masculino quando o assunto é filho. A grande maioria dos pais americanos leva muito a sério o papel e tem uma participação enorme na educação e na criação dos filhos. Esta história de pai ter papel coadjuvante aqui não existe, pai é protagonista de primeira.
Muitas dicas valiosas que recebi vieram de homens! O meu chefe é ótima fonte de conhecimentos recentes -- foi ele que me disse para não empatar dinheiro numa bomba de leite caríssima e em vez disto, se tiver interesse, alugar uma do hospital, pelo menos para experimentar.
O conhecimento deles também é amplo, vai desde técnicas para colocar a criança para dormir, até as vantagens (?) de armazenar o cordão umbilical depois do parto. Acho isto muito legal e confesso que o apoio e a participação ativa do Blake me deixam bem mais confiante e tranquila.
As fotos são do chá de bebê que os amigos fizeram para ele no trabalho. Apesar de ter sido organizado por mulheres, os homens tiveram participação importante na divisão de tarefas... E viva a igualdade entre os sexos! (Até certo ponto!)
October 29, 2010
Joaquim Top Model
Ia falar de eleição, pois ando com tantas perguntas e tenho tanta coisa presa na garganta, mas decidi que tenho coisas mais interessantes para me ocupar.
Ontem, fomos a Hopkins para a última ultra antes do Joaquim nascer. Como diz o Blake, é tão bom ir até lá por um motivo feliz... Impressionante como muda tudo!
Esta ultra foi um pedido meu atendido pela minha médica, mas como não sou paciente de alto risco, precisava de um "motivo médico" e ela teve que citar "crescimento intrauterino abaixo do esperado". Mesmo me dizendo que o motivo era completamente forçado, a gente acaba ficanco um pouquinho preocupada. Eu já sou meio neurótica e meu ganho de peso reflete isto: passo um mês sem ganhar nada, depois engordo três quilos em duas semanas, para perder 300g na próxima consulta... A médica sempre me assegura que o que importa é o total e eu tenho me mantido dentro da meta.
Apesar de ter tido uma gravidez ótima, a gente sempre fica com uma pontinha de preocupação, então nada melhor que uma boa imagem, ou várias, para sanar qualquer dúvida.
Com 34 semanas e três dias, sabemos que o Joaquim pesava 2.7 kg (deve ter engordado mais um pouquinho nas últimas 24 horas!), tem bochechas enormes, cabelinho no topo da cabeça e boca grande... Hoje, pela manhã, quando veio me acordar, o Blake disse que ficou surpreso com a semelhança entre mim e o bebê. Será?
O negócio é esperar mais cinco semanas para conferir ao vivo!
October 27, 2010
Ultra
Tem muitos estudos aqui que dizem que pacientes encrenqueiros vivem mais e recebem melhor tratamento. Acho que por força das circunstâncias acabei me encaixando neste grupo.
Na consulta de ontem me queixei de câimbras fortíssimas que viram dores musculares e a minha médica me deu uma requisição para uma ultra com dopler na mesma hora. "Não deve ser nada, mas vamos tirar qualquer dúvida," me aconselhou. "Até lá, se sentir dor no peito ou dificuldade de respirar, me ligue e corra para o pronto-socorro." Graças a Deus não foi nada, mas confesso que gostei do zelo dela.
Quando pela trocentésima vez perguntei pela última ultra para ver o Joaquim, ela respondeu: "Você quer uma ultra mesmo, né? Vou conseguir uma para você." Explico: aqui nos States, para pacientes fora dos grupos de risco (euzinha, acreditam?!) o seguro só paga duas ultras, uma de 12 e outra de 20 semanas, então qualquer ultra extra, só por recomendação médica. Ela mediu minha barriga e disse que a barriga tinha crescido 1 cm em vez dos 2 cm de costume, então ela ia usar isto como motivo. "Nem se preocupe com isto, mas esta foi a única 'desculpa' que consegui para poder justificar sua ultra. Se você não quisesse a ultra, a gente nem media," me assegurou.
Então respirei mais aliviada...mas como sou encucada por natureza, fiquei um pouquinho tensa, até ler na minha Bíblia "O que esperar quando você esperando", que com 34 semanas sua barriga deve medir -- bingo! -- 34 cm!
Hoje fiz a tal ultra com dopler e deu tudo certo, graças a Deus. Só descobri, que as minhas veias são pequenas e finas nas pernas também...coisa maravilhosa!!! :)
Amanhã, vamos para Hopkins para ver o Joaquim. Se Deus quiser, vai dar tudo certo de novo e vamos conseguir vê-lo pela última vez antes de conhecê-lo ao vivo!
Felicidade...
Na consulta de ontem me queixei de câimbras fortíssimas que viram dores musculares e a minha médica me deu uma requisição para uma ultra com dopler na mesma hora. "Não deve ser nada, mas vamos tirar qualquer dúvida," me aconselhou. "Até lá, se sentir dor no peito ou dificuldade de respirar, me ligue e corra para o pronto-socorro." Graças a Deus não foi nada, mas confesso que gostei do zelo dela.
