Para quem ainda está entrando no esquema,"ano novo, vida nova", aqui vai uma listinha para um ano mais tranquilo, que cá entre nós, todo mundo bem que merece.
São várias sugestões, tiradas deste site aqui, umas de bem fácil implementação... Vou tentar algumas, só não posso ficar estressada por não conseguir alcançar tudo ao mesmo tempo.
Para um 2009 mais zen, vamos tentar...
Get up 15 minutes earlier.
Prepare for the morning the night before.
Avoid tight fitting clothes.
Avoid relying on chemical aids.
Set appointments ahead.
Don't rely on your memory…write it down.
Practice preventive maintenance.
Make duplicate keys.
Say "NO" more often.
Set priorities in your life.
Avoid negative people.
Use time wisely.
Simplify meal times.
Always make copies of important papers.
Anticipate your needs.
Repair anything that doesn't work properly.
Ask for help with the jobs you dislike.
Break large tasks into bite-size portions.
Look at problems as a challenge.
Look for the silver lining.
Say something nice to someone.
Teach a kid to fly a kite.
Walk in the rain.
Schedule playtime into every day.
Take a bubble bath.
Believe in yourself.
Stop saying negative things to yourself.
Visualize yourself winning.
Develop your sense of humor.
Have goals for yourself.
Dance a jig.
Say hello to a stranger.
Ask a friend for a hug.
Look up at the stars.
Practice breathing slowly.
Learn to whistle a tune.
Read a poem.
Listen to a symphony.
Watch a ballet.
Read a story curled up in bed.
Do a brand new thing.
Stop a bad habit.
Buy yourself flowers.
Take time to smell the flowers.
Find support from others.
Ask someone to be your "Vent Partner."
Do it today.
Work at being cheerful and optimistic.
Put safety first.
Do everything in moderation.
Be aware of the decisions you make.
Pay attention to your appearance.
Strive for excellence NOT perfection.
Stretch your limits a little each day.
Look at a work of art.
Hum a jingle.
Maintain your weight.
Plant a tree.
Feed the birds.
Practice grace under pressure.
Stand up and stretch.
Always have a plan "B."
Learn a new doodle.
Memorize a joke.
Be responsible for your feelings.
Learn to meet your own needs.
Become a better listener.
Know your limitations and let others know them too.
Tell someone to have a good day in Pig Latin.
Throw a paper airplane.
Exercise every day.
Learn the words to a new song.
Get to work early.
Clean out one closet.
Play patty cake with a toddler.
Go on a picnic.
Take a different route to work.
Leave work early (with permission).
Watch a movie and eat popcorn.
Write a note to a far away friend.
Go to a ball game and scream.
Cook a meal and eat it by candlelight.
Recognize the importance of unconditional love.
Remember that stress is an attitude.
Keep a journal.
Practice a monster smile.
Remember you always have options.
Develop a support network of people, places and things.
Quit trying to "fix" other people.
Get enough sleep.
Talk less and listen more.
Freely praise other people.
Relax, watch a sunset.
Take one day at a time…you have the rest of your life to live.
January 13, 2009
Não se fala em outra coisa
O papo aqui nos arredores de Washington e Baltimore é um só: a posse de Barak Obama. Se a euforia tomou mesmo conta do país, acho que em poucos lugares a coisa é mais visível do que aqui no meu escritório, afinal a maioria esmagadora de funcionários aqui é negra.
Estes dias parece até que estou no Brasil -- tudo bem, vamos deixar as temperatura congelantes de lado -- mas o povo não para de falar no feriadão da semana que vem. Quer coisa mais brasileira? Na segunda-feira é feriado de Martin Luther King Jr., ponto facultativo em muitos lugares, mas aqui para nós é feriado e ponto. Na terça, 20 de janeiro, vai acontecer o fato mais esperado do milênio -- a posse! Só que este dia não é feriado, mas quem vai querer perder o grande dia?! Nem que seja em casa, todo mundo vai querer ver o discurso e a roupa da Michelle -- tomara que ela se reabilite, pois o vestido vermelho-hemorragia do dia da vitória foi dose.
