March 13, 2008

As fotos aqui debaixo...

Não estranhem este bando de fotos no blog de hoje. Elas têm uma explicação bem simples: tinha um monte de gente pedindo para ver as fotos da decoração do casório e como a fotógrafa tirou do site dela (afinal já vamos fazer um ano de casados!!!!), achei melhor colocar aqui. Aliás, preciso dar os créditos das fotos, tiradas pela Patrícia Figueira e pelo Marcelo, dois profissionais maravilhosos que retrataram lindamente o dia mais importante da minha vida.

Quem foi ao casamento vai lembrar... E que não foi vai poder dar uma olhada. Na época foi um stress, mas valeu muito a pena. As cores foram arriscadas. O Denis, que produziu a festa, relutou até o último minuto para usar o rosa, mas depois entrou no clima completamente.

Adorei o resultado, mas obviamente sou suspeita. A noiva era eu e rosa é minha cor preferida. Lilás/lavanda também fica no topo do ranking. Amei o toque romântico e Provence...

Ah se pudesse voltar no tempo...

Mas não posso, então tenho que cuidar muito bem da minha saúde para poder celebrar meus 60 anos de casada inteiríssima e a base de muito brócolis e tofu! :)

Decoração - parte 3




Decoração - parte 2





Casamento - Decoração




March 12, 2008

Receitinha Vegana!



Para mudar de assunto, este post não vai falar de doença, mas de saúde! Minha mãe certamente vai dar Graças a Deus, ela não perde a oportunidade de dizer que eu devia falar de outros assuntos aqui no blog. Então em homenagem a ela, aí vai...

Aliás se ela for ler este blog, não vai nem acreditar que a filha está alardeando seus "dotes domésticos". Parece até piada. Quem diria que iria me transformar não numa desperate housewife, mas numa vegan housewife... Milagres acontecem e daqui a dois dias vai fazer um mês que mudamos radicalmente nossa alimentação.

E para comemorar antecipadamente, vou dividir uma receitinha de chili muito legal, que eu eu o Blake acabamos de inventar. O plano era seguir uma outra receita que encontrei online, mas como fomos aos supermercado e esqueci de comprar vários ingredientes, tive que usar a criatividade. E o resultado foi ótimo. Podem experimentar...

Vamos lá então:

 CHILI DE TEMPEH & TOFU DA DANI
 1 1/2 pacotes de tempeh em picados em cubos

1/2 pacote de tofu seco (extra-firme)picados em cubos
 1 abobrinha grande
 1/2 cebola grande picada
 4 or 5 dentes de alho, picados
 2 latas de molho de tomate
 1 lata de milho em conserva
 1 pimentão vermelho grande
 1 latinha de pimentas (chili)
 2 latas de feijão (vermelho e preto)
 1 saquinho de pó de chili 
 1 colher de sopa de gengibre em pó ou em pasta
 Salsinha a gosto

Cumim a gosto


Picar tudo em pequenos cubos.

Fritar a cebola e o alho.

Adicionar o molho de tomate, as verduras e o gengibre.

Por último, colocar o milho e o feijão (já cozido).

Cozinhar tudo numa panela grande e até ferver.

Depois abaixar o fogo e deixar cozinhar por 30 minutos.

Servir sobre arroz, polenta ou massa.


Bon appétit!


Por que tenho que lutar pelo "meu" câncer???

Detesto ter que chamar este "treco" de meu, mas de que outra maneira posso identificar este problema que tive? Sei que O Segredo diz que nunca devemos dizer coisas tipo "a minha doença", "o meu câncer" para que esta "coisa ruim" não fique associada a nós, mas como então chamar atenção para uma questão que parece muito distante para a maioria das pessoas, a menos que elas identifiquem que foi o tal câncer que me afetou?

Querendo ou não querendo, tive câncer de fígado. Isto é fato, nunca foi escolha. E escolha é e sempre foi enfrentar o problema de frente e lutar contra ele. Em primeiro lugar, precisei conhecer o inimigo muito bem, o que fiz sem problema, mas agora preciso reunir aliados na minha luta. Preciso que as pessoas se conscientizem que esta doença existe e que, assim como outros tipos de câncer, precisa ser erradicada.

Para começo de conversa não devemos confundir o câncer primário com o câncer secundário de fígado. Deixa eu explicar melhor: tive câncer primário de fígado, o que quer dizer que ele teve início nas minhas células hepáticas e não chegou até o fígado como resultado de metástese, como é mais comum. No meu caso, graças a Deus, o câncer ficou restrito ao meu fígado e pôde ser ressecado (ou removido através de cirurgia).

Apesar de ser a quinta forma mais comum de câncer no mundo, pouco se escuta falar nele. De acordo com dados do Cancer Blog, o câncer de fígado afeta 700.000 pessoas no mundo, com 18.000 casos registrados nos EUA em 2006 e mais de 19.000 estimados em 2007. A incidência de casos nos EUA dobrou na última década e mais de 16.000 pessoas devem morrer vítimas da doença só este ano. Achou pouco? O mais assustador é saber que ele é capaz de matar quase todos os pacientes em menos de um ano e mesmo assim ninguém fala nele.