Quando pela trocentésima vez perguntei pela última ultra para ver o Joaquim, ela respondeu: "Você quer uma ultra mesmo, né? Vou conseguir uma para você." Explico: aqui nos States, para pacientes fora dos grupos de risco (euzinha, acreditam?!) o seguro só paga duas ultras, uma de 12 e outra de 20 semanas, então qualquer ultra extra, só por recomendação médica. Ela mediu minha barriga e disse que a barriga tinha crescido 1 cm em vez dos 2 cm de costume, então ela ia usar isto como motivo. "Nem se preocupe com isto, mas esta foi a única 'desculpa' que consegui para poder justificar sua ultra. Se você não quisesse a ultra, a gente nem media," me assegurou.
Então respirei mais aliviada...mas como sou encucada por natureza, fiquei um pouquinho tensa, até ler na minha Bíblia "O que esperar quando você esperando", que com 34 semanas sua barriga deve medir -- bingo! -- 34 cm!
Hoje fiz a tal ultra com dopler e deu tudo certo, graças a Deus. Só descobri, que as minhas veias são pequenas e finas nas pernas também...coisa maravilhosa!!! :)
Amanhã, vamos para Hopkins para ver o Joaquim. Se Deus quiser, vai dar tudo certo de novo e vamos conseguir vê-lo pela última vez antes de conhecê-lo ao vivo!
Felicidade...
October 25, 2010
Curso de Gestantes
Ontem passamos praticamente o dia inteiro no curso de gestantes e domingo que vem vai ser a mesma coisa: ficaremos trancafiados numa sala com mais uns casais. Como tudo por aqui, o curso parecia uma assembleia da ONU de tanta diversidade étnica. Os representantes de sempre: um casal indiano (ontem eram dois), um casal latino, um casal interracial/intercultural (ontem éramos nós!), um casal negro e um casal branco (ontem eram três). No nosso curso, só ficaram de fora os chineses, que são muitos por estes lados. Ah, ontem tinha também uma mulher sozinha, mas casada. Como moramos relativamente perto de Fort Meade, uma das maiores bases militares na Costa Leste, achei que o marido dela estivesse fora...
Estava achando que seria a mais barriguda do grupo, mas estamos todas mais ou menos esperando nossos bebês na mesma época – fim de novembro a início de janeiro. O curso em si é bem informativo e o legal é a chance de perguntar e ter as respostas ali, ao vivo e a cores. As instrutoras eram duas enfermeiras do próprio hospital que conheciam bem o riscado e, ao contrário do que ouvi dizer sobre alguns instrutores, eram bem abertas e nada xiitas.
Apesar da boa vontade delas, confesso que saímos de lá a ssustados. Não com as informações em si, mas com o tal filminho que elas botam para ilustrar as discussões. Socorro!!! Sabe aquela música, Eduardo e Monica, do Legião, que fala em “festa estranha com gente esquisita”? Então, nunca vi gente tão estranha na minha vida!!! Um povo que parecia ter saído de um filme de terror. Tudo bem que o filme era meio antigo – início dos anos 90 talvez – mas não me lembro de ter visto gente tão horrorosa na vida! Desde os crotes de cabelo – moicano, hello! – até o figurino do povo – mulheres de macacão jeans tipo overall OshKoshBegosh! – sem falar nos penteados e na maquiagem...
Podem me chamar de fútil ou preconceituosa, mas a aparência do elenco, sinceremante desviava minha atenção. E o fato do povo ficar urrando no hospital e contorcendo pelos corredores também não ajudou muito. Fora os detalhes gráficos demais pro meu gosto – e olhem que nem sou fresca! Teve umc asal que pediu para o médico/a parteira levar a placenta até a cama numa espécie de ritual... Negócio meio macabro! Bizonho!
Mas passando o susto, ficamos com boas ideias e sugestões. Além da consultora de amamentação que já estava nos planos, estou pensando em contratar uma doula, ou uma birthing coach, que é uma pessoa treinada que fica com a mãe durante todo o trabalho de parto. Já que ao que tudo indica que o parto vai ser normal, pois NÃO sou uma grávida de alto risco, já vi que vou entrar em trabalho de parto e como aqui nos States, o médico só dá as caras na hora de segurar o bebê e as enfermeiras se dividem entre pacientes, acho que é melhor cercar por todos os lados. Aqui, se a gente quiser ter atenção total, o melhor a fazer é contratar uma destas pessoas, normalmente mulheres, que têm experiência e podem dar toda assistência neste período delicado. Vou começar a buscar umas referências, pois desconfio que o Blake vai estar uma pilha na hora H...
E para acabar o dia, resolvemos tirar umas fotos da barriga pertinho de casa. Admito que tenho sido bem relapsa e ouvido muitas reclamações do pessoal aqui e no Brasil, então pra quem ainda não viu o Facebook, coloco umas fotos recentes no blog...
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