Andei fazendo uma pesquisa informal por aqui e ao que parece ninguém está pensando em dar as caras por aqui. Tem gente que vai desafiar o frio e a multidão para estar no Mall; tem gente que vai assistir numa destas mega-igrejas aqui...só não tem gente animada para vir trabalhar e acompanhar tudo via internet. Será que vai sobrar para mim?
Juro que se fosse no verão, eu até me meteria no meio do povão, pois vai ser um marco histórico, mas sinceramente, com as temperaturas abaixo de zero é muito perrengue para esta que vos fala.
Vou dar um jeito de assistir tudinho com certeza, mas certamente num lugar confortável e onde haja calefação... A sala do telão lá de casa sounds like a winner!
Estes dias parece até que estou no Brasil -- tudo bem, vamos deixar as temperatura congelantes de lado -- mas o povo não para de falar no feriadão da semana que vem. Quer coisa mais brasileira? Na segunda-feira é feriado de Martin Luther King Jr., ponto facultativo em muitos lugares, mas aqui para nós é feriado e ponto. Na terça, 20 de janeiro, vai acontecer o fato mais esperado do milênio -- a posse! Só que este dia não é feriado, mas quem vai querer perder o grande dia?! Nem que seja em casa, todo mundo vai querer ver o discurso e a roupa da Michelle -- tomara que ela se reabilite, pois o vestido vermelho-hemorragia do dia da vitória foi dose.
Andei fazendo uma pesquisa informal por aqui e ao que parece ninguém está pensando em dar as caras por aqui. Tem gente que vai desafiar o frio e a multidão para estar no Mall; tem gente que vai assistir numa destas mega-igrejas aqui...só não tem gente animada para vir trabalhar e acompanhar tudo via internet. Será que vai sobrar para mim?
Juro que se fosse no verão, eu até me meteria no meio do povão, pois vai ser um marco histórico, mas sinceramente, com as temperaturas abaixo de zero é muito perrengue para esta que vos fala.
Vou dar um jeito de assistir tudinho com certeza, mas certamente num lugar confortável e onde haja calefação... A sala do telão lá de casa sounds like a winner!
January 12, 2009
Eu Sou Normal!!!
Gostaram do meu visual? Avental fashion, né? Mas sarcasmo à parte, o dia de hoje foi um sonho, foi tudo que eu esperava, foi a resposta de Deus a minhas preces...
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Tem marca-passo? Implante de metal em alguma parte do corpo? Já fez transplante? Tem prótese? Stents recentes? Já teve objetos de metal retirados da face? Tem grampos em alguma parte do corpo? Diabetes? Não, não, não e não!!!
Fazia tempo que não via uma ficha tão fácil de preencher. Fazia tempo que não via um formulário que não me obrigasse a desfiar meu rosário ou a contar a saga que tem sido a minha nos últimos seis anos. Fazia muito tempo que não me sentia tão NORMAL!
Pois é, enfermeira, fora umas duas cirurgiazinhas bobas de fígado, nunca tive nada de absurdo. Ótimo, foi a reposta dela. Ótimo, comemorei eu. Nunca pensei que fosse gostar tanto de ser que nem todo mundo, de não ter história para contar, de ser completamente ordinária.
Acho que a minha fama de chorona já se espalhou por Baltimore e o tratamento que tenho recebido ultimamente em Hopkins se aproxima cada vez mais de VIP. Hoje, fiz meus exames de sangue e agora troquei a tomo por ressonância magnética por causa da radiação. A ressonância é mais demorada e você fica de corpo inteiro no tubo por uns 40 minutos, mas graças a Deus, não sou claustrofóbica, então tiro de letra... Fico lá meditando, rezando e pedindo a Ele lá em cima para livrar a minha barra. E tem funcionado. Respira, prende, solta. Mais uma vez, respira, prende, solta devagar...e aquele fundo musical que parece techno de quinta categoria, mas tudo bem quando acaba bem.