Querem um exemplo: A American Cancer Society (ACS) vende luminárias que têm as cores de todos, ou melhor, quase todos os tipos de câncer. Quem não sabe que o lacinho rosa indica câncer de mama? Só por curiosidade, a tabela das cores da ACS é a seguinte:
  • câncer do cérebro: cinza
  • câncer de mama: rosa
  • câncer infantil: dourado
  • câncer de intestino: azul royal
  • câncer em geral: lavanda
  • lecemia: laranja
  • câncer de pulmão: pérola/branco
  • linfoma: vermelho
  • melanoma: preto
  • mieloma múltiplo: vinho
  • câncer de ovário: turqueza
  • câncer do pâncreas: roxo
  • câncer de próstrata: azul claro
  • câncer de testículo: orquídea (uma mistura de rosa e lilás)
Pois é, nem sei que cor é essa orquídea, mas o pessoal do câncer de testículo tem a sua cor, ao passo que o pessoal do fígado tem que se contentar com o lavanda, que é a cor do "câncer geral". Como assim "câncer geral"? Se todo mundo pode dar nome aos bois, por que logo eu tenho que ficar no limbo? Tudo bem que eu adoro lavanda, mas será que depois de duas cirurgias, quimioterapia, zilhões de exames e dias e mais dias no hospital não tenho direito à minha própria corzinha? É pedir muito? Será que é por eles acharem que não sobra ninguém para contar a história que eles nem se animam a designar um cor específica para os pacientes de câncer do fígado? E eu não conto?

Acho que vou lançar uma campanha: "Câncer do fígado também é câncer!" Confesso que de vez em quando até bate uma inveja quando vejo coisas rosinhas para vender. Aqui nos EUA então em outubro, mês do câncer de mama, só se fala nisso. Todos os supermercados têm prateleiras inteiras cheias de produtos em embalagens especiais e campanhas de arrecadação de fundos para a pesquisa sobre o câncer de mama. Sorte deles que têm zilhões de grupos de apoio, camisetas fofinhas, celebridades gravando comerciais, campanhas publicitárias cool...e ainda usam o rosa, minha cor favorita!!!

Mas para variar, eu não podia fazer parte da maioria fofinha. Tinha que ter um treco que só dá em homem velho, pobre de país de Terceiro Mundo. Ainda por cima é ligado à cirrose e hepatite C, ou seja, o povo ignorante vai logo pensando que a doença é castigo para pinguço promíscuo. Vai dormir com um barulho destes! E depois ainda dizem que há tabu envolvendo os cânceres de mama e de intestino!

Outro dia passou pela minha cabeça, cada vez mais louca, uma idéia no mínimo mórbida: o câncer de fígado precisa de um(a) garoto(a)-propaganda. Precisamos de uma celebridade, de preferência bonita, simpática e de aparência saudável, para militar pela nossa causa. Vocês não sabem a diferença que isto faria.

Falo muito sério. Como a incidência da doença é maior na Ásia e na África e representa somente 5% dos casos nos EUA e na Europa, quase não há pesquisas em andamento, se compararmos com os outros tipos de câncer mais célebres, como mama ou pele.

A tal celebridade seria uma forma de mostrar à opinião pública que este câncer perigoso está aí e precisa ser eliminado! Este câncer, que é um dos mais silenciosos e mortais, não pode escapar assim incólume. Obviamante a tal celebridade teria que sair viva da batalha, caso contrário não teria graça, pois o que nos falta são os tais sobreviventes! Talvez se tivéssemos mais sobreviventes, nossas vozes seriam mais fortes e quem sabe nossa causa ganharia mais visibilidade...

Mas não vou ficar aqui rezando para que uma pessoa bonita, saudável e carismática venha a ter uma doença tão horrível. Não desejaria isto ao meu pior inimigo. Muito pelo contrário, meu maior sonho é que NINGUÉM, nem mesmo o mais promíscuo dos pinguços, tenha que passar isso. É por isso que preciso gritar bem alto e sensibilizar mais pessoas para que mais seja feito para combater esta doença. A American Cancer Society que me aguarde...

Câncer de Intestino

Ontem fui à reunião da American Cancer Society e fui oficialmente nomeada Chair of Mission Delivery Committee. Já comecei colocando a mão na massa, conduzindo a sessão de abertura ou ice breaker exercise, como os americanos dizem. A minha nova função é divulgar a missão da American Cancer Society durante as reuniões e eventos e entre a comunidade local.

Ontem dividimos os participantes em dois times e fizemos perguntas sobre Colorectal Cancer ou Câncer de Intestino, outra forma agressiva da doença. Como este câncer ainda é tabu para muita gente, a ACS escolheu março para intensificar a campanha pelo diagnóstico precoce. A boa notícia é que se diagnosticado cedo, este tipo de câncer tem altíssimos índices de sobrevivência.

Então vou dividir o joguinho com vocês e aproveitar para levar a minha tarefa muito além das fronteiras do sul do estado de Maryland.

Vamos às perguntas:

  1. A partir de que idade as pessoas devem começar a fazer exames para detectar câncer de intestino?
  2. O Câncer de intenstino normalmente se incia com o quê?
  3. O câncer de intestino é o XXX tipo de câncer mais comum entre pacientes em todo o mundo.
  4. Se diagnosticado em seus estágios iniciais, qual porcentagem de pacientes atinge o índice de sobrevida de cinco anos?
  5. Qual é a porcentagem de casos câncer de intestino diagnosticada em fase incial?


Respostas:
  1. 50 anos
  2. Pólipo
  3. Terceiro
  4. 90%
  5. 39%
Acertaram muitas?

Algumas são mais difícil que outras, mas o certo mesmo é ficar atento para esta questão. Se você ou alguém que você ama já passou dos 50, este tipo de exame, por mais chato que possa parecer, tem que começar a virar rotina.