Num dia tenso e conrrido como estes, a hora mais chata é a de puncionar a veia, mas até isto, hoje foi dez. Das duas vezes, os enfermeiros acertatam de primeira. Isso é que luxo! Duas espetadas em vez de cinco! Maravilha. O local ainda está um pouco dolorido, mas acho que pelo menos desta vez meus braços não vão lembrar os da Amy Winehouse. Amém!
Minha consulta estava marcada para uma e meia da tarde, mas como os exames acabaram cedo, resolvi ir antes para a sala de espera. Chegando lá, eles me colocaram logo numa das saletas e uma residente veio prontamente falar comigo. “Dr. Pawlik já vem mas me pediu para ir conversando com você. Seus exames estão ótimos – sangue e imagem. Saúde perfeita,” ela concluiu. Que alívio! O Blake e eu suspiramos aliviadíssimos e não conseguíamos conter nossa felicidade... Aliás era como se o tal suspiro estivesse engasgado na nossa garganta há um ano. E estava.
Minutos depois entra o Dr. Pawlik, sorridente como sempre, dizendo que tínhamos muitos motivos para estar felizes. De novo, falamos sobre a possibilidade de gravidez e ele disse o de sempre. “Certeza não existe nesta vida e esta decisão é só sua. Você tem que tentar colocar numa balança a sua vontade de ser mãe e a possibilidade, embora pequena, deste negócio voltar. Com o passar do tempo, mais seguro será, mas não podemos dar 100% de garantia de nada. Como já conversamos, você será monitorada para o resto da vida e pronto. Tudo me leva a crer que você está curada, mas a gente vai te acompanhar de pertinho e sempre,” ele explicou.
Para mim esta afirmação é o bastante para me deixar feliz. Foi o mais normal que me senti nos últimos treze meses e o mais feliz também. Saí daquele hospital como se tivesse ganhado a minha vida de volta, como se tivessem me devolvido o direito de sonhar e ser feliz. E não pude deixar de pensar em Jó e na minha avó, que me contou a história bíblica e que hoje felizmente foi a primeira pessoa para quem liguei e que alegria foi poder escutar a voz dela do outro lado do telefone.
Se em setembro a felicidade das boas-novas foi ofuscada pela dor enorme de ter a minha avó num estado de saúde muito delicado, hoje posso dizer que a felicidade foi completa. Saber que estou saudável, ultrapassar o marco de um ano, poder compartilhar a notícia com a minha família e ouvir a satisfação na voz da minha avozinha...Nada disso tem preço.
A minha mãe tem mesmo razão quando diz que sou uma menina de sorte...
January 9, 2009
Decoração - A Saga

Agora resolvi aceitar a minha condição de Desperate Housewife mesmo. Vim no avião vendo o seriado e tomei um choque ao me dar conta que meu condomínio – assim como zilhões de outros em Suburbia, USA – é idêntico a Whiskeria Lane. Well, acho que a vizinhança é que vai ser diferente, se é que ela existe de verdade, pois desde que me mudei só vi um carinha de uns trinta e poucos anos que parou para se apresentar e uma outra vizinha que apareceu lá em casa no Halloween. O resto para mim continua sendo fantasma. Diz a lenda, ou melhor, o Blake, que do noso lado tem uma família chinesa e que o pai toma cerveja, um tanto estranho, pois chinês não bebe por estas bandas não. Eu, como pouco saio a pé por conta do frio, ainda não tive a sorte(?) de conhecer ninguém. Ainda de acordo com o Blake, o vizinho do outro lado é um cara meio antipático que faz questão de passar por ele e fingir que não o vê. Pela aparência física e atitude um tanto quanto esquisita acabou levando o apelido de Al Qaeda – sorry, mas não dava para perder a piada.
Mas voltando às Desperate Housewifes, com a graça de Deus deixei de ser housewife há tempos, já que pelo menos por enquanto ganho a vida aqui nesta universidade que às vezes me parece um manicômio, mas nas atual conjuntura, quem tem um emprego já tem que dar graças a Deus. Depois de chegar do Brasil, com várias telas modernas, resolvi investir na decoração da casa, que continua quase vazia. Eu jurava que já teria a mesa de jantar este mês, mas houve um problema na entrega e ficamos a ver navios. Com o acontecido fiquei meio de pé atrás com a minha velha amiga internet e resolvi que ia comprar a mesa numa loja de verdade. A idéia era comprar uma mesa contemporânea de madeira com um tampo de vidro, mas acabei descobrindo que o tal modelo dos meus sonhos é bem difícil de achar do tamanho do que eu quero, pois sim, quero uma mesa de OITO a DEZ lugares já que espaço aqui é o que não me falta. Acho que vamos ter que ficar com uma mesa de madeira mesmo, que por si só já é mais tradicional, e o ar de modernidade vai ficar com umas cadeiras bem clean, como o modelo da foto, que não era a mesa dos meus sonhos, mas não deixa de ser bonita e funcional. Com um tapete bacana e as minhas duas telas quadradonas compradas no Rio, acho que vamos fechar o ambiente. Também vi um lustre show e acho que até vou me arriscar a comprar pela internet, já que conheço bem a loja.
Para quem sempre morou em apertamento no Rio (e em Nova York), decorar uma casa bem grande e tipicamente americana nos suburbs é uma mudança radical, mas aos poucos a gente chega lá. Tenho que confessar que todas as vezes que via a mocinha descendo a escada nos filmes, morria de inveja e jurava para mim mesma que um dia seria eu quem iria descer deslumbrante as escadas de uma casa daquelas. Pois é, be careful what you wish for... Não só desço as tais escadas como volta e meia limpo e varro degrau por degrau!
Mas voltando ao assunto, outra dificuldade é encontrar móveis e objetos de decoração de estilo contemporâneo, pois esta parte dos EUA é muito conservadora em tudo... O meu grande problema é que até gosto de antiguidade, desde que os objetos sejam antigos de verdade e não pseudo-antigos ou velharia caquética que no Brasil estaria no lixo há tempos, que é o que a gente mais vê por aqui. Móvel estilo Chippendale feito de compensado?! Fala sério! Muito fake. Mobília kitsch dos anos 60 em péssimo estado também não entra na minha casa, pois pra mim não passa de quinquilharia. Tenha dó!
O povo aqui diz que gosta do tal Renaissance Style, mas quando pergunto exatamento do que se trata ninguém sabe me explicar direito. A meu ver, este “estilo” são móveis enormes e esteticamente pesados, cores escuras e formas arredondadas, tudo meio over. Resumindo: tudo o que eu NÃO gosto. Mas como gosto é igual a xxxxx, e cada um tem o seu, só me resta mesmo garimpar para ver o que encontro de moderno e claro por estas bandas aqui. Pois como dizia o poeta, “vai ser gauche na vida...” Quem mandou querer ser diferente?
Este fim de semana a busca continua e a missão é achar cortinas e um lugar para emoldurar as cinco telas made in Brazil que vieram na nossa mala e agora estão espalhadas por todos os cantos da casa, esperando ocupar seus lugares definitivos...
January 8, 2009
Voltei!
Estou tão animada que esqueci de dizer que estou de volta ao batente e a Maryland. Nem o frio, nem os furlows ou férias coletivas anunciadas pela universidade me deixaram triste... Agora pelo menos quando acordo para ir trabalhar já é dia! Sinal de que a primavera se aproxima.
Sempre disse que meu problema aqui não é o frio, mas a falta de luz e os dias curtos que caracterizam o inverno e principalmente os meses de novembro e dezembro. Bom, o frio continua, a neve deve dar as caras mais dia menos dia, mas a certeza é que os dias ficam mais longos daqui para frente, e isto para mim já basta.
Sempre disse que meu problema aqui não é o frio, mas a falta de luz e os dias curtos que caracterizam o inverno e principalmente os meses de novembro e dezembro. Bom, o frio continua, a neve deve dar as caras mais dia menos dia, mas a certeza é que os dias ficam mais longos daqui para frente, e isto para mim já basta.
O Ano da Retomada
O título da minha coluna mais recente para a Noivas Rio de Janeiro foi “2009, o Ano da Audácia”. Como sugerem o nome da revista e o título da matéria, falei sobre as tendências em casamentos que vamos ver no ano que se inicia. Idéias interessantes e diferentes, alugumas inovações e muita criatividade. Pelo menos no ramo de casamentos, 2009 vai ser um ano bem bacana.
Pois já decidi que 2009 também vai ser um ano mais leve para mim. O ano passado foi difícil, apesar de algumas grandes vitórias – a minha segunda cirurgia de fígado e toda a história da minha avó, que tenho certeza ter escapado da morte algumas vezes por milagre. Sofri muito, talvez como jamais tenha sofrido na vida, mas hoje digo que mandei todas as minhas angústias embora junto com as ondas que tocaram meus pés no dia 31 de dezembro, na Praia de Copacabana.
Não sei se 2009 vai ser o ano da audácia para mim, mas sinceramente acredito que será o ano da retomada. Se em 2008 vi todas as minhas certezas irem por água abaixo e tive que colocar um freio em tantos planos e ambições, em 2009 tudo indica que finalmente vou poder colocar em prática projetos extremamente importantes que por um motivo mais ou menos importante acabaram ficando em banho-maria.
Segunda-feira, dia 12, de manhã cedo, volto a Hopkins e se Deus quiser, corro logo aqui para postar boas notícias. Mal posso esperar para poder dar a notícia por telefone à minha avó, que agora já pode falar! (Lembro que da última vez, me doeu muito pensar que ela não podia dividir esta alegria comigo, já que lutava contra um embolia no CTI, no Rio.) Obviamente estou ansiosa e tenho certeza que até segunda vou estar um pouquinho nervosa -- afinal, levante a mão quem gosta de agulha, contraste e tubo claustrofóbico de ressonância magnética -- mas tenho sentido uma vibração muito boa e estou animada para voltar a ser eu mesma e poder sonhar de novo.
2008 foi um ano muito importante para mim, um ano que me marcou demais, mas acabou e eu sobrevivi. Acredito ter passado por um processo longo e conturbado que começou com a descoberta da suposta recidiva no final de dezembro de 2007 e culminou com a perda de jovens muito queridos e especiais; passando por tantos exames, consultas e medos. Eu, que achava que por ter vivido tantas coisas ruins estaria imune a todos os males, acabei descobrindo e sentindo na pele que nesta vida simplesmente não existem certezas. Foi um baque, mas aos poucos tento aprender a lição e enxergar as coisas por um lado mais positivo.
Se em 2008 dediquei meus dias e meus posts a tentar explicar como se sente alguém que despenca do topo do mundo e cai de cara no chão, em 2009 meus posts vão contar a história de alguém que depois de se espatifar e quebrar a cara, decide voltar a subir devagarinho, degrau por degrau, por saber que a vista do alto é sempre mais bonita.
E que venha 2009, o ano da retomada!
Pois já decidi que 2009 também vai ser um ano mais leve para mim. O ano passado foi difícil, apesar de algumas grandes vitórias – a minha segunda cirurgia de fígado e toda a história da minha avó, que tenho certeza ter escapado da morte algumas vezes por milagre. Sofri muito, talvez como jamais tenha sofrido na vida, mas hoje digo que mandei todas as minhas angústias embora junto com as ondas que tocaram meus pés no dia 31 de dezembro, na Praia de Copacabana.
Não sei se 2009 vai ser o ano da audácia para mim, mas sinceramente acredito que será o ano da retomada. Se em 2008 vi todas as minhas certezas irem por água abaixo e tive que colocar um freio em tantos planos e ambições, em 2009 tudo indica que finalmente vou poder colocar em prática projetos extremamente importantes que por um motivo mais ou menos importante acabaram ficando em banho-maria.
Segunda-feira, dia 12, de manhã cedo, volto a Hopkins e se Deus quiser, corro logo aqui para postar boas notícias. Mal posso esperar para poder dar a notícia por telefone à minha avó, que agora já pode falar! (Lembro que da última vez, me doeu muito pensar que ela não podia dividir esta alegria comigo, já que lutava contra um embolia no CTI, no Rio.) Obviamente estou ansiosa e tenho certeza que até segunda vou estar um pouquinho nervosa -- afinal, levante a mão quem gosta de agulha, contraste e tubo claustrofóbico de ressonância magnética -- mas tenho sentido uma vibração muito boa e estou animada para voltar a ser eu mesma e poder sonhar de novo.
2008 foi um ano muito importante para mim, um ano que me marcou demais, mas acabou e eu sobrevivi. Acredito ter passado por um processo longo e conturbado que começou com a descoberta da suposta recidiva no final de dezembro de 2007 e culminou com a perda de jovens muito queridos e especiais; passando por tantos exames, consultas e medos. Eu, que achava que por ter vivido tantas coisas ruins estaria imune a todos os males, acabei descobrindo e sentindo na pele que nesta vida simplesmente não existem certezas. Foi um baque, mas aos poucos tento aprender a lição e enxergar as coisas por um lado mais positivo.
Se em 2008 dediquei meus dias e meus posts a tentar explicar como se sente alguém que despenca do topo do mundo e cai de cara no chão, em 2009 meus posts vão contar a história de alguém que depois de se espatifar e quebrar a cara, decide voltar a subir devagarinho, degrau por degrau, por saber que a vista do alto é sempre mais bonita.
E que venha 2009, o ano da retomada!
January 5, 2009
Feliz Ano Novo
Enquanto me preparo para arrumar as malas e voltar aos EUA amanhã, vários pensamentos me invadem a cabeça.
Se o Natal e o Ano Novo não foram exatamento como havia imaginado, não posso me queixar de nada. Mesmo sem ter a minha avó de volta em casa, fico feliz de ver o progresso dela e tudo me leva a crer que em breve ela vai estar de novo com a família. Pena que não vou estar por perto, mas isto é mero detalhe: o dia que ela sair definitivamente do hospital vai ser o dia mais feliz da minha vida e não há distância que vá diminuir a minha felicidade.
Daqui a uma semana, dia 12 de janeiro, vou a Hopkins mais uma vez e a próxima consulta, se Deus quiser, vai ser o início de um novo tempo para mim. As consultas agora devem acontecer duas vezes por ano, em vez de a cada três meses. As tomografias serão substituídas por ressonâncias magnéticas. Isto vai marcar um novo cliclo para mim e para a minha família.
Acho que fecho um ciclo, dolorido mas muito importante, e estou pronta para alçar novos vôos. Já falei aqui da doença e da recaída, agora quero falar de vitória e de vida normal... Quero falar da minha casa, doa quadros que comprei e das cortinas que estou procurando. Quero voltar a ser uma menina normal.
Que 2009 todos os nossos sonhos se realizem e que todos possamos ser absolutamente NORMAIS.
Se o Natal e o Ano Novo não foram exatamento como havia imaginado, não posso me queixar de nada. Mesmo sem ter a minha avó de volta em casa, fico feliz de ver o progresso dela e tudo me leva a crer que em breve ela vai estar de novo com a família. Pena que não vou estar por perto, mas isto é mero detalhe: o dia que ela sair definitivamente do hospital vai ser o dia mais feliz da minha vida e não há distância que vá diminuir a minha felicidade.
Daqui a uma semana, dia 12 de janeiro, vou a Hopkins mais uma vez e a próxima consulta, se Deus quiser, vai ser o início de um novo tempo para mim. As consultas agora devem acontecer duas vezes por ano, em vez de a cada três meses. As tomografias serão substituídas por ressonâncias magnéticas. Isto vai marcar um novo cliclo para mim e para a minha família.
Acho que fecho um ciclo, dolorido mas muito importante, e estou pronta para alçar novos vôos. Já falei aqui da doença e da recaída, agora quero falar de vitória e de vida normal... Quero falar da minha casa, doa quadros que comprei e das cortinas que estou procurando. Quero voltar a ser uma menina normal.
Que 2009 todos os nossos sonhos se realizem e que todos possamos ser absolutamente NORMAIS.
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